Publicado em julho – agosto de 2026 - ano 67 - número 370 - pp. 4-13
A IMPORTÂNCIA DA CELEBRAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS NAS COMUNIDADES
Por *Ir. Veronice Fernandes
No Brasil, cerca de 70% das comunidades se reúnem, principalmente aos domingos, para celebrar em torno da Palavra de Deus. É pertinente refletir sobre essa celebração, justamente por ser uma prática que proporciona a tantos batizados e batizadas garantir e salvaguardar grandes valores do dia do Senhor. Essas celebrações podem ser espaço para consolidar a vida eclesial e os diversos ministérios nas comunidades, nutrir a espiritualidade, a mística, o diálogo com Deus na proclamação e escuta da Palavra e na oração comum, direitos de todo o povo sacerdotal.
Introdução
Para tratar da importância da celebração da Palavra de Deus (CPD), recomendada pela Igreja (SC 35,4),[1] é necessário considerar que essa prática é realizada, sobretudo aos domingos, por cerca de 70% das comunidades católicas no Brasil (CNBB, Doc. 43, n. 25[2] e também CNBB, Doc. 52, n. 5).[3] Considerando o valor de tais celebrações, em 2019, a CNBB publicou o documento 108, Ministério e Celebração da Palavra, com o objetivo de aprofundar e caracterizar melhor a CPD. Dom Clemente Isnard – na época, bispo de Nova Friburgo-RJ e responsável pela Dimensão Litúrgica da CNBB – afirmou: “sem a celebração da Palavra de Deus não teremos verdadeiras comunidades eclesiais de base, e, sem estas, o povo brasileiro, em grande parte, não conservaria a fé católica” (apud Buyst, 1990, p. 8). A seguir, passaremos a descrever elementos que revelam a importância da CPD para nossas comunidades.
1. O valor teológico-litúrgico das celebrações ao redor da Palavra de Deus
O episcopado latino-americano, com afeto pastoral, anima e incentiva as comunidades a se reunirem aos domingos ao redor da Palavra de Deus, pois aí se faz presente o mistério pascal, na comunidade reunida, na acolhida da Palavra e na oração comunitária (DAp 253), elementos que manifestam a presença de Cristo e mantêm viva a fé dos batizados e batizadas privados da celebração eucarística.
De modo geral, há um reconhecimento de que as CPDs são uma oportunidade para a Igreja, pois constituem ocasiões privilegiadas de encontro com o Senhor, garantem e salvaguardam grandes valores do dia do Senhor, tais como a reunião da assembleia litúrgica, a oração em comunidade, a celebração do mistério pascal, a escuta da Palavra de Deus no ritmo do ano litúrgico, a participação na comunhão do corpo do Senhor, a valorização dos ministérios leigos.
2. Celebrar aos domingos o dia memorial da ressurreição do Senhor
Desde os primeiros séculos, por tradição apostólica, a Igreja sempre se reuniu aos domingos. Essa importância dada ao domingo tem forte razão: é o dia em que o Senhor ressuscitou dos mortos, dia em que apareceu aos discípulos (Jo 20,5-9; Lc 24,13-35; Mc 16,14-18; Lc 24,36-48; Jo 20,19-23). Esses e outros relatos do Novo Testamento revelam que a Igreja foi amadurecendo, ao longo dos séculos, sua compreensão sobre o valor e a importância do domingo, que se tornou o dia da reunião da comunidade para fazer o memorial semanal da ressurreição do Senhor. A partir desse dia, os primeiros cristãos cumpriram o mandato do Senhor: “Fazei isto em memória de mim” (Lc 22,19), celebrando sua morte e ressurreição (Lutz, 1982, p. 2).
O primeiro dia da semana tornou-se, para os cristãos, um dia memorável por causa da ressurreição do Senhor e de suas aparições aos discípulos, tanto que passou a ser chamado de “o dia do Senhor” (Ap 1,10).
O dia da reunião dos cristãos é o dia memorial da certeza de que a vida venceu a morte para sempre, o dia da escuta da Palavra e da celebração da Eucaristia (cf. SC 106), uma vez que “a ressurreição de Jesus é o dado primordial sobre o qual se apoia a fé cristã (cf. 1Cor 15,14)” (João Paulo II, 2007, p. 4).
Celebrar o dia do Senhor permite aos cristãos e cristãs entrar em contato com a ressurreição de Cristo e realizar em si mesmos o alcance salvífico que ela tem. É isso que o torna dia sagrado por excelência. Quem o toca atinge o próprio fundamento da Igreja, o mistério pascal do qual ela nasceu (cf. SC 5), do qual continuamente vive e pelo qual se manifesta e cresce como “comunhão”, até atingir a medida da plenitude de Cristo (Ef 4,13) (Brandolini, 1992, p. 311).[4]
3. Assembleia reunida, convocada pelo Senhor para a celebração da Palavra de Deus
Os relatos da aparição do Senhor ressuscitado mostram sempre que ele se manifesta na comunidade reunida (Lc 24,13-33; 24,36-42; Jo 20,19-29; 21,1ss). Quem não está na reunião não vê o Ressuscitado (Jo 20,24).
O ponto alto do domingo, sua característica principal, é a reunião da comunidade cristã para celebrar o dia do Senhor, primeiro sinal da presença e atuação de Cristo no meio do seu povo (Mt 18,20), pois Cristo está presente quando a Igreja ora e salmodia (SC 7). Conforme escreve L. Deiss (1998, p. 42): “A presença de Cristo na comunidade celebrante tem, com efeito, a primazia”.
Os cristãos e as cristãs compreenderam, desde o início (At 4,31; 12,12; 14; 27; 15,30; 1Cor 11,17-18; 14,23.26.34), que a Igreja é essencialmente assembleia convocada pelo Senhor, o qual nela se torna presente e atuante. Fazer parte da assembleia litúrgica é fruto da fé e da comunhão com a Igreja em torno do Ressuscitado (Lutz, 1982, p. 3), pois a Igreja, povo da Nova Aliança, nasceu da Páscoa de Cristo. Hipólito de Roma (1971, p. 64) adverte que “cada um deve ter a preocupação de ir à assembleia, onde floresce o Espírito Santo”.[5]
Vale recordar o que escreveu dom Sérgio Castriani – na época, arcebispo de Manaus: “Se quisermos salvar o cristianismo, é necessário voltar a guardar o dia do Senhor, e no coração deste dia, a reunião da assembleia que é seu corpo” (Apresentação do subsídio Celebração da Palavra no Dia do Senhor, p. 6).[6]
4. A Palavra de Deus celebrada ao longo do ano litúrgico
Deus se dá a conhecer entrando em diálogo conosco e tomando a iniciativa nesse diálogo (VD 6). Ele, que fez tudo por sua Palavra (Sl 33,4-9; Jo 1,3), quer também tudo refazer por essa mesma Palavra (Ap 21,5). Depois de haver falado pela criação, pelos patriarcas, pelos profetas, falou por seu Filho (Hb 1,1-2), a Palavra que se fez carne e habitou entre nós (Jo 1,14). O Filho “pronunciou as palavras de Deus” (Jo 3,34) e completou a obra de salvação que o Pai lhe dera para realizar (Jo 5,36; 17,4). Então, enviou de junto do Pai o Espírito Santo para que ele conduza as pessoas à verdade total (Jo 15,13). Assim como havia sido enviado pelo Pai, o próprio Filho enviou os apóstolos (Jo 20,23), para que anunciassem sua palavra a todas as nações (Mt 22,18-20). Esse mistério de salvação transmitido pela Palavra divina continua na vida dos homens e mulheres que acolhem a Palavra “na obediência da fé” (Rm 1,16) e por ela são convertidos, iluminados e santificados (DV 2-7; SC 5-7; VD 6-7).
A Palavra de Deus é uma pessoa. É nosso Senhor Jesus Cristo. Tudo é marcado por ele como origem e fim. Toda comunicação de Deus é referente ao Cristo Senhor, Palavra de Deus (VD 11-13).
A liturgia “constitui, efetivamente, o âmbito privilegiado onde Deus nos fala no momento presente da nossa vida […]” (VD 52). O próprio Cristo está presente na sua Palavra: é ele que fala quando a Sagrada Escritura é lida na Igreja (SC 7).
Para que os fiéis se alimentem também do Cristo presente na Palavra, o Concílio recuperou a tradição de valorizar as duas mesas – Palavra e Eucaristia –, como atesta a constituição Dei Verbum:
A Igreja sempre venerou a Sagrada Escritura da mesma forma como o próprio Corpo do Senhor, porque, de fato, principalmente na sagrada liturgia, não cessa de tomar e entregar aos fiéis o pão da vida, da mesa da Palavra de Deus como do corpo de Cristo (n. 21).
Na celebração litúrgica, na mesa da Palavra, “os tesouros bíblicos são largamente abertos”, “de uma maneira abundante, variada e apropriada” (SC 51; 35). Aí, na celebração do mistério pascal, Deus estabelece um diálogo salvífico com seu povo, e a Palavra se faz sacramento. É na lógica da presença do Senhor na Palavra que se entende a sacramentalidade desta, como mediação da ação salvadora do Senhor.
Uma vez proclamado o texto pelo leitor ou pela leitora – que vai até a mesa da Palavra, abre o livro e a proclama –, os fiéis experimentam seu caráter performativo, isto é, a eficaz ação divina na própria vida. Tal ação, porém, ocorre em virtude da presença do Verbo encarnado na Palavra, conferindo a eficácia salvífica àqueles que a ouvem em cada “hoje” da celebração litúrgica. Como outrora na sinagoga de Nazaré – quando Cristo proclamou o “hoje” da realização da profecia de Isaías (Lc 4,17-21) –, a força do Espírito Santo atualiza a obra de redenção evocada pela proclamação da Escritura no momento celebrativo (Benedito, 2019, p. 83-84).
A CPD acompanha o ano litúrgico (CNBB, Doc. 108, n. 67). No decorrer do ano, é revelado todo o mistério de Cristo, desde a encarnação e natividade até a ascensão, o dia de Pentecostes e a expectativa da feliz esperança e vinda do Senhor (SC 102).
Conforme a orientação do Concílio Vaticano II para que se restaurasse a leitura da Sagrada Escritura nas celebrações (SC 35), o Elenco das Leituras da Missa
oferece os fatos e palavras principais da história da salvação, tomando-os da Sagrada Escritura, de tal modo que esta história da salvação, que a liturgia da Palavra vai recordando passo a passo, em seus diversos momentos e eventos, aparece diante dos fiéis como algo que tem uma continuidade atual, ao se fazer presente de novo o mistério pascal de Cristo, celebrado pela Eucaristia (n. 61).
De nossa parte, poderíamos dizer, acrescentando: “celebrado pela Eucaristia” e atualizado nas celebrações da Palavra de Deus (cf. também Fernandes, 2021, p. 139-148).
5. Palavra de Deus celebrada: natureza teológica e simbólico-sacramental
O documento 108 da CNBB sanciona o sentido teológico-litúrgico da CPD e alerta para a necessidade da devida preparação para resguardar sua fisionomia litúrgica (n. 57) e seu caráter sacramental (n. 63). Sendo oração do povo reunido em assembleia ao redor da Palavra de Deus, com a atuação do Espírito Santo e a participação da comunidade, a CPD expressa-se com palavras, gestos, ações simbólicas ou ritos e é estruturada de acordo com a “lógica da revelação”, que é o “princípio estruturante de um roteiro celebrativo” (CNBB, Doc. 108, n. 60), conforme especificado a seguir:
Reconhecendo a força da Palavra que perpassa a história da salvação e seguindo a “lógica da revelação”, através dos ritos, as comunidades judaicas e cristãs celebram a memória dos acontecimentos salvíficos em sua própria vida. A aliança entre Deus e o seu povo é renovada e atualizada por meio das diversas ações simbólicas. Por essa razão, toda celebração deve constar dos seguintes elementos: 1º) Deus convoca e reúne; 2º) o povo atende e se constitui em assembleia; 3°) Deus dirige a sua Palavra; 4º) os fiéis escutam, refletem e respondem, professando a sua fé e suplicando; 5º) a assembleia louva e bendiz a Deus por suas maravilhas; 6º) Deus abençoa o seu povo e o envia em missão (CNBB, Doc. 108, n. 61).
Nas celebrações litúrgicas, a escuta da Palavra faz brotar a oração, o que acontece em todas as celebrações. Num verdadeiro diálogo de Deus com seu povo reunido, a liturgia lembra constantemente a Palavra revelada e, dessa forma, evoca e atualiza os feitos salvíficos de Deus. O lembrar faz que a comunidade conheça a vontade de Deus, o que ele quer, seu projeto de salvação. Então, nasce a resposta à Palavra divina, ou seja, o louvor, a ação de graças, a súplica, a intercessão, os gestos e as ações simbólicas.
Proclamando a Palavra de Deus, a comunidade toma consciência da proposta que ela transmite e ensina. Pela oração, cria-se o espaço onde a Palavra faz o que diz, traz o que anuncia, comunica sua força e revigora a caminhada.
Na verdade, o diálogo com Deus acontece constantemente, seguindo a estrutura geral da celebração: na liturgia da Palavra, predominantemente Deus fala (dimensão descendente); na louvação/ação de graças, a comunidade responde (dimensão ascendente). O diálogo acontece também em cada rito: por exemplo, na saudação, na oração coleta etc. A celebração, no seu conjunto, contém uma dinâmica de base que é dialogal: fala de Deus e resposta da comunidade, até chegarmos ao encontro profundo e sermos transformados nele (Maldonado, 1990, p. 182-187; cf. também Fernandes, 2021, p. 152-156).
A CPD é exercício do sacerdócio de Cristo, na Igreja que ele associou a si como seu corpo (SC 7), e é realizada por meio de sinais sensíveis que realizam o que significam (SC 7); ou seja, a Palavra se encarna e alcança a comunidade pelos sentidos (tato, olfato, paladar, visão e audição) e assim ganha corpo na comunidade (encarnação) (Cesar, 2020, p. 6). A comunidade de fé faz a experiência da salvação em Cristo, morto e ressuscitado, no hoje de sua história, por meio de sinais e ações simbólico-sacramentais: a reunião, a atuação dos ministérios (presidência, leitores, salmista, cantor, instrumentista etc.), o espaço celebrativo, os cantos, a oração coleta e a de ação de graças/louvação, tudo preparado de acordo com o ano litúrgico, como também as vestes litúrgicas, o ficar sentado e/ou em pé, o caminhar em procissão, o ir até o ambão, as proclamações, a invocação do Espírito Santo antes das leituras bíblicas, as preces, as súplicas, os diálogos entre quem preside e a assembleia etc.
Vale ressaltar alguns aspectos descritos no documento 108 da CNBB: os ritos iniciais (n. 73-76); a liturgia da Palavra (n. 77-80); a coleta fraterna (n. 81); o louvor e ação de graças (n. 82-87), com possibilidade de distribuição da comunhão eucarística (n. 88-97); e, por fim, os ritos finais (n. 98). O documento orienta ainda a respeito da CPD e do Ofício Divino (n. 99-103) e diz uma palavra sobre a partilha de alimentos ou ágape fraterno, destacando sua importância e instruindo sobre o lugar dessa partilha (n. 104-106).
Conclusão
A CPD é de grande valor para as comunidades eclesiais que se reúnem, respondendo com fé à convocação do Senhor que chama. É louvável o desempenho dos cristãos leigos, homens e mulheres, que exercem o nobre ministério de animar a fé e sustentar a espiritualidade na prática da oração e da vida litúrgica. São inúmeros os esforços e grande o empenho para que nenhuma comunidade deixe de se reunir no dia do Senhor e, também, para que essas reuniões sejam verdadeiras ações rituais de ação de graças pelas maravilhas que o Pai realizou e realiza em nossa vida por Jesus Cristo morto e ressuscitado. Tais celebrações são um espaço onde os participantes nutrem a fé por meio da escuta da Palavra que é anunciada. Nelas, a comunidade reunida encontra espaço para estabelecer um diálogo com o Deus da aliança. Celebrando ao redor da Palavra de Deus, os fiéis adquirem maior sentido do ser comunidade e da solidariedade e são fortalecidos nas iniciativas de evangelização (Marini, 1987, p. 126).
Referências bibliográficas
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[1] Cf. também: Inter Oecumenici, n. 37-38; Eucharisticum Mysterium, n. 33; Doc. de Medellín, 1977, p. 96; Doc. de Puebla, n. 900, 929 e 944; Código de Direito Canônico, cânon 1.248, § 2; Diretório para as Celebrações Dominicais da Palavra na Ausência do Presbítero; Doc. 43 da CNBB, n. 93-102; Doc. de Santo Domingo, n. 51; Doc. 52 da CNBB; Doc. de Aparecida, n. 100 e 253; Verbum Domini, n. 65; Doc. 108 da CNBB. O Sínodo para a Amazônia tratou da questão das comunidades sem presbítero no documento final e na Exortação Apostólica Querida Amazônia.
[2] O documento 43 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), fruto da pesquisa feita por ocasião dos vinte anos da Sacrosanctum Concilium e aprovado na 27ª Assembleia Geral, em 1989, já afirmava que “cerca de 70% das celebrações, no dia do Senhor, são realizadas por comunidades que vivem e celebram sua fé sem a presidência de um ministro ordenado”.
[3] Em 1990, a CNBB fez uma pesquisa sobre a CPD para averiguar o dado hipotético segundo o qual cerca de 70% das comunidades não tinham celebração eucarística aos domingos. O documento 52 da CNBB, Orientações para a Celebração da Palavra de Deus, que é resultado desse processo de pesquisa e estudo, afirma: “Aproximadamente 70% das comunidades reúnem-se e celebram os mistérios da fé ao redor da Palavra de Deus” (CNBB, 1994, p. 5). E acrescenta: “É nesta celebração que muitas comunidades encontram, habitualmente, o alimento de sua vida cristã […]”.
[4] Para maior aprofundamento, cf. também Fernandes, 2021, p. 132-135.
[5] Para maior aprofundamento, cf. também Fernandes, 2021, p. 135-136.
[6] Subsídio preparado por Ir. Penha Carpanedo, pddm, e produzido pelo Regional Norte I da CNBB.
*Ir. Veronice Fernandes
é pia discípula do Divino Mestre (pddm). Mestra em Teologia, com especialização em Liturgia, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e membro do Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard e da Equipe de Reflexão Litúrgica da Comissão Episcopal para a Liturgia, assessora cursos de formação litúrgica em paróquias, dioceses, regionais e na CRB. E-mail: [email protected]

