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Publicado em Julho-agosto de 2019 – ano 60 – número 328 - Pág. 29-34

Amazônia: formar presbíteros em novos caminhos

Por Zenildo Lima da Silva

A atuação da vida religiosa missionária sempre foi acompanhada pela construção de cidadania

Introdução       

A Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (Osib)  celebrou, no ano passado, seus 40 anos. Este acontecimento foi selado com uma publicação sobre “a formação sacerdotal hoje”, na qual diversos autores discorreram sobre desafios, avanços e algumas perspectivas no tocante às dimensões que fazem parte do processo da formação inicial dos presbíteros. A argumentação foi perpassada pelo reconhecimento de que novos tempos e espaços exigem novas posturas nesse delicado e laborioso processo. Tendo às portas o Sínodo para a Amazônia: “Novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”, convocado para este ano, nosso olhar se fixa nesse tempo e nessa localidade onde emergem desafios para a evangelização que, por sua vez, exigem um definido perfil de presbítero, apto a atuar nessa realidade.

Tomamos como base para o itinerário desta reflexão alguns argumentos transversais do Documento Preparatório do Sínodo, sobretudo relativos à sua estrutura (realidade – discernimento – busca de caminhos). O processo de escuta fez despontar uma partilha de riquezas a serem recolhidas e propostas no esperado Instrumento de Trabalho do Sínodo. Permitimo-nos algumas percepções à luz de nossa modesta experiência nesse campo e a partir desse chão.

Deixando que outros textos discorram sobre as peculiaridades do que chamamos de Amazônia, detemo-nos em considerar esta realidade na sua característica intercontinental (Pan-Amazônia) e socioambiental (diversidade ecológica), bem como na perspectiva dos povos tradicionais (indígenas, quilombolas, ribeirinhos) e do impacto do mundo urbano, com as grandes metrópoles e consequentes implicações socioeconômicas desse cenário. Tudo isso debaixo de um modelo econômico liberal historicamente marcado pela exploração depredatória. Essas breves menções bastam para indicar a exigência do modelo de atuação eclesial e nela de seus ministérios, considerando um chão de religiosidade já presente nestas terras.

Também é importante esclarecer que nosso recorte, ao falar da Amazônia, é o horizonte do território brasileiro, tendo por base, sobretudo, uma compreensão da Igreja refletida na articulação proposta pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil em sua organização por regionais.

  1. Uma história de evangelização entre missão e colonização

A presença do ministério ordenado se associa à própria chegada da Igreja ao Brasil. Junto à colonização portuguesa e espanhola, as ordens religiosas constituíam um braço nesse processo, assegurando a unidade da fé. Mesmo no regime do Padroado, que vinculava a Igreja ao Estado português, emergiram figuras que assumiram as causas da evangelização na região. Vale lembrar o missionário jesuíta padre Antônio Vieira e sua defesa das populações indígenas, logo compartilhada por outros missionários. As próprias “missões”, que se estabeleceram como mecanismos de garantia da unidade, tornaram-se espaços de resistência. Falamos de um clero religioso das primeiras ordens que aqui chegaram: jesuítas, carmelitas, mercedários. A presença da Igreja na Amazônia nasce nesse ambiente de tensão entre os interesses colonizadores e o cuidado das populações locais.

A sedimentação das Igrejas locais, após o período das missões, trouxe consigo o desafio de um clero autóctone. Em breve apanhado, o historiador Raimundo Possidônio da Mata descreve que, após esse período, se estabeleceu a formação do bispado e do clero diocesano e as missões foram dando lugar às vilas e paróquias; já no século XIX, a situação da Igreja da Amazônia poderia ser considerada crítica, pela ausência de quadros eclesiásticos (MATA; TADA, 2018, p. 33-44). No século passado, desde a década de 70, a Igreja no Brasil expressou solidariedade para com a Igreja dessa região por meio do projeto Igrejas-Irmãs, com o envio de missionários para o trabalho de evangelização. A herança representada por alguns elementos de um processo de evangelização caracterizado pela marcante presença de missionários e religiosos estrangeiros nem sempre impulsionou a afirmação de Igrejas locais fortes e com necessária autonomia. As frágeis e extensas prelazias confiadas a congregações religiosas foram se estabelecendo na escassez de meios e de pessoal, tornando-se dependentes em termos econômicos e pastorais. No cenário atual, este é um quadro que começa a mudar.

Destacamos que a marcante atuação da vida religiosa missionária sempre foi acompanhada pela construção de cidadania. A história das cidades amazônidas mistura-se com a história da Igreja. Ainda não temos elementos devidamente organizados para falar de uma história do clero na região, mas podemos vislumbrar, por meio da história da evangelização, um modelo de ministerialidade profundamente articulado com os apelos que emergem das populações e culturas amazônidas.

Insistimos então num processo de formação presbiteral historicamente situado, profundamente engajado na realidade. Não responderia às exigências da evangelização um modelo de formação on-line. Sem abrir mão das necessárias tecnologias, nosso parecer é que não caberia uma formação a distância, no sentido de (des)comprometimento com a realidade.

  1. A sinodalidade como caminho da formação para o ministério

Para as Igrejas da região, o Sínodo para a Amazônia não traz, em si, uma pauta nova. Há muito as assembleias e encontros regionais, inter-regionais e até mesmo nacionais e internacionais discutem os grandes desafios locais em seus aspectos antropológicos, socioeconômicos, culturais e eclesiais. Basta verificar o caminho já percorrido pela Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CEA – CNBB) e a recém-criada Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam). O que destacamos, portanto, em vista da formação presbiteral, é o método. O Sínodo traz à tona o método comunional, que necessariamente deve ser presente no processo de formação dos presbíteros. A dinâmica do Sínodo, estruturada em um participado e articulado processo de escuta e de envolvimento de sujeitos locais, reclama uma revisão de qualquer caminho formativo que segregue os candidatos ao presbiterato em modelos isolados, como se fosse possível formar o padre genérico, cuja atuação seria viável em qualquer realidade indistintamente. Formar presbíteros na Amazônia implica atitudes de escuta, sinodalidade. Modelos de seminário em que a tarefa é outorgada a um grupo de formadores, por mais competentes que se apresentem, sem uma dinâmica que envolva outros atores e realidades, podem incorrer sempre em profundas lacunas, formando ministros alheios ao próprio chão!

  1. A formação para um ministério amazônida

A primeira parte do Documento Preparatório, “Identidade e clamores da Pan-Amazônia”, evidenciou elementos que devem fazer parte de um currículo formativo. Não nos referimos aqui somente a componentes curriculares dos cursos de Filosofia e Teologia, mas a um engajamento missionário que delineia o modus vivendi de um presbítero dessa e para essa região. A formação presbiteral, portanto, deve levar em conta o território e sua diversidade sociocultural, a identidade dos povos e seus direitos, a memória histórica da comunidade eclesial e uma espiritualidade e sabedoria próprias dos povos amazônidas. Nesse sentido, o atual presidente da Comissão Episcopal para a Animação Missionária da CNBB, dom Esmeraldo Barreto, ao analisar alguns aspectos da formação presbiteral, propõe uma metodologia pastoral no processo formativo perpassada pelo dinamismo missionário e pela identificação com Jesus Cristo (FARIAS, 2005, p. 32-34), o que a nova Ratio Fundamentalis  chama de configuração.

Ao propor a busca de novos caminhos, o Sínodo interpela uma Igreja com rosto amazônico, com atuação profética e com ministerialidade que seja expressão da realidade amazônica. Esse tema dos ministérios tem ganhado repercussão nos processos de escuta. Na Assembleia Territorial dos Estados do Amazonas e Roraima (dezembro, 2018),  por exemplo, essa busca de novos caminhos perpassou a afirmação da identidade e da atuação eclesial como Igreja em saída, bem como a atuação, em nova configuração ministerial, dos sujeitos envolvidos. Mais à frente comentaremos as expectativas surgidas. Mesmo antes das provocações do Documento Preparatório do Sínodo, a reflexão em torno de uma eclesiologia e, consequentemente, de uma ministerialidade própria para a região sempre foi tema relevante na autocompreensão da Igreja na Amazônia. Esta se descobre como verdadeira comunidade ministerial. Testemunham essa alegre constatação tanto a Assembleia dos Bispos do Regional Norte I – CNBB, realizada em 1998, ao perceber uma vitalidade no multiplicar-se de comunidades e serviços, quanto o seminário sobre a ministerialidade da Igreja e os ministérios no contexto amazônico (2004), entre outros momentos de reflexão da Igreja na região. Retomando a vocação de toda a Igreja, cada membro do povo de Deus é chamado à missão pela implicação vocacional do seu batismo, ainda que, do ponto de vista sociológico e da organização eclesiástica, urjam algumas mudanças.

Em linhas gerais, os protagonistas dessa vitalidade eclesial têm sido:

  • o ministério ordenado: embora haja ainda forte presença do clero religioso, as congregações e institutos presentes nas dioceses e prelazias da Amazônia contam com vocações autóctones. A figura do presbítero estrangeiro com sotaque foi dando lugar ao rosto caboclo. Desponta a redescoberta do diaconato permanente como vocação própria da Igreja;
  • a vida religiosa: os inúmeros institutos e congregações, sobretudo de vida religiosa feminina, com raros sinais de fechamento em torno da própria instituição, em sua maioria assumiram a caminhada evangelizadora das Igrejas locais. Também aqui, na vida religiosa feminina, é expressivo o número de vocações autóctones;
  • o laicato: não se pode negar a voz unânime que reconhece a importância fundamental desses atores na vida da Igreja, com particular destaque às mulheres e aos jovens. Centenas de comunidades nas cidades e no interior sobrevivem por causa do compromisso generoso desses homens e mulheres.

Em se tratando dos sujeitos locais, situa-se o encontro do cristianismo com as culturas indígenas e a entusiasmante, mas desafiadora questão das vocações indígenas na Amazônia. A questão tem sua complexidade e merece particular atenção. Não se fala de cultura, mas de culturas indígenas, com um ou outro elemento homogêneo. Dentre estes, destacamos o fato de que os povos indígenas têm profunda compreensão da sacralidade presente na realidade que os cerca. O contato com a evangelização cristã e com os missionários e missionárias suscita as inquietações vocacionais, porém sempre à luz do referencial do branco. O estilo de vida que se apresenta no caminho vocacional é uma novidade nem sempre seguida com perseverante entusiasmo. Tais vocacionados devem submeter-se ao ritmo de formação ditado pelas casas e seminários, que já diferem, e muito, da realidade do caboclo, quanto mais dos indígenas. Devem enquadrar-se nas estruturas, ritmos e modalidade de vida marcada pela consagração mediante o celibato. Ou se encaixam, ou são tidos como problemáticos. Uma vez assumida a vida religiosa ou presbiteral, faz-se necessária sua aceitação, no mundo urbano, como religioso indígena e, junto ao seu povo, como indígena religioso. A questão nos remete a outro aspecto fundamental para a formação dos presbíteros na Amazônia: a verdadeira conversão ao diálogo.

  1. Uma formação dialogal: identidades e expressões

O conceito de ecologia integral, compreendido na perspectiva da encíclica Laudato Si’, constitui uma baliza norteadora para o diálogo entre o anúncio cristão e a totalidade da vida presente na Amazônia. De fato, sem profunda conversão pastoral e ecológica, o anúncio do evangelho pode soar inconsequente e carente de incidência sobre a dimensão social ou ecológica, de fundamentação na dimensão bíblico-teológica, de inculturação na dimensão sacramental e infenso às necessárias mudanças na dimensão eclesial missionária.

Anunciar o evangelho de Jesus na Amazônia exige ministros capazes de diálogo. Do ponto de vista da expressão eclesial, toda a riqueza da vida sacramental da Igreja é desafiada a assimilar as expressões culturais, as categorias mentais, o universo simbólico, a sensibilidade dos povos amazônidas. Acolher esses elementos não compromete a novidade do evangelho e, no que diz respeito aos sacramentos, não compromete nem matéria nem forma! Urge uma formação para o diálogo capaz de acolher as descobertas e superar a tentação de trancar-se no medo das mudanças. Esta exigência do diálogo torna-se mais imperativa diante do encontro com a religiosidade presente na vida dos povos amazônidas, seja na piedade popular das populações rurais e ribeirinhas, seja nas tradições religiosas das populações indígenas, com sua compreensão do sagrado, seja nas expressões das populações nos grandes centros urbanos. Na formação dos presbíteros, a reflexão teológica, além de responder ao desafio do diálogo ecumênico numa região onde o avanço do segmento evangélico de traços neopentecostais fragiliza a vida de comunidades eclesiais rurais e ribeirinhas, é chamada a promover um aprofundamento da teologia na perspectiva indígena ou, propriamente, uma teologia indígena.

Diante dessa diversidade antropológica e sociocultural, não seria exagero apontar a necessidade de uma Ratio amazônida que orientasse todo o processo formativo.

Conclusão: algumas perspectivas

Sabemos que não podemos insistir em um modelo de presbítero e de exercício do ministério presbiteral que encontra cada vez menos sustentação na desafiadora realidade da região. O número de comunidades e paróquias parece desproporcional ao número de padres, nesse modelo em que se delega prioritariamente ao presbítero o múnus de pároco; a celebração eucarística é cada vez mais escassa nas comunidades mais distantes, e não existem ministros suficientes para a demanda, visto que só o padre celibatário pode presidir a Eucaristia; o desequilíbrio numérico entre padres religiosos e diocesanos é indício de grande fragilidade em algumas dioceses e prelazias, perpetuando uma situação de dependência. Também preocupa o perfil de presbítero que, embora viva em uma realidade de comunidades habituadas à comunhão e à corresponsabilidade, mais do que situar-se como padre evangelizador, reproduz um modelo estereotipado veiculado pela mídia, com expressões de autoritarismo. Além disso, sem uma vida de austeridade e simplicidade, será também um problema bem próximo a questão da subsistência dos presbíteros, mantidos por comunidades e dioceses pobres.

Deixamos, portanto, que as interpelações do Sínodo para a Amazônia alimentem nossas perspectivas:

  • Mesmo com os desafios acima citados, temos imensa gratidão por figuras que, num cenário de marketing religioso, são anônimas, mas profundamente marcantes na vida de comunidades eclesiais e de populações menos favorecidas. Não são poucos os que se consomem em visitas missionárias às mais longas distâncias. Muitas das expectativas do modelo de missionário que se quer para a Amazônia (com disponibilidade, capacidade de acolhida e diálogo, ousadia, perseverança) já são realidade na vida de muitos presbíteros e bispos;
  • A sinodalidade, como expressão da eclesiologia de comunhão, torna-se concreta na vida das comunidades eclesiais, que são o próprio sinal da vitalidade da Igreja na Amazônia. Presbíteros formados comunitariamente são moldados para um agir comunitário e em saída;
  • A compreensão da realidade amazônica exige uma cosmovisão e uma reinterpretação da realidade que nos convidam a repensar as categorias e formulações teológicas já construídas. Só essa abertura permite a atuação de ministros numa perspectiva de ecologia integral;
  • Anunciar o evangelho de Jesus na Amazônia implica novos paradigmas de comunicação. Modelos de comunicação marcados pela verticalidade não chegam à alma das populações essencialmente habituadas à contemplação e detentoras de uma epistemologia própria. Alcançar a sabedoria dos povos amazônidas supõe ministros formados não somente para um adequado uso de meios, mas também educados para a escuta e o diálogo;
  • O protagonismo das lideranças autóctones pressiona nova acolhida de vocacionados ao ministério presbiteral. Este ministério, historicamente concedido a homens de vocação celibatária despertada ainda na juventude, pode também ser exercido por outros atores com novas configurações, não necessariamente celibatários. Um modelo não compromete o outro!
  • A diversificação da ministerialidade, colhida como sopro do Espírito diante das necessidades da comunidade eclesial, permite suprir carências profundas de serviço ao povo de Deus, atualmente concentrado no presbítero. Além de reconhecer e integrar ministérios existentes, cabe fomentar outras respostas, principalmente no que diz respeito à presidência da Eucaristia para as comunidades amazônidas;
  • Os diáconos permanentes e os presbíteros que cessaram o exercício do ministério são sujeitos com grande potencial de enriquecimento da atuação do ministério ordenado.

É importante estar atentos ao cuidado – sempre necessário quando se insiste em alargar a participação no ministério ordenado – de não incorrer no risco de clericalização dos ministérios!

Estas considerações, que preferimos chamar de interpelações, sempre nos fazem olhar com esperança para a caminhada da Igreja. Não esperamos que o Sínodo faça um trabalho que cabe a nós. Formar presbíteros para a realidade da Amazônia é tarefa a ser assumida sempre mais pelas Igrejas locais, como primeiros sujeitos. A sinodalidade nos permite perceber que não estamos sozinhos. Na mesma confiança da piedade dos povos locais, temos a certeza de que a Mãe de Deus está conosco!

Referências bibliográficas

COMISSÃO EPISCOPAL PARA A AMAZÔNIA; REDE ECLESIAL PAN-AMAZÔNICA. Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral. Documento preparatório. Brasília, DF: CNBB, 2018.

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Desafio missionário: documentos da Igreja na Amazônia. Coletânea. Brasília, DF, 2014.

______. Regional Norte 1. Missão e ministério dos leigos e leigas cristãos em resposta às necessidades da Igreja na Amazônia: documento da Assembleia Regional. Manaus, 1998.

CONGREGAÇÃO PARA O CLERO. O dom da vocação presbiteral: Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis. Brasília, DF: CNBB, 2017.

FARIAS, Esmeraldo Barreto de; A missão na formação presbiteral: alguns aspectos. In: FONTES, Douglas Alves, MORAIS, Joaquim Gonçalves de; FERREIRA, Nivaldo dos Santos (Org.). A formação sacerdotal hoje. São Paulo: Paulinas, 2005. p. 29-46.

FONTES, Douglas Alves; MORAIS, Joaquim Gonçalves de; FERREIRA, Nivaldo dos Santos (Org.). A formação sacerdotal hoje. São Paulo: Paulinas, 2005.

MATA, Raimundo Possidônio C.; TADA, Cecília (Org.). Amazônia, desafios e perspectivas para a missão. Rio Bonito: Benedictus, 2018.

Zenildo Lima da Silva

Zenildo Lima da Silva, presbítero do clero diocesano da Arquidiocese de Manaus, é reitor do Seminário Arquidiocesano São José desde 2016 e atual vice-presidente da Osib. Foi diretor do Instituto de Teologia Pastoral e Ensino Superior da Amazônia (Itepes) de 2006 a 2013 e secretário-executivo do Regional Norte I da CNBB de 2012 a 2015. E-mail: pe.zenildo@gmail.com