Artigos

Publicado em Julho-Agosto de 2003 (pp. 12-16)

“Mulheres: submetam-se aos seus maridos” (1Pedro 3,1-7)

Por Enilda de Paula Pedro, rbp

“Do mesmo modo, mulheres, submetam-se aos seus maridos. Assim, se alguns são rebeldes à Palavra, a conduta de suas mulheres poderá ganhá-los sem palavras, ao notarem o recato cuidadoso da conduta de vocês” (1Pd 3,1-2). A primeira reação diante dessa exortação, numa reunião do curso bíblico, no Jardim Miriam, bairro de São Paulo, foi de indignação e questionamentos. Uma assistente social, que trabalha com mulheres ameaçadas de morte por seus maridos, não quis nem ouvir e disse que era melhor arrancar essa página da Bíblia, porque fazia muito mal às mulheres.

Um jovem disse: “Olhe, minha mãe sofreu muito, mas aguentou firme. Sua fé era grande”. Logo, outra pessoa interveio: “Mas eu pergunto: valeu a pena sofrer tanto?”. Em seguida alguém retrucou: “Se você perguntar para a mãe dele, com certeza, ela responderá que sim”. A conversa corria solta, muitos exemplos foram oferecidos para a gente dialogar com o texto. Foi quando alguém lembrou o testemunho de Marina, mulher negra, pobre, mãe de três filhos e, apesar da idade, muito bela. O marido dela era alcoólatra.

Eis o seu relato: “Quando nos casamos, meu marido era bom, mas já bebia um pouco. Porém, com o tempo, começou a beber cada vez mais e se tornou um homem violento. Bateu-me várias vezes. Nasceu nosso primeiro filho e a situação piorou. Eu vivia com medo e apavorada. Quando fiquei grávida da segunda filha, ele tentou por diversas vezes me matar, dizendo que a criança que estava na minha barriga não era dele. Minha família e a família dele queriam que eu me separasse. Mas eu o amava muito. Quando ele não estava bêbado, era carinhoso e bom com o filho. Procurei ajuda na comunidade, um tempo depois participamos do encontro de casais. Mais tarde, ele entrou no grupo de ajuda às pessoas que bebiam. Foi uma bênção. Agora, depois de muitos anos, continuamos juntos e estamos vivendo bem. Já temos três filhos. Ele é bom pai e bom marido”.

Entre o tempo das primeiras comunidades cristãs e o nosso tempo, quase dois mil anos se passaram, mas as discriminações e violência contra as mulheres continuam. Apesar dos avanços científicos e tecnológicos da sociedade atual e dos novos espaços que as mulheres conquistaram, ainda hoje há muitos preconceitos: o homem branco, rico e “educado” continua sendo o mode­lo; as pessoas que não se encaixam nesse padrão são marginalizadas. Com essa realidade no cora­ção, vamos nos aproximar do texto da primeira carta de Pedro 3,1-7.

 

1. A situação das mulheres no mundo greco-romano

O autor da primeira carta de Pedro dirige uma exortação às mulheres: “Submetam-se aos seus maridos. Assim, se alguns são rebeldes à Palavra, a conduta de suas mulheres poderá ganhá-los sem palavras” (3,1). Como considerar Palavra de Deus um texto que pede às mulheres que sejam submissas? E onde fica a prática do amor e da igualdade de filhas e filhos de Deus? É um desafio a compreensão desse texto. Precisamos voltar no tempo e conhecer a realidade das mulheres no contexto em que nasceu essa carta.

No mundo greco-romano, no tempo em que foi escrita a primeira carta de Pedro, podemos distinguir vários grupos de mulheres. Havia as mulheres da aristocracia, as quais, embora ricas e livres, eram dominadas pelos homens da família: pai, marido ou tutor. Em geral, casavam-se entre 9 e 12 anos, sempre com homens mais velhos. Tinham o direito de pedir o divórcio, de ter propriedades e de receber herança. Havia mulheres que possuíam grandes riquezas, e isso lhes possibilitava participar da vida pública e agir como benfeitoras de outros grupos e pessoas. Encontramos ainda mulheres livres nas famílias de pequenos proprietários e comerciantes. As pobres podiam trabalhar como vendedoras, açougueiras, tecelãs, copeiras, prostitutas etc. Havia também as que trabalhavam ao lado de seus maridos, especialmente na área rural.

Além das mulheres livres, podemos mencionar as mulheres libertas e as escravas. As libertas eram as que haviam nascido escravas ou, por um motivo ou outro, foram submetidas a essa condição e conseguiram comprar sua liberdade. Algumas faziam os mesmos trabalhos das mulheres pobres. Outras atuavam na indústria têxtil. Muitas mulheres libertas (cerca de 29%) conseguiram sua liberdade porque casaram com seus patrões ou se tornaram suas amantes. Havia mulheres que trabalhavam na administração da casa ou em estabelecimentos comerciais, seja exercendo a chefia, seja ao lado de seus maridos.

As mulheres escravas, em geral, trabalhavam na casa, preparavam a comida e executavam todos os serviços relacionados à lida doméstica. Eram presenças importantes nos banquetes como tocadoras de cítara ou flauta, como dançarinas e como aquelas que serviam a comida. Estavam também na indústria têxtil e nas casas de prostituição. Muitos patrões tiveram filhos com escravas. A escrava era avaliada por sua habilidade sexual e por sua capacidade de trabalho.

Todas as mulheres, apesar de ostentarem status sociais e econômicos diferentes entre si, partilhavam da mesma concepção social que as considerava inferiores. Nessa sociedade, acreditava-se que Deus havia adaptado a natureza da mulher para permanecer dentro da casa e a do homem para trabalhar fora e prover o sustento da família. Por isso, teria feito o corpo e a mente do homem mais aptos para aguentar o frio e o calor. O corpo da mulher era considerado menos capaz e de constituição física mais delicada — sendo-lhe mais adequado o trabalho dentro da casa. Agir de maneira contrária ao que Deus fez provocaria desordem.

As mulheres ocupavam posição inferior à dos homens. Como se pode verificar, era uma sociedade androcêntrica e patriarcal. A conduta das mulheres era ditada pelos homens. Subentendia-se que seu espaço de ação era a casa e que devia ocupar-se dos afazeres domésticos, a serviço dos homens da família ou da casa. Sua maior virtude era a submissão.

No mundo grego, as mulheres não eram consideradas cidadãs. A família estava subordinada ao Estado, e seus membros não cidadãos eram dependentes do chefe da família — o cidadão masculino. No sistema romano, a situação não era diferente. Conforme o direito romano, a mulher dependia do pai ou do marido. Quando a mulher ficava sob o poder do marido, passava para a categoria de filha na nova família. O grau de subordinação era ainda maior do que no mundo grego.

No império romano, quem tinha poder era o cidadão-proprietário. Nas cidades greco-romanas, as elites, como extensão do modelo romano, participavam da administração local, enquanto a maioria, especialmente as escravas e os escravos, ficava à margem do poder. A organização social era o espelho da estrutura familiar, em que o modelo patriarcal estava centrado na figura do pai, que possuía amplos direitos sobre a vida das mulheres, das trabalhadoras e dos trabalhadores livres ou semilivres, das pessoas em situação de escravidão e das crianças, bem como sobre todos os bens e animais pertencentes à casa.

As mulheres dos cidadãos tinham status, condições e modos de vida diferentes daqueles que correspondiam ao grande número de escravas, podendo até mesmo herdar propriedades e administrar a casa e sua economia num nível intermediário, que incluía também o comércio. Elas podiam dispor e usar de dinheiro. Essas possibilidades administrativas sempre deveriam estar sob a supervisão de um homem: pai, marido ou irmão.

Em comum com as escravas, as mulheres dos cidadãos romanos tinham como primeira obrigação o casamento e a maternidade. Nessa posição, as mulheres, de qualquer grupo social, respondiam aos interesses de reprodução do sistema patriarcal, no controle do nascimento de filhas e filhos do patriarca-cidadão ou na reposição da mão de obra escrava. O trabalho escravo e a reprodução de escravas(os) eram as duas formas mais eficientes — ao lado da opressão militar — de sustentação do império romano.

As mulheres escravas, assim como os escravos, eram consideradas propriedades que poderiam ser herdadas ou compradas. O trabalho delas não se restringia à casa, mas também podia se dar no artesanato e no comércio, sempre associado aos interesses da casa do proprietário.

Conforme a mentalidade da época, a obediência e a submissão ao senhor constituíam os elementos básicos da autoridade patriarcal. A subordinação da mulher ao homem, bem como a de todos os súditos, era vista como necessária para manter a ordem e a harmonia na casa, garantindo assim a ordem social estabelecida pelo império. Nesse mundo do império romano surge o movimento de Jesus, no qual as mulheres encontram mais espaços de liberdade e começam a romper com as normas impostas pela sociedade.

 

2. As mulheres no movimento de Jesus

Na cultura judaica, acreditava-se que a mulher tinha o poder de desviar o coração do homem (1Rs 11,1-6). As mulheres eram valorizadas por sua capacidade de gerar filhos. Não ter filhos era considerado maldição (cf. Gn 29,31; Dt 25,5-10). No livro do Eclesiástico lemos: “Foi pela mulher que começou o pecado, e é por culpa dela que todos morremos”; “… melhora maldade do homem do que a bondade da mulher” (Eclo 25,24; 42,14).

No tempo de Jesus, havia muitas leis e costumes que excluíam as mulheres do espaço público. Jesus rompe com as regras sociais do seu tempo. Ele inclui as pessoas que o sistema exclui: pobres, doentes, estrangeiros. É considerado um rabino estranho por andar em companhia de mulheres; por exemplo: a mulher samaritana, Maria Madalena, Marta e Maria. As mulheres estão presentes na vida de Jesus, desde a Galileia até a cruz, expressando sua solidariedade, embora corressem risco de morte (Jo 4,1-43; Lc 8,1-3; Jo 19,25-27).

Jesus abre espaço para a atuação das mulheres. Essa mesma prática passa a fazer parte do dia a dia das comunidades cristãs. O livro dos Atos dos Apóstolos e outros textos do Novo Testamento registram a presença de mulheres assumindo posição de liderança e o seguimento de Jesus. Por exemplo: as mulheres presentes nos inícios da comunidade em Pentecostes, Tabita, Maria — a mãe de João Marcos —, Lídia, Dâmaris, as filhas de Filipe, Febe, Priscila, Júnia entre outras (cf. At 1,14; 9,36; 12,12-14; 16,13-5.40; 17,34; 21,8-9; Rm 16,3-15).

Há muitos outros textos que falam da presença ativa das mulheres nas comunidades cristãs, como a carta aos Romanos, na qual Júnia é chamada de diaconisa (Rm 16,1). O espaço religioso se tornou um lugar ideal para as mulherres exercerem sua liberdade. Além do movimento de Jesus, havia outras religiões que pregavam a igualdade entre mulheres e homens — por exemplo, o culto de Ísis. Uma oração dedicada a essa divindade dizia o seguinte: “Fizeste o poder das mulheres igual ao dos homens”.

O culto de Ísis, bem como outros cultos estrangeiros, era visto com desconfiança e desprezo. Com o movimento de Jesus também não era diferente: à medida que procurava viver uma experiência libertadora e igualitária, rompia com a ordem estabelecida pela natureza e pelos homens; por isso, era hostilizado e desprezado pela sociedade. As comunidades cristãs passaram a correr risco de morte. Nesse contexto, qual a recomendação da primeira carta de Pedro às mulheres?

 

3. “Mulheres: submetam-se aos seus maridos” (1Pd 3,1-7)

A preocupação da primeira carta de Pedro 3,1-7 é com as mulheres cristãs casadas com maridos não cristãos. Aqui não podemos deixar de observar um fato interessante: conforme o modelo da casa patriarcal, as mulheres deviam seguir a religião de seus maridos. Mas aqui há mulheres que têm o direito de escolher e viver outra religião.

Na vivência da religião, as mulheres encontram pequeno espaço de liberdade. Porém, a situação social delas continua a mesma: subordinadas a seus maridos. É a regra da sociedade. Mas há um elemento novo: o que o autor propõe é que as mulheres cristãs deem novo sentido ao seu sofrimento. No caso de Marina, ela procurou alternativas para a sua situação de sofrimento. Para entender melhor, voltemos a 1Pd 2,13, em que a exortação à submissão é dirigida a todas as pessoas cristãs. A submissão é devida a todas as criaturas humanas por causa do Senhor. Portanto, o marido, da mesma forma que o rei e o imperador, é autoridade humana. A obediência ao marido é por causa do Senhor.

A situação de casamento misto era comum nas primeiras comunidades cristãs. A mulher se tornava cristã e o marido não. Na vivência cotidiana isso causava conflitos. Muitas vezes, o marido levantava suspeita sobre a dignidade da mulher (1Cor 7,12-16). Os cultos realizados às escondidas geravam dúvidas e desconfianças por parte dos não cristãos. Boatos começavam a se espalhar pelas vilas e povoados. As cristãs e os cristãos eram acusados de praticar um rito canibal — “comem a carne de seu Deus”, dizia-se. Eram também acusados de praticar incesto — de casar irmão com irmã —, pois era costume entre eles se chamarem de irmãos.

A situação na família era complicada. A conversão de um membro gerava um drama de consciência. Era difícil não comer as carnes sacrificadas às divindades familiares sem levantar suspeitas. As saídas secretas para a reunião cristã eram arriscadas. A pessoa podia ser denunciada pelos de sua própria casa: pai, marido, filhos ou servos (Lc 21,16). Os conflitos se multiplicavam na escola, no exército, nas festas públicas. É possível que um dos objetivos do apelo que a primeira carta de Pedro faz às mulheres fosse para diminuir as dificuldades na convivência. Além disso, as mulheres cristãs deviam conquistar seus maridos não com palavras, mas por meio de um comportamento exemplar (1Pd 2,12).

Como entender o recato cuidadoso da conduta das mulheres? Os vv. 3-4 dão a resposta. Segundo o autor, o verdadeiro enfeite é interior, e não externo. Essa recomendação é muito semelhante a 1Tm 2,9: “Quanto às mulheres, que elas tenham roupas decentes e se enfeitem com pudor e modéstia. Não usem tranças, nem objetos de ouro, pérolas ou vestuário suntuoso”. Na carta a Timóteo, o enfeite tem uma conotação negativa, diferentemente do que ocorre na primeira carta de Pedro, que pede às mulheres cristãs que escolham o enfeite que dura para sempre. Note bem: é escolha, e não imposição!

Para ampliar nossa compreensão, chamamos a atenção para duas palavras. Segundo a carta, esse enfeite deve vir de qualidades internas. No texto grego, o autor usa o termo kardia antropos. O termo kardia significa coração, a parte central e mais profunda da pessoa; é o lugar da consciência. O substantivo antropos significa ser humano em geral. Nesse sentido, a exortação da primeira carta de Pedro afirma que a verdadeira beleza está na riqueza existente no coração das pessoas.

Mas há outro dado que pode nos ajudar a ter novo olhar sobre esse texto: o modo de vestir das mulheres não deve chamar a atenção sobre elas mesmas. Nos cultos de Ártemis e de Ísis, divindades muito cultuadas na Ásia Menor, o vestuário era muito suntuoso, adornado com pedras preciosas e com pequenas estatuetas das divindades. Para evitar confusão, surgiram as instruções sobre a modéstia no vestir. Essas instruções faziam parte das regras convencionais na sociedade greco-romana.

Na tentativa de apresentar um modelo convincente às mulheres cristãs, o autor fala de Sara, que se dirigiu a Abraão chamando-o de senhor (Gn 18,12). Na tradição judaico-helenística, Sara é considerada a ancestral das mulheres prosélitas — as recém-convertidas; ela também pode ser modelo para as mulheres cristãs que se tornaram novos membros do povo de Deus.

“Vocês se tornarão filhas de Sara se praticarem o bem e não se deixarem dominar pelo medo” (1Pd 3,6). Sejam livres, sem medo de qualquer intimidação. Sara e Abraão se encaixam perfeitamente como exemplos. Abraão é apresentado como eleito de Deus e sua eleição é confirmada por sua fé (Gn 12,4). Esse é também o caso da maioria das mulheres que receberam a primeira carta de Pedro. Para elas, Sara é modelo por sua obediência e por ser mulher de um estrangeiro que vivia numa cultura pagã (1Pd 1,1; 2,11).

No texto de 1Pd 3,7 há breve exortação aos maridos: “sejam compreensivos” e “honrem suas esposas”. Nas entrelinhas desse versículo podemos ver que se trata de mulheres cristãs, pois também elas são “herdeiras (…) do dom da vida”. O homem cristão é chamado a ser compreensivo com sua mulher, uma vez que socialmente ela é considerada a mais fraca. A ordem de que os maridos honrem suas esposas é exclusivamente cristã. Isso é uma crítica às regras da sociedade.

Aqui há um “respiro” para as mulheres: num contexto patriarcal, o autor tem consciência de que Deus não faz distinção entre as pessoas. Mulheres e homens são herdeiros da graça da vida (1Pd 3,7). O texto retoma Gn 1,27, que afirma a igualdade entre mulher e homem. A expressão “co-herdeiros da graça da vida” é única no Novo Testamento. Se o casal viver dessa maneira, será modelo para todas as pessoas cristãs.

E o autor finaliza com uma condição: se os homens agirem com respeito e consideração para com suas mulheres, a oração deles não ficará sem resposta. Se eles não se relacionarem bem com suas mulheres, ficarão impedidos de se relacionar com Deus. Na vida cristã, mulher e homem só poderão viver no amor de Deus se viverem o amor mútuo. Ambos são amados e escolhidos por Deus.

Para ler o texto de 1Pd 3,1-7, bem como as demais orientações à submissão, não podemos perder de vista o conflito experimentado pelas comunidades cristãs no final do século I: a vivência de novas relações dentro da comunidade e a necessidade de adaptação ao sistema político em vista da sobrevivência. Naquele tempo, a ordem de submeter-se às regras impostas pela sociedade era ação estratégica das primeiras comunidades cristãs.

 

4. Herdeiras da graça da vida

O texto de 1Pd 3,1-7 é fruto de um contexto em que a mulher era considerada inferior ao homem. Naquele tempo, a submissão ao mais forte era natural. Porém, trata-se de submissão consciente. Submeter-se não por ingenuidade ou por ser a mais fraca, mas em vista da sobrevivência e da evangelização com a própria vida. Continuar usando esse texto para justificar a submissão das mulheres hoje e, ao mesmo tempo, reforçar a concepção da mulher como sexo frágil é ser infiel ao sentido original da carta.

Na nossa vivência diária, usamos muitas estratégias de resistência. Às vezes é preciso calar e até mesmo se submeter a algumas normas e exigências preestabelecidas para ganhar fôlego e agir na hora certa, do jeito certo, em vista de uma causa maior. As pessoas excluídas do poder sempre estiveram presentes na história, ainda que o registro oficial omita ou negue a contribuição delas. Elas estão presentes, ajudando a construir e questionando até mesmo com o seu silêncio.

As mulheres são, como os homens, herdeiras da graça da vida! Por isso, precisamos descobrir caminhos para preservar a vida de tantas Marinas que não encontraram um final feliz para sua história e vivem ameaçadas de morte. Não podemos fechar os olhos ante a infelicidade de tantas mulheres. O sonho de Deus é que mulher e homem sejam aliados, parceiros na construção da nova sociedade — sociedade de iguais em direito e dignidade. É necessário unir nossas forças e realizar esse sonho!

 

Enilda de Paula Pedro, rbp