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Publicado em novembro-dezembro de 2015

Famílias em segunda união: um desafio evangelizador

Por Wladimir Porreca

A instituição família passa por diversas mudanças, entre as quais se inclui o aumento das separações e a redução de casamentos legais e religiosos. Diante dessa realidade, a Igreja Católica, que defende a indissolubilidade do matrimônio, procura apoiar movimentos, pastorais e serviços que atendam, acolham, instruam e integrem na comunidade eclesial os membros das famílias em que os cônjuges estão em segunda união.

  1. Iniciando a conversa

Como padre, psicólogo e pesquisador na área de família, deparei inúmeras vezes com a situação esperançosa e dolorosa de casais que se uniram pelo vínculo sacramental do matrimônio válido ou não, consumaram a união conjugal, se separaram e constituíram nova união. Esses casais normalmente se consideravam excluídos – ou se excluíam – da vida comunitária da Igreja, na maioria das vezes por desconhecerem ou terem sido mal orientados e informados acerca dos ensinamentos “oficiais” da Igreja Católica acerca do matrimônio. Em seus relatos, esses casais em segunda união davam como verdadeiro e certo (oficiais) as orientações que recebiam de membros do clero e de agentes de pastorais. Orientações com conteúdo quase sempre fragmentado, sem considerar os princípios da misericórdia e da verdade, normalmente sem fundamento e com forte acento rigorista ou laxista, que gerava interpretações confusas e pouco acolhedoras, aumentando o sofrimento desses casais (PORRECA, 2004).

  1. Proposta evangelizadora

Como proposta para acolher e orientar evangelicamente os membros das famílias em segunda união, poder-se-ia trilhar caminhos que levassem a considerar as mudanças societárias e culturais que influenciam a estrutura e dinâmica familiar; a assumir uma postura de compaixão pelo processo de separação/divórcio dos cônjuges dessas famílias; a entender de fato quem são as famílias em segunda união e direcionar as ações evangelizadoras com e nas famílias em segunda união pelos princípios da misericórdia e da verdade; e ainda, a utilizar o espaço privilegiado dos movimentos, pastorais e serviços eclesiais que atuam junto à família como lugar adequado para a acolhida e vivência comunitária das famílias em segunda união.

  1. Breve histórico das mudanças na família

A partir de 1960, com a modernização societária e cultural, a sociedade brasileira vivenciou o crescente declínio da família patriarcal e dos princípios e controles religiosos e comunitários mais tradicionais. A estrutura e a dinâmica da família modificam-se, principalmente, pelo ingresso da mulher no mercado de trabalho, pelos movimentos de contracultura, pela sexualidade desvinculada da geração de filhos e ainda pela influência da psicologia e/ou psicologismos direcionados à valorização do individualismo, do relativismo, do pluralismo e da competição. Os interesses individuais predominam sobre os interesses coletivos, levando os membros da família a exigir muito mais da conjugalidade e parentalidade. A sexualidade compensadora se torna indispensável, o companheirismo e a amizade já não são considerados suficientes para manter o casamento. A busca da igualdade de direitos e deveres vai se instalando de forma complexa. Essas inúmeras mudanças passam a exigir uma reorganização do relacionamento conjugal e familiar. Os membros da família “moderna” aprendem a dividir as tarefas e responsabilidades da casa e da vida familiar de nova maneira; a dimensão de complementaridade perpassa a organização familiar (PORRECA, 2004).

Cria-se um mundo novo para a família, no qual tudo é possível, em que a novidade tende a sempre ser considerada o melhor e se convive com o paradoxo da cultura do diferente e o desejo igualitário. Essas mudanças afetam a família internamente, modificando os vínculos e relacionamentos entre os membros, os papéis domésticos, a sexualidade, a fecundidade e a geração e educação de filhos. A geração de filhos, por exemplo, fica condicionada à condição financeira (filho tornou-se “custo”, “gasto”). Além disso, tais mudanças afetam-na também externamente, no que se refere às formas de sociabilidade que vigoram fora das relações familiares. Com estruturas relacionais bastante diversificadas e com limites variáveis, de cultura a cultura, a família assume ampla gama de formas. No Brasil, a maioria das formas familiares são monoparentais, chefiadas por mulheres (IBGE, 2010). Isso não significa que a família está desaparecendo, mas sim que estamos diante de um processo sociocultural de nova diferenciação da família. Estamos diante de um quadro social de mudanças que afetam o modelo nuclear da família e a ordenação da vida doméstica.

De um lado, um conjunto de transformações sociais contribui para alterações nas condições de mulheres e de homens na família e na sociedade, para nova concepção de amor e de casamento, o qual deixa de ser considerado duradouro e é amparado pela legalização da separação conjugal. Apesar de o modelo de união eterna continuar a ser o ideal para algumas pessoas, muitas outras já não acreditam na indissolubilidade da união entre os cônjuges, tampouco na obrigatoriedade da manutenção de um casamento insatisfatório ou sem amor.

  1. A separação é um fracasso

Mesmo considerando o contexto de mudanças na família brasileira, é importante recordar que ninguém, em sã e saudável consciência, se casa para separar/divorciar-se. É por isso que, quando se rompe a relação conjugal pela separação/divórcio, os membros da família, em especial os cônjuges, experimentam um sofrimento doloroso, cultivando o sentimento de fracasso. Os filhos também sofrem, normalmente se recusam a aceitar a separação num primeiro momento, mas, com o tempo e o empenho amigável e honesto dos pais, conseguem adaptar-se, não sem tensão e sofrimentos, à nova realidade familiar (PORRECA, 2012). De fato, os membros da família em segunda união são invadidos pelos sentimentos e realidades de perda e fracasso que perpassam a situação de separação. A dor vivida com a ruptura conjugal deixa os membros da família em estado de suspensão, de ausência de significados para a existência, quando não de empobrecimento. Ainda assim, os membros dessas famílias procuram superar o que lhes causou sofrimento e criam estratégias de resistência, mesmo quando estão fragilizados. Há casais que se casam de novo e apoiam outros a se casar, e os filhos adaptam-se à nova família, não sem sofrimentos e perdas. Nesse sentido, encontramos muitos casais em segunda união que aconselham as pessoas a se casar, mas com amor responsável e maturidade de vida.

Sensíveis à realidade de sofrimentos na qual vivem os membros das famílias com a separação/divórcio conjugal, os padres sinodais, na III Assembleia Geral Extraordinária em preparação para o Sínodo da Família (8/10/2014), na Relatio Synodi, n. 45, apontam claramente a necessidade de opções pastorais corajosas no que se refere às famílias que vivenciam a separação e o divórcio conjugal. Reconhecem que essa realidade constitui feridas que provocam sofrimentos profundos nos cônjuges que as experimentam e nos filhos. Apontam ainda a urgência de novos caminhos pastorais que levem em conta a realidade efetiva das fragilidades familiares, conscientes de que, com frequência, estas são mais “padecidas” com sofrimento do que escolhidas com plena liberdade. Trata-se de situações diferentes, tanto por fatores pessoais como culturais e socioeconômicos. Por isso, os padres sinodais declararam ser necessário um olhar diferenciado, como sugeria são João Paulo II (cf. Familiaris Consortio, n. 84).

Entre os que se separam/divorciam, encontram-se muitos casais que procuram recomeçar a vida conjugal e familiar e constroem nova relação conjugal e, quando possível, familiar.

  1. As famílias em segunda união

Casar novamente conduz os membros da família à reorganização da sua vida afetiva, social, profissional e sexual. Uma reorganização que considera diversos desafios de vivenciar a nova relação com seus elementos e dinamismos próprios. Entre os desafios, está a construção de nova relação familiar, com características próprias, tendo por base vivências e modelos anteriormente experienciados da relação familiar precedente. Uma construção nova, formada por dois núcleos familiares, diferente da precedente relação conjugal e familiar, que formava um só núcleo. Isto é, as famílias em segunda união trazem em sua realidade a convivência, não sem tensão, de dois núcleos: o da família anterior, de cada cônjuge, com suas experiências próprias, e o da atual. Existe uma ruptura nas relações, sobretudo da conjugal, mas não uma anulação do que foi construído e vivenciado na família precedente. Daí a dificuldade em estabelecer limites e vínculos, a qual muitas vezes gera certa confusão, ambiguidade e incerteza nas identidades e nos papéis dos membros da família em segunda união, até mesmo pela falta de nomenclatura dos papéis (padrastos ou madrastas, tios/as, namorado/a da mãe ou do pai, filho/a ou enteada/o, e outros). Essa dificuldade se agrava quando os membros da família em segunda união buscam, numa árdua tarefa, estabelecer a forma de organização doméstica como se a anterior não tivesse existido ou tentam tratar a segunda união como se fosse a primeira. Ou tratam a nova relação familiar como continuidade fragmentada da primeira. Querer vivenciar as relações familiares na segunda união como se ali existisse uma família em primeira união é condená-la ao fracasso. O empenho em viver numa realidade composta de dois núcleos como se ali existisse apenas um núcleo é desgastante, conflituoso e condiciona os membros da família em segunda união a não usufruir da nova relação com suas características próprias. Nesse sentido, observa-se uma dificuldade dos casais em segunda união de harmonizar suas visões educacionais dos filhos já existentes e, ainda, a interferência dos ex-cônjuges sobre os respectivos filhos. Para os casais em segunda união, é um desafio árduo acolher e integrar as histórias familiares precedentes e se adaptar à nova realidade familiar. Isso não significa categorizar ou julgar a moralidade de cada família, mas assumir e experienciar a realidade em que está inserida a vida familiar (PORRECA, 2012).

Outro desafio para as famílias em segunda união está no ideário de família fundado no modelo nuclear, isto é, composto de mãe, pai e filhos. É interessante observar o constante desafio desses casais de ressignificar e superar o individualismo e o relativismo que geram o pluralismo e a fragmentação, próprios do nosso tempo contemporâneo. A família em segunda união se empenha para estabelecer, à medida do que lhe é possível, pela própria condição em que se encontra, uma aproximação do ideal de família formada por pai, mãe e seus filhos. Essa atitude dos casais em segunda união demonstra o desejo, o amor, a estima e o reconhecimento deles pela família nuclear. Um modelo que continua a perpassar os papéis das diversas formas de família “moderna” (PORRECA, 2013). 

  1. Igreja Mãe e Mestra

Em relação às famílias católicas em segunda união, a Familiaris Consortio (1981) e a renovação do Código de Direito Canônico (1983) reiteram os ensinamentos do Vaticano II, subsidiando e corroborando as posições que a Igreja Católica latino-americana defendeu e militou desde os anos 1960. E com isso abriram oportunidades e possibilidades pastorais para as famílias católicas em segunda união. No Brasil, uma das iniciativas marcantes e oficiais de uma organização mais sistemática e estruturada da ação evangelizadora com os casais em segunda união aconteceu na Arquidiocese de Porto Alegre, com o casal Kleber e Laureci (Grupo Bom Pastor), objetivando o acolhimento e a evangelização dos casais em segunda união e a reintegração deles na comunidade paroquial, por meio dos princípios da misericórdia e da verdade. Nesse período começaram a surgir nas diversas localidades brasileiras ações que evangelizavam famílias, por meio da CVF (Comissão de Vida e Família). A temática das famílias em segunda união começou a fazer parte dos encontros, congressos, assembleias e outras atividades eclesiais, com a preocupação de estudar e aplicar os princípios da misericórdia e da verdade. Da misericórdia: do acolhimento que, seguindo os passos da Familiaris Consortio (1981, n. 84), viesse a colaborar para que os casais em segunda união pudessem ouvir, ler e propagar com solicitude evangélica a Palavra de Deus; participar da celebração da eucaristia, fazendo o exercício da comunhão espiritual; perseverar na oração, de modo particular na adoração eucarística, estreitando os vínculos com Jesus Cristo eucarístico, e ainda, pela oração do terço em família, manifestar a devoção à Virgem Maria; batizar e, com ternura e propriedade, transmitir e educar os filhos na fé cristã. Atrelado ao exercício do princípio da misericórdia, como uma Igreja Mãe, está o da verdade, como uma Igreja Mestra que procura ensinar e propagar os ensinamentos do evangelho e do Magistério sobre o matrimônio e a família.

  1. As famílias em segunda união e a Igreja Católica

Muitos casais católicos em segunda união desconhecem a importância, a sacralidade e o significado do sacramento do matrimônio quando se casam. Muitos dos casais em segunda união (PORRECA, 2004; 2013) admitiram que eram imaturos e não estavam preparados para assumir um compromisso sacramental que fosse para sempre. Casaram-se porque era bonito ter a bênção na Igreja e também porque “todo o mundo” se casa na Igreja. Parece que muitos casais se casam com insuficiência de fé cristã/católica e quase sem noção e consciência do que estão celebrando, o que demonstra um questionamento sobre a validade do sacramento matrimonial. Essa realidade impõe à ação evangelizadora da Igreja o desafio de preparar os noivos para celebrar, de forma consciente e responsável na fé católica, o sacramento do matrimônio.

Contudo, o sofrimento mais relatado pelos casais em segunda união com relação à Igreja é não poderem participar da comunhão eucarística na missa. Essa privação gera socialmente, no ambiente religioso, a exposição da situação irregular em que se encontram; psicologicamente, o enfrentamento da realidade da segunda união como proibição, uma sensação de indignidade e condenação. Poucos mencionam o valor da comunhão eucarística em si (PORRECA, 2013). O modelo de Igreja sacramental e a redução da celebração da missa à comunhão eucarística contribuem para que o sentimento de exclusão seja reforçado nesses casais.

No entanto, para muitos casais, o sofrimento causado pela impossibilidade da comunhão eucarística tornou-se recurso revitalizador de superação da dor e do sofrimento, pois os encaminhou a buscar possíveis soluções por meio da CVF na Igreja. Segundo seu relato, o sofrimento aumentava quando eram recebidos e acolhidos na vida comunitária eclesial com a apresentação do que eles “não podiam fazer”. O primeiro discurso que recebiam era o do “não pode”, seja por parte do clero, seja por parte de alguns agentes de pastorais. Talvez se o “não pode” ocupasse um segundo momento no contato com os casais em segunda união, isso colaboraria e muito para o acolhimento e participação desses casais nas comunidades eclesiais. É bonito e esperançoso ler, no número 84 da Familiaris Consortio, talvez até como síntese da ação evangelizadora com as famílias em segunda união, as orientações do então papa João Paulo II sobre o acolhimento, a evangelização e a ação pastoral para com os casais em segunda união. Ele recomenda que seja examinada e aprofundada a pastoral dos casais em segunda união, aceitando que a condição humana é sujeita à fragilidade e ao fracasso, e também afirma que os casais em segunda união não são separados da Igreja, mas convidados a participar da vida em missão da Igreja, nos limites exigidos pela sua condição particular de divorciados. Recorda, ainda, aos pastores a grave responsabilidade de bem discernir as diversas situações desses casais, por amor à verdade.

Seguindo os passos do então papa João Paulo II, pode-se encontrar na Relatio Synodi, no n. 51 da III Assembleia em preparação ao Sínodo da Família (8/10/2014), o relato dos padres sinodais apontando para um discernimento atento e um acompanhamento de grande respeito com os casais em segunda união. Eles declaram que se deve evitar qualquer linguagem e atitude que os faça se sentirem discriminados, além de buscar promover a participação desses casais na vida da comunidade. E concluem: “Cuidar deles não é, para a comunidade cristã, uma debilitação da sua fé e do seu testemunho a propósito da indissolubilidade matrimonial, mas, ao contrário, é precisamente nesse cuidado que ela exprime a sua caridade”.

  1. Espaço privilegiado na Igreja

Muitos casais em segunda união admitem que o discurso católico em relação à segunda união está sendo articulado para promover a integração entre a situação atual em que vivem suas famílias e os valores que a Igreja interpreta como imprescindíveis para a vida familiar. Consideram a atuação da CVF da Igreja junto a suas famílias um exemplo dessa articulação, pois esse espaço familiar na ação evangelizadora da Igreja favoreceu o redescobrimento da posição e postura desses casais e seus filhos na vida comunitária eclesial e maior conscientização do clero e agentes de pastorais sobre o significado do acolhimento e dos direitos desses casais. Os casais concordam que, depois de iniciar sua participação na CVF, adquiriram maior entendimento e se sentiram mais acolhidos e menos discriminados ou indignos. Na fraternidade da CVF, os casais em segunda união tiveram muitas oportunidades de estar com outros casais e, nas trocas de experiências e orientações humanas e espirituais, reuniram condições, orientações e subsídios para educar os filhos na fé cristã. Nos encontros promovidos pela CVF, conheceram mais e melhor a doutrina da unidade e indissolubilidade matrimoniais e, na obediência a esses princípios, a certeza da infinita misericórdia de Deus. E ainda procuram cultivar o espírito e as obras de misericórdia, implorando assim, dia a dia, a graça de Deus para viver o espírito da Trindade santa como modelo de família, tal como vivido pela Sagrada Família. Enfim, os casais em segunda união, com seus sofrimentos e esperanças, poderão encontrar alento na Igreja, que é Mãe misericordiosa, para serem sustentados na fé e na esperança e ainda, pela graça batismal, poderão buscar, dia e noite, viver o ideal da família, no que lhes é possível, a serviço da comunidade na condição em que se encontram. Aos bispos, padres e agentes de pastorais cabe rezar por essas famílias, encorajá-las, promover esclarecimentos e ensinamentos da Igreja Mãe e Mestra, com sensatez e conhecimento adequado. Aos membros das famílias em segunda união cabe recordar os princípios fundamentais e iluminadores da fé cristã católica: o salvífico – Deus não nega a salvação a ninguém, em qualquer situação; o batismal – quem vive a segunda união não renunciou ao batismo e à fé; e o eclesial – os casais em segunda união são membros da Igreja e fazem parte da sua vida e missão.

Esperemos que, com base nas reflexões do sínodo sobre a vocação e a missão da família na Igreja, a família em segunda união, um dos desafios pastorais no contexto da evangelização, possa perceber e sentir a Igreja como “chamada sem demora a cuidar das feridas que sangram e a reacender a esperança para tantas pessoas sem esperança” (papa Francisco, encerramento da III Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, 2014).

Bibliografia

PORRECA, W. Famílias recompostas: casais católicos em segunda união. 2004. Dissertação de mestrado – Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo. Disponível em: <file:///Users/wladmirporreca/Downloads/dissertacao%20>, 2004.

______. Famílias em segunda união: questões pastorais. 3. ed. São Paulo: Paulinas: 2013.

______. Filhos: desafios e adaptações na família em segunda união. São Paulo: Paulinas, 2012.

Wladimir Porreca

é padre da Diocese de São João da Boa Vista (SP); doutor em Psicologia (USP) e Serviço Social (Unesp) e pós-doutorado em Psicologia (UnB). E-mail: wp@unb.br