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Publicado em Novembro-Dezembro de 2003 (pp. 15-18)

Pe. Tiago Alberione e o inter mirifica

Por Pe. Valdir José de Castro

Introdução

O ano de 2003 está sendo marcado pela celebração de dois acontecimentos eclesiais importantes, voltados, de modo especial, para a pastoral da comunicação. No dia 27 de abril, o Papa João Paulo II, em solene eucaristia, celebrada na Praça de São Pedro, no Vaticano, beatificou o Pe. Tiago Alberione (1884-1971), fundador da Família Paulina e grande apóstolo da comunicação social. No dia 4 de dezembro, a Igreja celebra 40 anos da promulgação do decreto sobre os meios de comunicação social Inter Mirifica. Vejamos o que essas duas celebrações têm em comum e qual o seu significado para a Igreja, que, para ser consistente na missão evangelizadora, é chamada a se inserir sempre mais na cultura da comunicação.

 

1. As “admiráveis invenções da técnica” a serviço do evangelho

No dia 4 de dezembro de 1963, em sessão solene do Concílio Ecumênico Vaticano II, na presença de 2.112 bispos, representando os cinco continentes, o Papa Paulo VI promulgou o decreto sobre os meios de comunicação social Inter Mirifica. A importância desse documento está não tanto em seu conteúdo — pois muitos profissionais católicos da comunicação social esperavam, na época, um texto mais enfático —, mas na postura da Igreja em reconhecer nas novas tecnologias da comunicação um caminho necessário para uma evangelização eficaz no mundo contemporâneo.

Para compreender a importância desse documento conciliar é necessário situá-lo no conjunto dos outros pronunciamentos anteriores da Igreja sobre os mass media. Dentre eles, merece destaque a encíclica Miranda Prorsus, de Pio XII, publicada em 1957, a qual, embora se mantenha na tradição de apontar aspectos negativos dos meios de comunicação social — ainda numa atitude de condenação, considerando-os “ruína das almas” —, inclui aspectos positivos, reconhecendo-os como “dons de Deus”[1].

Sem descurar o aspecto moral, é numa perspectiva positiva que o documento Inter Mirifica trata dos meios de comunicação social, como deixa transparecer já no primeiro parágrafo: “Entre as admiráveis invenções da técnica, que de modo particular nos tempos atuais, com o auxílio de Deus, o engenho humano extraiu das coisas criadas (…) destacam-se aqueles meios que não só por sua natureza são capazes de atingir e movimentar os indivíduos, mas as próprias multidões e a sociedade humana inteira, como a imprensa, o cinema, o rádio e a televisão e outros deste gênero…”[2].

Num concílio predominantemente pastoral, o decreto acentua, dentre outros aspectos, a obrigação da Igreja de “pregar a mensagem de salvação, com o recurso também dos instrumentos de comunicação social, e ensinar aos homens o seu reto uso”[3]. Pede que, “sem demora, e com o máximo de empenho, se empreguem eficazmente os meios de comunicação social nas multiformes obras de apostolado, como o está a exigir instantemente a conjuntura das coisas e dos tempos, antecipando-os às más iniciativas, sobretudo naquelas regiões onde o progresso moral e religioso requer um trabalho mais urgente”[4]. Destaca o papel dos leigos, afirmando que, de modo especial, pertence a eles “a tarefa de vivificar estes mesmos instrumentos com um espírito humano e cristão”[5].

O Inter Mirifica resultou em muitos frutos. Dentre esses, podem ser destacadas a criação do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais e a instituição do Dia Mundial das Comunicações Sociais, no qual, a cada ano, é lançada uma mensagem com base em um tema ligado à comunicação. Foram também organizados (para o trabalho de evangelização), em âmbito de dioceses e de conferências episcopais, a pastoral da comunicação e o uso da imprensa, do rádio, da televisão e da internet.

A Igreja se deu conta de ser impossível atingir os contemporâneos sem esses instrumentos, os quais, como dizia McLuhan, são a “extensão do ser humano”. Porém, se hoje são usuais, nem sempre foi assim. A Igreja teve de fazer longa caminhada para superar a “desconfiança” quanto a esses meios, não obstante os utilizasse para divulgar a sua doutrina, e condenar os abusos no que diz respeito à “moral e bons costumes”. Nesse caminho inovador, não podemos nos esquecer de pessoas como o bem-aventurado Tiago Alberione, o qual, com coragem e determinação, e mesmo em meio a incompreensões, acreditou nos mass media e ousou assumi-los, transformando-os nos novos púlpitos da modernidade.

 

2. Alberione e a fé na boa imprensa

Entre os participantes do Concílio Vaticano II estava Pe. Tiago Alberione, o qual, não só representava as dez instituições religiosas por ele fundadas e que compõem a assim denominada “Família Paulina”[6], mas era também voz abalizada de todos os que acreditavam na pastoral com os meios de comunicação social, por ter dedicado a sua vida em prol de muitas iniciativas nessa área.

Quando tudo começou? Aqui precisamos abrir um parêntese e voltar à experiência feita na passagem do século XIX para o século XX, aos 16 anos de idade, experiência essa que marcou profundamente sua vida. Leão XIII — o Papa da encíclica Rerum Novarum, a qual tratou pela primeira vez da situação dos operários — convocara toda a Igreja, com a encíclica Tametsi Futura, a passar em vigília de oração pelo novo século que surgiria, na noite entre 31 de dezembro de 1900 e 1º de janeiro de 1901.

O jovem Alberione, seminarista da diocese de Alba (norte da Itália), permaneceu na catedral por algumas horas em oração. Ele escreveria anos mais tarde que, “depois da missa solene, a oração se prolongou por quatro horas, pedindo que o novo século começasse em Cristo Eucaristia; que os novos apóstolos saneassem as leis, a escola, a literatura, a imprensa, os costumes; que a Igreja tivesse um novo impulso missionário; que fossem usados bem os novos meios de comunicação; que a sociedade acolhesse os grandes ensinamentos das encíclicas de Leão XIII que eram explicadas aos seminaristas pelo diretor espiritual e que tratavam especialmente das questões sociais e da liberdade da Igreja”[7].

Diante das transformações que ocorriam na sociedade e vendo que um número cada vez maior de pessoas, insatisfeitas, abandonavam a Igreja, Alberione assumiu um grande desafio, expresso pela pergunta: “O que fazer pela humanidade do novo século que inicia?” Esse desejo de “fazer algo” não se reduzia a um simples ideal de jovem inconformado com os problemas de sua época, mas o incomodou durante anos, transformando-se em verdadeira obsessão, que só começou a se desfazer alguns anos após a sua ordenação sacerdotal, ocorrida em 1907.

Pe. Alberione relatou, anos mais tarde, que a “hora de Deus soou” em 1913, quando, a pedido do bispo D. Francisco Re, assumiu a direção do jornal diocesano Gazzetta D’Alba. Na atividade jornalística, descobriu uma das formas mais eficazes de chegar aos homens e mulheres do século XX. Se muitas pessoas não iam à Igreja, pensava ele, era necessário que esta fosse até elas. A imprensa era um desses importantes canais.

Em 1914, deu início a um grande projeto. Fundou a Escola Tipográfica Pequeno Operário, primeiro núcleo da Pia Sociedade de São Paulo (Padres e Irmãos Paulinos), a primeira congregação da Família Paulina. Sob a sua orientação, essa escola começou a receber jovens, não para se tornar uma “escola profissionalizante”, mas para formar uma comunidade religiosa na qual eles seriam acolhidos e preparados para serem os “novos apóstolos” a atuar com a boa imprensa. No ano seguinte fundou o ramo feminino, a Pia Sociedade Filhas de São Paulo (Irmãs Paulinas) com o mesmo objetivo.

 

3. A antecipação do Concílio nas obras de Alberione

Pe. Tiago Alberione, rapidamente, percebeu que não bastava usar a imprensa. Era necessário acompanhar os avanços da tecnologia da comunicação e ter a coragem de assumi-los no trabalho de evangelização. O principal desafio era pôr o evangelho na mão do povo. Tinha presente que poucos liam o evangelho naqueles anos, correspondentes às primeiras décadas do século XX. “Vigorava a ideia de que não se podia pôr na mão do povo o evangelho, e muito menos a Bíblia. A leitura do evangelho era quase exclusividade dos não católicos”[8].

Não obstante as dificuldades econômicas e incompreensões, Alberione prosseguiu seu trabalho, acolhendo jovens para viverem esse ideal. Pouco a pouco — e aqui está a sua grande intuição! — foi orientando as duas instituições religiosas para se abrirem a outros meios de comunicação que surgiam ou eram aperfeiçoados: o rádio, o cinema, a televisão, a discografia, o audiovisual. Para ele, o evangelho deve­ria ser anunciado não só com a imprensa, mas também por meio dos filmes, à viva voz no rádio, com os discos, com programas de televisão.

Com fé em Deus e a colaboração dos que se juntavam às suas forças, rompeu a visão “profana” dos instrumentos da comunicação, transformando-os em lugar não só de evangelização, mas também de consagração. A título de exemplo, no que se refere à sua ousadia, vale mencionar, entre outras iniciativas, a companhia de cinema San Paolo Filmes, fundada em 1939. Essa empresa produziu filmes bíblicos de longa-metragem e chegou a ganhar prêmio no Festival de Cinema de Veneza, na edição de 1940, com o filme Abuna Messias.

Em 1952, Pe. Alberione exprimia com convicção aos Paulinos: “A máquina, o microfone, o vídeo, são o nosso púlpito; a tipografia, a sala de produções, de projeção, de transmissão, são como que a nossa igreja”[9]. E em 1960: “A imprensa, o cinema, o rádio, a televisão constituem hoje as mais rápidas e eficazes obras do apostolado católico. Pode ser que os tempos vindouros nos tragam outros meios melhores que esses, mas, atualmente, parece que o coração do apóstolo não pode desejar meios melhores para levar Deus às pessoas e as pessoas a Deus”[10].

Determinou, então, que as instituições por ele fundadas aceitassem e fizessem seus quaisquer outros meios mais céleres e eficaz e que a inteligência humana descobrisse, para o maior bem da sociedade. Quanto ao conteúdo da mensagem, no que se refere ao campo editorial, Alberione deixou claro que o primeiro livro a ser difundido, como já afirmamos, é a Bíblia. Porém, o diálogo, por meio dos instrumentos de comunicação, deveria estar aberto a todas as pessoas: católicos, cristãos não católicos e não crentes. Dizia: “Não tratar somente de religião, mas falar de tudo cristãmente; à semelhança de uma Universidade católica que, se for completa, leciona teologia, filosofia, letras, medicina, economia, política, ciências naturais etc., tudo, entretanto apresentado de maneira cristã”[11].

Por essa brevíssima síntese é possível compreender por que o decreto Inter Mirifica fora importante para Alberione. Era o aval de toda a Igreja, representada em concílio, ao seu trabalho iniciado no longínquo 1914. Em dezembro de 1963, escreveu aos Paulinos: “O apostolado paulino foi discutido, esclarecido e definido pelo Concílio Vaticano II, representando toda a Igreja, com o papa presente, que aprovou, decretou e estabeleceu. A atividade paulina é declarada apostolado, ao lado da pregação oral, declarada de grande estima diante da Igreja e do mundo… Seja bendito o Concílio Ecumênico por estas conclusões, e conceda que todos sigam suas orientações emanadas com tanta solenidade”[12]. Hoje, os Paulinos atuam em diversas áreas da comunicação em 30 países. No Brasil, estão presentes com a Paulus, editora mutimedial, além de quatro emissoras de rádio e a Rede Paulus Sat de rádio. As Irmãs Paulinas exercem o seu apostolado, em nosso país, com a Editora Paulinas.

 

4. A espiritualidade do comunicador: uma herança carismática

Pe. Tiago Alberione antecipou os tempos no que diz respeito ao uso dos instrumentos da comunicação social na pastoral da Igreja. O Concílio Vaticano II reconheceu o seu esforço e o trabalho de todos os que já atuavam nessa área e encorajou os que ainda hesitavam em dar a devida importância a esses meios. De fato, atuar no mundo da comunicação não é fácil. Exige, entre outras coisas, encarar de frente a técnica e o progresso, a organização e a administração.

O uso de técnicas modernas pressupõe mudanças e a superação do medo do “novo”. Já em sua época, Pe. Alberione constatava que “o mundo evolui rapidamente… evoluções rápidas e pacíficas são feitas por meio da imprensa, do rádio, do cinema, da televisão”. Avaliava como importante a presença da religião na área da comunicação social, observando que “quem para ou vai mais devagar fica logo para trás”[13]. A Igreja não pode ignorar as transformações que ocorrem na sociedade.

Pe. Alberione tinha certeza de que não basta àquele que atua na pastoral da comunicação acompanhar o progresso das tecnologias da comunicação e buscar ser eficiente, profissionalmente falando, em seu trabalho. Além de ser fundador de congregações e institutos religiosos, deixou como herança, e com originalidade, um caminho espiritual — que serve também a todos os comunicadores! — inspirado na encíclica Tametsi Futura, a qual tem como centro “Jesus, Caminho, Verdade e Vida”. Ele fez dessa encíclica um verdadeiro programa de vida. No trinômio “caminho, verdade e vida” Alberione via Jesus na sua “totalidade”. A esse trinômio acrescentou a palavra “Mestre e Pastor”. Jesus “Mestre e Pastor, Caminho, Verdade e Vida” é aquele que “ensina” com autoridade, é o “comunicador” perfeito de Deus Pai, o modelo dos comunicadores.

Outras duas referências da espiritualidade do comunicador indicadas por Pe. Alberione são Maria, sob o título de Rainha dos Apóstolos, e o apóstolo Paulo. Maria é a mulher que gerou o Filho de Deus. Pe. Alberione considerava-a “editora” de Deus. No seu sentido etimológico, “editar” significa “dar à luz”. O comunicador cristão é chamado a fazer como Maria: gerar a Palavra de Deus em si e comunicá-la a todas as pessoas, tornando-a visível, com o auxílio dos modernos instrumentos da comunicação.

Quanto a São Paulo, é o apóstolo que viveu o evangelho na radicalidade e usou os meios mais rápidos de evangelização de sua época. Como pregador e escritor de cartas, Paulo atingiu os povos mais distantes, evangelizando sobretudo as grandes cidades. Pe. Alberione gostava de repetir: “Se São Paulo vivesse hoje, seria jornalista: um jornalista de Deus!”

No que se refere às fontes da espiritualidade do comunicador, Pe. Alberione apontou a Palavra de Deus e a Eucaristia. Entendia a Bíblia como a oração mais íntegra e completa, e a Eucaristia, celebrada com “consciência social”, a raiz de todas as obras e de toda a atividade da Igreja[14]. Coincidentemente, essas são também as duas fontes do “apóstolo da comunicação”, indicadas num estudo da CNBB intitulado Igreja e comunicação: rumo ao novo milênio. Diz o texto que “o apóstolo da comunicação tem duas fontes nas quais pode sustentar-se: a Palavra de Deus, a qual ele repartirá, e a Eucaristia, na qual celebra e realiza a comunhão que tentará construir entre os homens”[15].

Hoje, os mass media, a informática e as telecomunicações têm mostrado a que ponto o ser humano pode chegar em criatividade e ousadia. Tudo está em contínuo movimento, a ponto de nos surpreender, a cada instante, com novidades. Os agentes da pastoral da comunicação, imbuídos da espiritualidade do comunicador, são chamados a se inserir nessa cultura, procurando levar, com os instrumentos mais rápidos e eficazes, “vida e esperança” aos homens e mulheres de nosso tempo.

 

5. Cultura da comunicação: lugar de santificação

Com o decreto Inter Mirifica, que abrange a totalidade dos meios de comunicação social desenvolvidos até aqueles anos em que foi promulgado, os padres conciliares, além de colocarem a Igreja diante de um grande desafio, ratificaram o pensamento e as obras de Pe. Alberione. A reflexão e a espiritualidade, bem como a ousadia e a coragem deixadas por esse homem, servem de estímulo não só à Família Paulina, mas a todos os que acreditam na força dessa forma de evangelização. A beatificação ocorrida em 27 de abril é prova de que o mundo da comunicação social, ou a “cultura da comunicação”, é lugar de santificação.

Quarenta anos se passaram desde a promulgação do decreto Inter Mirifica. O século XXI irrompeu no horizonte da história, portando consigo um aparato de inovações tecnológicas ligadas à comunicação e à informática que não só aproximam pessoas, desafiando tempo e espaço, mas criam e incrementam, uma verdadeira cultura. A cultura veiculada pela mídia, cujas imagens, sons e espetáculos ajudam a construir o tecido da vida cotidiana, influencia o tempo de lazer, as opiniões políticas, os comportamentos sociais e fornecem o material com que as pessoas forjam sua identidade. É impossível pensar no ser humano isolado nesta “aldeia global”.

* * *

São muitas, hoje, no Brasil, as comunidades e instituições ligadas à Igreja que se utilizam dos mass media (jornais, revistas, televisão, rádio, cinema internet…) para melhor exercerem sua missão. E não poderia ser diferente. É impossível atuar nas diversas pastorais, na sociedade contemporânea, sem o domínio desses instrumentos. Porém, há ainda muito por fazer. Conforme admite o estudo da CNBB já citado, “a Igreja do Brasil ainda não tem uma direção unívoca ou um plano diretor para esta área, mas debate a situação. Ao mesmo tempo em que vislumbra a necessidade de uma reflexão mais ampla sobre o fenômeno da comunicação, a Igreja sente a necessidade de apostar nos meios eletrônicos, cada vez mais sofisticados, para transmitir a mensagem do evangelho e reconquistar o terreno perdido no coração e na mente das pessoas”[16].

Se o decreto Inter Mirifica apresentava como desafio o uso dos instrumentos de comunicação, hoje, para “reconquistar o terreno perdido” não basta saber usar nem só primar pelo conteúdo da mensagem. Defrontamo-nos com muitas outras exigências, entre as quais a de organização, de qualidade técnica dos equipamentos, de utilização de linguagem adequada e atraente, conforme pede cada veículo de comunicação. Infelizmente, há ainda muito amadorismo no trabalho com os meios de comunicação da Igreja. Por outro lado, enquanto tratamos do uso dos instrumentos modernos de comunicação, para melhor entrar em sintonia com o povo, algumas comunidades nem sequer resolveram os problemas de som e acústica de seus templos — a comunicação básica! —, o que faz com que os fiéis voltem para casa sem terem tido uma participação efetiva na celebração litúrgica.

A celebração dos 40 anos do Inter Mirifica faz-nos recordar o que a Igreja disse até hoje em matéria de comunicação e nos provoca a agir, não só investindo na aquisição de meios eletrônicos e de informática, mas na preparação de profissionais cristãos que estejam à altura de produzir textos e programas com criatividade e qualidade, que falem a linguagem do homem e da mulher contemporâneos e estejam a serviço da construção de uma sociedade justa. O bem-aventurado Tiago Alberione nos apontou caminhos. O Concílio Vaticano II ratificou-os e apresentou o desafio a toda a Igreja. Cabe a nós ler os sinais dos tempos e evangelizar a sociedade contemporânea com fé e ousadia.



[1] Miranda Prorsus, n. 1.

[2] Inter Mirifica, n. 1.

[3] Ibidem, n. 3.

[4] Ibidem, n. 13.

[5] Ibidem, n. 3.

[6] Família Paulina é o nome dado ao conjunto das instituições religiosas fundadas por Pe. Tiago Alberione. Com a missão de evangelizar com os meios de comunicação social, fundou, em 1914, a Pia Sociedade de São Paulo (Padres e Irmãos Paulinos) e, em 1915, a Pia Sociedade Filhas de São Paulo (Irmãs Paulinas); em 1924 fundou as Irmãs Discípulas do Divino Mestre, com tríplice apostolado: litúrgico, eucarístico e sacerdotal; em 1938, as Irmãs de Jesus Bom Pastor (Pastorinhas), para o trabalho pastoral em paróquias e comunidades de base; e, em 1959, as Irmãs de Maria, Rainha dos Apóstolos (Apostolinas), para o trabalho com as vocações. Pe. Alberione fundou também os seguintes institutos seculares: São Gabriel Arcanjo (Gabrielinos); Nossa Senhora da Anunciação (Anunciatinas); Jesus Sacerdote (para sacerdotes e bispos diocesanos); Sagrada Família (para casais), além de uma Associação de Cooperadores Leigos.

[7] História Carismática da Família Paulina, n. 19.

[8] Ibidem, n. 139.

[9] Carissimi in San Paolo, pp. 915ss.

[10] Ut perfectus sit homo Dei I, 1960, p. 313.

[11] História Carismática da Família Paulina, n. 87.

[12] Carissimi in San Paolo, pp. 323ss.

[13] Ibidem, 1.010.

[14] Vademecum Alberioniano, n. 1092.

[15] CNBB, Igreja e comunicação: rumo ao novo milênio, col. Estudos da CNBB 75, S. Paulo, Paulus, 1997, nn. 218-219.

[16] Ibidem, n. 64.

Pe. Valdir José de Castro