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Publicado em Maio-Junho de 1985 (pp. 17-22)

Devoção a Nossa Senhora Aparecida: pistas para a Pastoral Popular

Por Paulo Fernando Carneiro de Andrade

1. Introdução

Estamos hoje despertando para uma nova consciência em relação à religião do povo e suas práticas tradicionais. Aquilo que era visto com desprezo, considerado superstição, é hoje visto com renovado interesse. Este artigo nasceu de um relatório feito para uma pesquisa levada a termo por agentes de pastoral (leigos, padres e freiras) de uma diocese que procura caminhar nas estradas da pastoral popular. Pretende apenas contribuir com algumas pistas sobre a devoção a Nossa Senhora Aparecida, que aqui denominaremos “a santa”, para uma redescoberta de certos valores libertadores nessa devoção já tradicional. Para isso, começaremos refletindo sobre a história da devoção e como esta se insere na história do catolicismo brasileiro. Depois, a partir dos relatórios das pesquisas de campo, procuraremos ver quais as histórias que o povo conta e quais as práticas de devoção popular. Estes relatórios das pesquisas de campo foram feitos pelos agentes de pastoral envolvidos na pesquisa, através de entrevistas e observações feitas em meios populares. Ao final, procuraremos levantar algumas pistas sobre os valores que podemos encontrar nessas devoções.

 

2. A história da devoção

A devoção a Nossa Senhora Aparecida teve início no ano de 1717 quando pescadores encontraram no Rio Paraíba uma velha e escurecida imagem de Nossa Senhora da Conceição. Inicialmente os pescadores encontraram no rio o tronco e depois a cabeça conforme a tradição.

Até 1745 a imagem ficou em oratório particular. Em 1888 foi levada para o santuário de Aparecida, sendo em 1930 declarada Padroeira do Brasil[1].

É interessante observar que a ida da imagem para o santuário de Aparecida se dá no início da Romanização. A Romanização inicia-se na segunda metade do século XIX e traz uma mudança substancial ao catolicismo brasileiro. O centro do catolicismo desloca-se dos santos para os sacramentos.

Essas transformações foram levadas a termo pela ação dos bispos reformadores, auxiliados por padres e freiras vindos da Europa ou por eles formados. A estratégia Romanizadora consistia basicamente na substituição das antigas devoções por novas, mais ligadas aos sacramentos, da substituição das organizações leigas por outras mais clericais e da ocupação por padres dos antigos centros de romarias. Estes passam a ser confiados a padres, especialmente aos Redentoristas. As imagens dos santos de devoção passam a ser guardadas nos templos paroquiais e santuários, saindo das mãos dos leigos.

Como reação à Romanização surge uma nova forma de catolicismo, a qual chamamos Catolicismo Privatizado.

Esta forma de catolicismo é centrada no santo, à semelhança da forma de catolicismo que havia antes da Romanização (catolicismo tradicional). Porém, as devoções que antes tinham caráter comunitário agora passam a ter caráter privatizado[2].

Podemos observar como a história de Aparecida se encaixa no esquema da Romanização. A devoção se inicia em 1717 e a imagem permanece muitos anos sob guarda leiga. É justamente em 1888 quando se inicia a Romanização que a imagem é levada para o santuário de Aparecida. Hoje as devoções a Nossa Senhora Aparecida, como pudemos perceber nos relatórios de pesquisa de campo, têm caráter predominantemente privatizado.

 

3. A devoção do povo

Vimos anteriormente como a devoção a Nossa Senhora se desenvolveu em grandes linhas e como esta devoção se insere nos movimentos de Romanização e Privatização pela qual passa o Catolicismo do Povo[3].

Agora, vamos procurar ver de maneira mais concreta como esta devoção é praticada pelo povo. O material que nos servirá de fonte é o que foi coletado pelos agentes de pastoral envolvidos na pesquisa em entrevistas e observações, conforme já havíamos assinalado na introdução.

 

a) Como o povo conta a história da devoção

Os relatórios nos mostram a diversidade das histórias contadas pelo povo.

Existe uma versão que aparece várias vezes na qual “a santa” era uma “menina escrava e preta” que como os demais escravos era muito judiada pelos fazendeiros. Um dia a colocaram numa barrica onde foram enfiados muitos pregos. A barrica fechada foi empurrada de cima da montanha e caiu na água. Neste momento, “a menina se santificou”. Os pescadores acharam pedaços do corpo que deixados na grama se juntaram e ela se tornou viva. Nesta versão, Nossa Senhora Aparecida não é, ao menos aparentemente, relacionada com Maria.

Existem outras versões que embora apresentem variações de detalhes coincidem mais ou menos com a versão “oficial”:

“‘A santa’ foi encontrada por três pescadores muito pobres de nomes: Felipe, Pedroso e Garcia. Moravam num rancho esburacado, muito miserável. A pescaria andava muito ruim por aquelas bandas. Um dia até o óleo da lamparina acabou. Aí eles foram mais uma vez com fé em Deus jogar a rede. Foi quando pescaram o corpo ‘da santa’. Jogando a rede outra vez pescaram a cabeça. Daí em diante pescaram tanto que encheram todas as canoas. Aí levaram ‘a santa’ para o rancho e os milagres foram acontecendo.

Aí o pessoal do lugar achou que aquele rancho era muito pobre e levaram ‘a santa’ para uma casa melhor. Qual não foi o espanto do povo, quando no outro dia sem ninguém levar, ‘a santa’ estava no mesmo lugarzinho, no rancho. Esse caso aconteceu várias vezes”.

O dado interessante que aparece aí, e em vários relatos de formas parecidas, é a insistência “da santa” em ficar na casa do pescador e a recusa do santuário. Resistência esta que se repete na insistência de permanecer no santuário velho ao invés de na igreja nova.

Em alguns relatos a casa do pescador é incendiada e a imagem levada para outro lugar, reaparecendo porém no lugar da casa, em cima de um toco. “A santa” expressa sua preferência ou recusa de mudar de lugar andando de volta ao lugar antigo. Assim, o povo reage através das histórias “da santa” à Romanização. Ela não gosta do santuário, preferindo o oratório doméstico. Não gosta da basílica, preferindo o santuário.

 

b) A prática da devoção popular

Hoje, o povo pratica sua devoção “à santa” através de orações, terços, novenas e romarias a Aparecida. Alguns a cultuam entrando para a Legião de Maria.

Quase todas as práticas são privatizadas. Porém, existem práticas que ainda guardam certo caráter comunitário. Entre estas, a mais importante, por ser mais comum, talvez seja a romaria. Esta começa muitas vezes com uma promessa. Para cumpri-la, uma família passa a organizar uma ida anual a Aparecida com os vizinhos, alugando um ônibus e até pagando a passagem de alguém que não possa. Existem também “romarias” apenas de pequenas famílias, mas muitas vezes chega-se a lotar dois ou três ônibus. Algumas vezes se fazem pequenas festas para “a santa”, numa rua ou pequeno bairro, independentemente da Igreja.

A devoção tanto pode se iniciar com uma necessidade (desemprego, doença, acidente) como por uma experiência religiosa (“desde pequena gostei ‘da santa’…”) ou mesmo ser herdada da família.

Em muitos relatos, “a santa” apareceu como protetora dos escravos e por conseguinte dos negros: “ela é ‘a santa’ dos escravos, pois todas as vezes que um escravo ia ser ou estava sendo torturado ele lembrava ‘da santa’ e logo os senhores recebiam um castigo e os escravos eram libertos do castigo”. Antes já nos referimos à identificação “da santa” com uma menina escrava. É importante notar que em todos os relatos “a santa” é sempre ligada aos problemas do povo. É “a santa” das doenças, da escravidão, dos acidentes, dos que passam fome. Não é “a santa” dos negócios, nem dos senhores, da prosperidade.

 

c) Os relatos de milagre

São frequentes nos relatórios as histórias de milagres. Normalmente são relatos de cura de doenças, de salvação de acidentes ou de libertação de escravos (estes se confundem com a própria história da devoção).

Os relatos dos escravos envolvem normalmente a libertação:

— “Um escravo ia ser morto e o amarraram na corrente, então ele rogou a Nossa Senhora Aparecida e as correntes imediatamente arrebentaram.”

— “Um escravo que sofria muito, pois judiavam muito dele, se desesperou e sumiu na mata virgem. Seu senhor o procurou e o capturou. Foram batendo muito nele, e quando chegou perto do altar de Nossa Senhora Aparecida, ele pediu para seu senhor para que o deixasse entrar na igreja, ele não deixou e, então neste momento caíram os braços do seu senhor e não se movimentaram mais.”

 

Os outros são mais variados. Existem também relatos de acidentes:

— “O senhor Leocádio, ainda menino, e seu tio estavam viajando em carro de boi. De repente o carro virou num despenhadeiro. Era a morte certa. Eles se valeram de Nossa Senhora Aparecida e nem souberam explicar como escaparam com vida. O carro ficou pendurado com as rodas no ar. Em agradecimento à santa ‘o tio comprou um terreno, fez uma capelinha e colocou uma imagem da santa. Ele ficou cuidando da capela até à morte. E aí o sobrinho assumiu. Havia sempre terços, festas e procissões organizadas pelo povo”.

 

Em outros relatos, aparece “a santa” intervindo não diretamente, mas através da mediação humana:

— “Nossa menina estava doente… foi operada pelos médicos… se recuperou… o médico disse que conseguimos a graça…” Neste relato, “a santa” salvou a menina através da mediação dos médicos. O milagre é importante na devoção a Nossa Senhora. E ele, como já dissemos e como aparece nos relatos acima, muitas vezes é o ponto de partida para uma devoção permanente “à santa”.

 

4. Pastoral libertadora e devoção tradicional

Como deve se situar uma pastoral de pretensões libertadoras frente às práticas de devoção tradicionais? Existe articulação possível?

Existe uma tendência dentro da pastoral libertadora de negar qualquer valor libertador às práticas tradicionais. Aqui cabe um esclarecimento: por práticas tradicionais estamos entendendo as práticas religiosas das formas de Catolicismo Tradicional, Romanizado e Privatizado. Esta tendência vê nestas práticas apenas alienação, magia, superstição.

Existe também uma outra tendência, oposta à primeira, que vê as práticas tradicionais sempre como libertadoras, pelo simples fato de serem praticadas pelo povo. Esta tendência incentiva então de maneira acrítica, todas as práticas populares.

Podemos nos perguntar sobre os valores e limites de cada uma dessas tendências. Os valores da primeira são os de perceber os limites das práticas tradicionais e a ruptura que há entre estas e as práticas libertadoras. Os valores da segunda estão em perceber que as práticas tradicionais contêm também um certo embrião libertador e em não querer impor ao povo um padrão de libertação. O limite da primeira está em não perceber que, apesar das deficiências e da ruptura necessária, há também um aspecto de continuidade. O limite da segunda está em considerar que por si mesmas as práticas populares levam automaticamente à libertação.

Percebendo os limites e valores das atitudes anteriores, devemos buscar uma terceira atitude, mais dialética. Algumas práticas do povo trazem em si uma resistência simbólica à dominação. Esta resistência não deve ser nem desprezada nem supervalorizada. Foi este fator de resistência simbólica, presente na religião negra, que impediu a total dominação do negro na escravidão. Por causa dela o dominador branco não pôde invadir totalmente a consciência do negro. Porém, a resistência simbólica por si não leva à transformação da realidade. Assim, é necessária uma ruptura para que se passe a uma prática verdadeiramente libertadora. Não se pode, porém, ficar só no momento de negação (ruptura). No momento seguinte tem de se reintegrar às novas práticas os valores da prática anterior.

É a partir dessa visão que iremos levantando alguns valores da devoção tradicional a Nossa Senhora Aparecida. É bom ter presente também que o critério político (Libertação Social) não pode ser o único para julgar se uma prática religiosa é cristã ou não. Nos pontos que levantamos, porém, interessaram-nos diretamente os valores libertadores que podemos encontrar nessas práticas tradicionais e que se relacionam com as práticas da pastoral popular atual. Não se trata portanto de um julga­mento teológico dessas práticas. Dentro desse quadro colocamos, a seguir, alguns valores, libertadores que pudemos perceber, sem pré-tensão de sermos exaustivos, mas a título de pistas.

 

a) A resistência simbólica à dominação eclesiástica

Acima descrevemos o processo de Romanização que se instaurou no Brasil a partir de 1870 e como a devoção a Nossa Senhora Aparecida se insere neste quadro. Mostramos também que esse processo de clericalização não se deu de modo tranquilo e totalmente eficaz, tendo havido resistências — e inclusive tendo se dado a privatização das práticas religiosas como reação. A resistência simbólica a esse processo de clericalização e dominação eclesiástica é expressa pelo povo nas histórias da caminhada “da santa” que prefere sempre os lugares antigos e que, quando é levada a um novo (santuário, basílica), volta ao anterior. Nestas histórias, “a santa” mostra que quer ficar do lado do povo e não dos padres. Quando falamos das práticas devocionais vimos que quase todas (romarias, rezas, promessas…) se desenvolvem de modo independente do padre, e às vezes até de forma comunitária (festas pequenas na rua…). Esse caráter leigo das práticas devocionais aliado às histórias que mostram a resistência à clericalização da devoção constituem um valor a ser recuperado.

 

b) A prática devocional aponta lideranças

As práticas devocionais de caráter comunitário (romaria, festas) revelam certas lideranças que se desenvolvem muitas vezes fora da comunidade eclesial. Isto é muito bem co­locado em um dos relatórios:

— “… Pessoas tímidas, outras nem frequentam a comunidade, mas conseguem organizar o pessoal, lotando três ou mais ônibus para as romarias, dirigindo e orientando as mesmas.

Para as romarias alguns fazem vaquinha e pagam a passagem dos que estão numa pior. Outros, fazem promessa de pagar a passagem de alguém. (Gente até muito pobre).

… Outras que se organizaram (independente da igreja principal e da comunidade) para ajudar na conservação da capela em consertos, roçando o mato e organizando festas em benefício da mesma.”

 

É preciso que as pessoas das comunidades tenham sensibilidade para descobrir essas lideranças e abrir a comunidade para elas.

 

c) A identificação do negro

Há uma identificação entre os negros e “a santa”. Isso aparece nas histórias que mostram “a santa” como protetora dos escravos, e naquelas que identificam “a santa” como uma escrava negra, conforme vimos antes. Esta identificação entre os negros e “a santa” pode ser bem recuperada nas comunidades, servindo para despertar e reforçar a consciência negra. Algumas experiências interessantes já estão acontecendo:

— “Os negros aqui são a maioria. A identificação com a cor de imagem da santa está começando a acontecer.

No mês de maio um grupo de pessoas negras participou do encerramento na igreja lotada, com uma representação: Os Aparecidos e Aparecidas negros(as) na caminhada do passado e do presente. Na esperança do futuro foi coroada uma criança negra, prenúncio da libertação da mulher negra, quem sabe num futuro não muito distante. Isso foi feito em cima de uma reflexão sobre a cor negra da imagem, que foi uma descoberta para todos.

Depois disso aumentou o número de pessoas.”

 

d) A identificação com a mulher pobre

Outra identificação que encontramos é entre as mulheres pobres e “a santa”. Por sua cor negra, pelo jeito da imagem apesar do manto, “a santa” transmite pobreza. A ligação entre a santa e a mulher pobre vai a ponto de, em algumas histórias, ser ela uma menina escrava. Esta identificação entre “a santa” e a mulher pobre pode ser bem recuperada na comunidade. Esta identificação traz outra compreensão da mãe de Jesus e, portanto, da história da Salvação. Em Maria, mulher pobre igual a tantas outras Marias do Brasil, Deus se fez homem. Maria, mulher pobre de uma vila do interior, tornou-se Libertadora e mãe do Libertador. A experiência da comunidade descrita acima, que serviu como exemplo da identificação do negro, também serve aqui como exemplo da identificação da mulher pobre.

 

e) Os milagres e a ligação entre a fé e a vida

Costumamos ver os relatos dos milagres sob um prisma muito negativo, de alienação e fuga da realidade. Um olhar mais atento pode, porém, revelar outras coisas. Nos milagres encontramos certa resistência simbólica à dominação: a tortura (dos escravos), a escravidão, o sofrimento, a dor, a exploração, não são queridos pela “santa”. Esta intervém para punir o torturador, acabar com a dor, e até mesmo punir o racismo:

— “Certa família rica tinha uma filha cega. Foram lá e fizeram a promessa que se a menina ficasse curada, iam dar um cordão de ouro para a santa. Fizeram a promessa e a menina curou e então o padre disse ao pai da menina: ‘Vocês vão pra rua e a primeira mulher que vocês encontrarem deem o cordão pra ela’. A primeira mulher encontrada pelo casal e sua filha era preta e pobre e ao invés de dar o cordão, deram 5.000 réis. Voltando à igreja o padre perguntou se eles tinham feito como ele mandou. Eles disseram que não, pois a primeira mulher que eles encontraram era preta e pobre, então deram só os 5.000 réis. O padre os repreendeu e disse que aquela mulher era Nossa Senhora Aparecida e a menina ficou cega novamente.”

 

— “Um casal tinha uma filha cega, levaram a menina em Aparecida e a menina ao tocar na fita da santa voltou a enxergar. Quando ela viu que a santa era preta, ela disse com orgulho: ‘veja só, ela é preta’. Na mesma hora ela ficou cega novamente.”

 

Aqui vale o que já dissemos antes sobre o valor da resistência simbólica presente no relato de um milagre. Não se pode nem desprezá-lo nem supervalorizá-lo. Podemos ainda notar que no milagre o povo afirma que sua fé tem a ver com a vida. Porém, a ligação entre fé e vida é feita aqui de um modo totalmente diverso de como é feita na pastoral libertadora. Deve-se estar atento a isso para que se possa realmente superar esta maneira de ligar fé e vida, e também superar a negação desta ligação (total separação entre fé e vida). A pastoral popular, ao negar dialeticamente a total separação entre fé e vida, recupera, de algum modo, a ligação entre fé e vida anterior, mas também a supera.

 

5. Conclusão

Este artigo não quer ser exaustivo como já dissemos, mas, pelo contrário, pretende apenas abrir pistas. Cada comunidade, a partir de suas próprias experiências e da forma local de viver as devoções, deve procurar sua própria forma de fazer desabrochar os valores verdadeiramente cristãos e libertadores destas práticas. O importante é superar as duas atitudes de que falamos anteriormente: a atitude ingênua que acha tudo bom, e a exclusivista que só vê erro em qualquer prática que não seja a sua própria. Uma nova atitude que procura ver simultaneamente os limites e valores do catolicismo do povo, é a que encontramos propugnada por Paulo VI em sua Exortação Apostólica sobre A Evangelização no Mundo Contemporâneo (Evangelii Nuntiandi, n. 48) e em Puebla (nn. 444-469 e 910-914). É com essa atitude que devemos ir ao encontro das práticas religiosas de nosso povo.



[1] Cf. Enciclopédia Barsa. Enciclopédia Britânica, 1968, vol. 2, p. 15b.

[2] Paulo Andrade. “Catolicismo do povo e pastoral popular”. Grande Sinal. Petrópolis: Vozes, jun., 1984, pp. 325-337. Cf. Pedro Oliveira. O catolicismo do povo.

[3] Ao usarmos o termo Catolicismo do Povo, Catolicismo Privatizado…, não estamos querendo dizer que existem vários catolicismos, mas um só, que é vivido de forma diferente em cada época e por classes sociais distintas.

Paulo Fernando Carneiro de Andrade