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Publicado em julho-agosto de 2015

Aprender de Maria: teimosia na luta contra o sistema de morte de Belém e dos sistemas de hoje

Por Celia Soares de Sousa

A cidade de Belém era o retrato do lugar esquecido pelas autoridades políticas e religiosas. Mas não foi esquecida por Deus, que ali encontrou Maria, disposta a abraçar seu projeto ousado de envio do Messias que inverte as prioridades: tendo os pobres como preferidos para serem libertados de todos os males, sobretudo daqueles propositalmente formulados pelas estruturas injustas, o que Maria expressa em seu cântico. 

  1. Aprender de Maria: a valorização da vida

As mulheres grávidas, em geral, passam meses se preparando para a chegada de um filho; muitas pessoas ficam dias, meses e até anos nos leitos de hospitais ou em casa, lutando pela vida e pela saúde. Sabemos que um terço da humanidade passa fome, e é alto o índice de jovens que morrem em acidentes de carros ou vítimas da violência nas grandes cidades. Também Maria, a mãe de Jesus, passou por vicissitudes. Acontecimentos inesperados fizeram que ela buscasse defender a vida do menino Jesus. César Augusto decretou um censo (cf. Lc 2,1) exigindo que todos se registrassem em sua cidade natal. Por isso, José e Maria, grávida, tiveram de viajar cerca de 150 quilômetros. Em Belém, não havia lugar para hospedagem, e Maria deu à luz num estábulo. Não deve ter sido fácil para eles. Mas, com o coração confiante, Maria viveu essa situação que era apenas o começo de uma vida de doação, de entrega e de aprendizado.

Os evangelhos nos mostram que Maria e José eram pobres. Ao fazerem a apresentação de Jesus no Templo, quarenta dias depois de Maria dar à luz, para cumprirem a Lei, apresentaram um par de rolas (cf. Lc 2,22-24), sacrifício oferecido pelas pessoas mais pobres de então. Outra vicissitude, a necessidade de sair da própria casa e fugir para o Egito a fim de proteger a vida do Menino, é relatada no Evangelho de Mateus (cf. 2,13-15).

A teimosia da família de Nazaré na defesa da vida deve ser luz ainda hoje para as diversas situações de descaso com a vida humana que preenchem os noticiários, desde a prática do aborto e o abandono de recém-nascidos em latas de lixo, lagoas e praças públicas até a indecente falta de atendimento médico adequado, de educação e de moradia de qualidade, especialmente para os pobres.

O projeto de Deus, de vida em abundância para todos, revelado por Jesus, precisa ser cuidado. É a vida que vence a morte! Cada pessoa é chamada a olhar ao redor, perceber e dar sua contribuição para eliminar os sinais de morte. Maria continua hoje sendo exemplo. Por isso queremos aprender com ela a responder “sim” e a manter a fidelidade ao Deus da vida e da verdadeira libertação. 

  1. Aprender de Maria a fidelidade ao chamado

Em Nazaré da Galileia, Deus encontrou graça em uma jovem de nome Maria (cf. Lc 1,28). Bela e formosa, simples e humilde, encontra em Deus a graça por alimentar fidelidade e amor ao Deus da promessa. A sua participação nas festas (cf. Jo 2,1-10), na comunidade (cf. At 14) e no sofrimento (cf. Jo 19,26) aponta para uma inversão da lógica social do seu tempo. Ela vem “sintetizar” (MC 37[1]) as mulheres profetisas do Antigo Testamento, cuja única honra era educar os filhos para a Lei. No Evangelho de Lucas, Maria aparece a partir do anúncio. Fala-se de uma virgem que irá receber a visita do Anjo para ser mãe do Messias. Maria tem de compreender o sentido teológico da maternidade. Essa explicação realiza-se a partir de um diálogo entre Maria e o Anjo, deixando evidente a resposta – o fiat.

O sim de Maria marca a história de várias gerações, porque nele se concretiza a promessa da salvação que Deus fizera a Abraão e ao povo da aliança. A aliança no Antigo Testamento é a forma com a qual o povo hebreu (posteriormente Israel) aceitou o único Deus libertador. Deus se apresentou como aquele que jamais iria abandonar os que escolhessem caminhar com ele. Para isso, enviou homens e mulheres para exortar o povo a não mudar de caminho, de escolhas e de Deus. O Deus Pai em quem professamos a nossa fé pediu ao povo fidelidade para firmar a aliança (“Eu serei o seu Deus e vocês serão o meu povo”) e o cumprimento das dez palavras (cf. Ex 20,1ss). Maria faz parte desse povo fiel; aliás, os profetas Jeremias e Sofonias classificam os últimos que não desanimaram do caminho de Deus como “o resto de Israel” (Sf 3,13).

Sabemos muito pouco da infância de Maria. A comunidade lucana relata que “Maria encontrou graça diante de Deus”. Isso deixa transparecer que, por ser toda de Deus, não receia em aceitar a novidade e a criatividade do projeto de Deus, realizado por meio de uma “mulher” (cf. Gl 4,4). Ao oferecer o corpo e a vida para realizar o plano da salvação, Maria tinha consciência de que vivia em uma sociedade com muitos conflitos religiosos e sociais, uma sociedade em que a mulher era discriminada (cf. Mt 14,21). Mas ela carregava em si a esperança do povo alimentada pelas profecias, a esperança de que, um dia, haveria de nascer o libertador, o Messias.

Santo Agostinho afirmou que Maria é “colaboradora de Deus para a realização do projeto de salvação”. Comprometida, oferece-se livremente para colaborar no plano divino de salvação e prorrompe em louvor pela obra salvadora de Deus, sentindo-se ela mesma discípula e serva de seu Senhor. Ela é a primeira mulher que acolhe o evangelho e o comunica a seus irmãos. Na visita a Isabel (cf. Lc 1,36), percebemos o esforço e a alegria de Maria de se pôr em marcha (cf. Gn 18,20) ao sentir a ação de Deus. Ela manifesta a alegria de quem faz da sua vida serviço ao Reino de Deus, no cuidado, na visita e no acolhimento. Alvarez comenta que “a visita de Maria a Isabel significa o encontro do novo com o velho; o velho é o antigo povo judeu, fiel às tradições de Moisés; e o novo é o que está em Maria, o que está sendo gestado em seu seio” (ÁLVAREZ, 2007).

  1. Maria, educadora da fé e pedagoga do evangelho

Em um de seus Sermões, santo Agostinho destaca que Maria fez plenamente a vontade do Pai e, por isso, é mais importante para ela ter sido discípula de Cristo do que mãe de Cristo (santo Agostinho, Sermões, 5,7). Sua participação na comunidade do seu tempo, conforme narrado em At 1,14, aponta para uma atitude ativa. Desde o primeiro capítulo dos Atos, Lucas polariza a atenção sobre o tema do “testemunho” que se devia dar. Nesse contexto, a presença de Maria também tem finalidade perfeitamente compreensível – os destinatários do dom do Espírito no Pentecostes: “todos” os que estão reunidos no dia de Pentecostes e também Maria, a mãe de Jesus. Por isso, aqueles que formavam parte da Igreja de Jerusalém (os apóstolos, as mulheres, Maria e os irmãos de Jesus), depois de “todos” serem plenificados pelo Espírito (cf. At 2,1.4a), tornaram-se idôneos a prestar testemunho do Senhor Jesus, cada qual segundo a própria condição.

A partir daquele dia, Maria ficou plenamente iluminada pelo Espírito a respeito de tudo o que Jesus fizera e dissera. Então, é razoável pensar que, a partir daquele momento, ela tenha começado a derramar sobre a Igreja os tesouros que até então conservava encerrados na arca de suas meditações sapienciais. E assim também a Virgem se tornava testemunha das coisas vistas e ouvidas (cf. Lc 1,2).

Maria dá testemunho do nascimento de Jesus, dos passos de sua infância. Esse testemunho vivo daquela que o gerou colabora na acolhida dele em sua humanidade por parte da Igreja. Dentro da Igreja, Maria é uma parte de Jesus. Há algo que nem os apóstolos, nem as mulheres, nem os irmãos poderiam testemunhar: cabe a Maria entregar ao mistério da Igreja essa palavra única e insubstituível. E por isso ela aparece em At 1,14.

Também hoje, Maria é presença constante na família e na vida de cada pessoa que se abre ao amor e à generosidade para com Deus, no Filho, como especial educadora da fé e do discipulado: “Maria educa pela presença solícita, ativa, atenta, estimuladora. Maria educa pela amizade, pela convivência e, portanto, pelo amor que se doa. Maria educa pela exemplaridade de vida, pelo testemunho de sua fidelidade ativa e incondicional à soberania do Pai e ao projeto evangelizador de seu Filho Jesus, pela união íntima com a Trindade” (BUCKER; BOFF; AVELAR, 2002).

Cada pessoa é chamada a defender os valores da vida, por isso o convite para “permanecer na escola de Maria” (DAp 270). José e Maria ensinaram a Jesus todos os dias: “Existe um único Deus […] Tu dirás isto todos os dias” (Dt 6,4ss). Maria havia ensinado Jesus a buscar as coisas do Pai e a cuidar delas; portanto, não era de estranhar que ele se ocupasse dessas coisas (cf. Lc 2,49). O menino Jesus, perdido e buscado com aflição, encontraram-no com os doutores da lei no Templo, ocupado nas coisas de seu Pai; e não compreenderam o que lhes disse. Mas sua mãe conservava todas essas coisas no coração e nelas meditava (cf. Lc 2,41-51; LG 57).

Maria “precisa, cada vez mais, ser a pedagoga do evangelho na América Latina” (DAp 282). Ela nos ensina a olhar os mais fracos porque ela mesma experimentou de perto “a pobreza e o sofrimento, a fuga e o exílio” (MC 37) e nem por isso permitiu ser derrotada. Foi aclamada como a mulher forte. Ela encontrou sua força em Deus e cantou um canto de ação de graças, exaltando o nome e a presença do Deus libertador. No Magnificat (Lc 1,46-55), Maria denuncia a injusta sociedade que acumula, explora e mata. A riqueza é sinal de morte, e os pobres são os preferidos para serem libertados de todo mal, sobretudo daqueles propositalmente formulados pelas estruturas injustas e a elas agregados. A oração de Maria, cheia de silêncio amoroso e compassivo, aproximava-a do sofrimento e da dor de seus filhos prediletos, os pobres e necessitados. Estar na escola de Maria é tornar-se cada vez mais desapegado, pequeno e humilde, disposto sempre à observância e à escuta da Palavra do seu Filho. Maria experimenta a salvação e, por isso, pôde realizar esse gesto profético. Por esse gesto, faz emergir os sinais do Reino e os sinais da esperança, capazes de transformar os sofrimentos da humanidade.

  1. Teimosia na luta contra o sistema de morte de Belém e dos sistemas de hoje

A sociedade no tempo de Maria era reflexo de um sistema secular de subserviência imposto pelas autoridades políticas: uma sociedade de competição, de perseguição e de morte; uma sociedade distante da aliança feita com o povo da Terra Prometida para tomar posse da terra e viver a fraternidade e a igualdade. A cidade de Belém era retrato de lugar esquecido pelas autoridades políticas e religiosas. Mas não foi esquecida por Deus, que ali encontrou Maria, disposta a abraçar seu projeto ousado. Em uma sociedade em que a mulher seria apedrejada ao apresentar-se grávida antes do casamento, Maria e José abraçam a vida gerada “pela sombra do Espírito Santo” (Lc 1,35) e correm todos os riscos para não deixarem que matem o menino Deus gestado no ventre de Maria.

Havia muito que o povo de Israel esperava um Messias, mas um Messias que viesse glorioso e com forte exército para dominar o poder romano, o qual explorava e oprimia a maioria pobre e marginalizada. Mas Jesus pede que se traga um jumento, animal usado para o trabalho e não para as guerras, e entra em Jerusalém aclamado como rei. Ele não aceita o poder da terra e vem revestido do amor. Essa experiência do amor de Deus anunciado por Jesus é a grande reviravolta para uma sociedade injusta. Enquanto César e seus servidores o viam como agitador político, Jesus dava o testemunho e sua Palavra anunciava um Reino de justiça e de vida para todos. Jesus vem anunciar que o sinal maior é o amor. Esse amor desinteressado e exigente convoca cada pessoa a cuidar da vida, a cuidar do outro para que a vida prevaleça.

  1. Entre a vida e a morte, a vida é mais forte

Quem ama dá a vida por amor. A comunidade joanina experimentou esse amor até a consequência do martírio. Na perseguição, a comunidade sofre a martyria, ou seja, a morte, em nome da fé e do compromisso com o seguimento de Jesus.

O texto bíblico de Apocalipse 12 faz um apelo de resistência e esperança para os cristãos que sofriam em tempos de perseguição. Apocalipse é um termo grego que significa revelação ou tirar o véu, mostrar o verdadeiro sentido da história e recuperar a esperança. O objetivo do texto é oferecer consolação e esperança na vitória última do Senhor aos crentes provados em sua fé. João, exilado na ilha de Patmos, quer se comunicar e não pode usar uma linguagem clara diante da perseguição do império romano. Por esse motivo, usa uma linguagem simbólica com a comunidade. Esta conhece os elementos que o autor do texto usa. Os protagonistas desse texto são a mulher, o dragão e a criança:

  • a mulher é a força do ser e da vida;
  • o dragão é o poder do mal, da destruição e da morte;
  • a criança é a inocência, a origem, a possibilidade, a promessa (BOFF, 2006).

De um lado, a mulher, que representa a humanidade, os que acreditam (cf. Lc 1,46). Do outro, o dragão, que tenta perseguir aqueles que acreditam para derrotá-los. O dragão acredita apenas no próprio poder. Quem vai ganhar essa luta? Humanamente falando, a mulher vai perder… Mas Deus intervém, coloca-se ao lado da mulher, e o dragão da maldade e da morte foi derrotado (MESTERS, 1983).

Esses são elementos importantes para serem compreendidos e, a partir daí, tidos como referência para alimentar a mística e a práxis, uma vez que muitos cristãos se encontram cansados e desanimados da sua ação pastoral, permitindo que os “dragões” da sociedade devorem a criança que quer nascer.

Quem hoje sofre as dores do parto ou se sente perseguido por algum dragão da sociedade? Hoje são muitos os “partos” sofridos, interrompidos, descuidados, por conta do descaso das autoridades e da sociedade para com grande parte da população: faltam atendimento médico e escolas, são altos os índices de pobreza, de violência, de corrupção, de maus serviços prestados por certos profissionais de saúde… O dragão revestiu-se da roupagem da modernidade e da globalização, mas quem é o dragão hoje? Talvez muitos não consigam identificá-lo, e esse é o grande empecilho para que seja derrotado. As relações humanas devem estar pautadas nos valores da vida: para nós, cristãos, valores humanos e cristãos. Porém, se os procurarmos na família, nos meios de comunicação, no mundo do trabalho, da educação, da política, da saúde e da economia, sentiremos sua ausência. E é justamente a ausência desses valores nos nossos relacionamentos que corrompe a fraternidade e a solidariedade nos mais diversos ambientes.

Por outro lado, há famílias e comunidades que resistem à força dos dragões da sociedade e pautam sua vida na ótica e modelo de Jesus de Nazaré, cuja memória foi exemplo para as comunidades perseguidas do Apocalipse.

A Igreja no século XXI não sofre aquelas perseguições do período de 81-96 d.C., durante o governo de Domiciano, embora sofra outros tipos de perseguição e violência em diversos lugares. Sofre, também, os males do descaso, da indiferença, do preconceito. O primeiro grande desafio dos nossos tempos é o da fidelidade ao Deus verdadeiro. Nas palavras de Jesus, encontramos o imperativo: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça” (Mt 6,33).

Para ser verdadeira presença de Igreja, ser a “imagem” de Cristo no mundo de hoje, é preciso que nosso comportamento seja semelhante ao de Jesus Cristo, que recusou todas as tentações de dinheiro, prestígio, consumo e poder. Boff afirma: “A Igreja de Cristo tinha algo que o império não tinha. Era uma força inabalável: a fé no Senhor ressuscitado” (BOFF, 2006).

Essa mesma fé da Igreja de Cristo deve ser a fé dos cristãos comprometidos com sua peregrinação neste mundo, para ser presença transformadora. A morte, paixão e ressurreição de Jesus não significam derrota, mas a vitória sobre a imposição e a força do poder que queria destruir a comunidade. Esta se une e, fortalecida no amor, constrói novas relações de respeito e justiça. Nesse sentido, Maria é o modelo, é a mulher forte, a mulher discípula, seguidora de Jesus, aquela que, sem medo, gerou vida. Em primeiro lugar, a vida de Jesus por excelência e, depois, a sua participação e resistência não permitiram a morte da comunidade. Mais que um convite, a vida de Jesus é uma exigência para quem acredita no amor e na vida.

Na Exortação Apostólica Marialis Cultus, Maria é aquela que “aderiu total e responsavelmente à vontade de Deus (cf. Lc 1,38): porque soube acolher a sua Palavra e pô-la em prática, porque a sua ação foi animada pela caridade e pelo espírito de serviço e porque, em suma, ela foi a primeira e a mais perfeita discípula de Cristo, o que, naturalmente, tem um valor exemplar universal e permanente.

Conclusão

Maria foi uma mulher profética e libertadora. Ela permanece sempre como a mulher de fé misericordiosa e testemunha de Cristo. Por isso mesmo, é apresentada como o modelo acabado de discípula do Senhor. Atenta às necessidades dos que sofrem, Maria de Nazaré continua presente em cada pessoa que acolhe a Palavra do seu filho. Como nas bodas de Caná, continua a nos orientar como mãe e mestra: “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2,5). Aquela que acompanhou o sofrimento do seu filho, “em pé” diante da cruz (cf. Jo 19,25), que estava com os discípulos ainda desanimados e amedrontados (cf. At 1,4), continua como companheira fiel para que a glória de Deus[2] ocorra em todos os tempos e lugares e o desejo de Jesus se realize plenamente: “que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Bibliografia

 ÁLVAREZ, Carlos G. Maria, discípula de Jesus e mensageira do evangelho. São Paulo: Paulus, 2007.

BOFF, Clodovis. Mariologia social: o significado da Virgem para a sociedade. São Paulo: Paulus, 2006.

BUCKER, Bárbara P.; BOFF, Lina; AVELAR, Maria Carmen. Maria e a Trindade: implicações pastorais – caminhos pedagógicos – vivência da espiritualidade. São Paulo: Paulus, 2002.

CELAM. Documento de Aparecida (DAp). São Paulo: Paulus: Paulinas; Brasília: CNBB, 2007.

DOCUMENTOS DO CONCÍLIO VATICANO II. Lumen Gentium (LG). São Paulo: Paulus, 2004.

MESTERS, Carlos. Maria, a mãe de Jesus. Petrópolis: Vozes, 1983.

PAULO VI. Marialis Cultus (MC). São Paulo: Loyola, 1975.

[1] O n. 37 da Marialis Cultus sustenta a ideia de Maria “mulher de síntese”, pelo fato de conjugar os vários aspectos da obra de libertação.

[2] Segundo santo Irineu: “A glória de Deus é o homem vivente; a glória do homem é a visão de Deus”. E segundo dom Oscar Romero: “A glória de Deus é o pobre vivo”.

Celia Soares de Sousa

Mestre em Teologia Sistemática pela PUC-SP, atua como professora na Formação Teológica PUC-Cogeae Ipiranga/SP e na Escola de Ministérios Padre Fernando de Brito – Diocese de Guarulhos-SP. E-mail: celiasoaresjpv@ig.com.br