Publicado em novembro – dezembro de 2026 - ano 67 - número 372 - pp. 4-11
Conversão, graça e jornada espiritual
Por Profa. Dra. Silvia Maria de Contaldo*
O artigo apresenta o itinerário espiritual de Santo Agostinho, ressaltando importantes movimentos de sua conversão em direção à Verdade. Esses movimentos de conversão são, de certa forma, os diversos caminhos percorridos por Agostinho, expressão de suas idas e vindas – tanto interior quanto exteriormente –, e dão a dimensão de sua jornada, marcada por profundas inquietações espirituais.
1. Conversão, conversões…
Qualquer jornada começa com um primeiro passo, não importa se temos de antemão o roteiro a ser cumprido para alcançar, sem sobressaltos, o destino final. Não foi esse, porém, o sucedido com Agostinho de Hipona (354-430). Em sua jornada espiritual, os passos, desde o começo, foram tropeços; os caminhos, muitos e tortuosos. Atalhos, desvios, abismos. Em tudo foi um processo que se deu em vias tensionais, tanto em territórios exteriores quanto interiores.
É lugar-comum atribuir aos santos histórias de jornada espiritual luminosa e iluminada, retilínea, cujo produto final é a conversão. Não é esse o caso de Santo Agostinho. Sua jornada é processual, turbulenta, sem fim, cujo escopo, porém, foi sempre o mesmo: conhecer Deus e a alma.[1] O conjunto de suas obras reflete esse procedimento socrático. Perguntas e mais perguntas, enredadas em premissas filosófico-teológicas, dão o tom do seu itinerário em busca de si, em busca de Deus, como se lê em Confissões (X, xxxvii, 62): “Peço-te, ó meu Deus, faz-me conhecer a mim mesmo aquilo que eu encontrar em mim ferido para que o possa confessar aos meus irmãos, que hão de orar por mim”.
Em diferentes obras e em diversos contextos, Agostinho repetirá essa prece, pois, em sua jornada espiritual, interior e exterior são indissociáveis. Voltar-se para seu interior não significa ensimesmar-se, fechar-se, criar muros entre um território e outro. Sem esse entrelaçamento, costumamos caminhar às cegas ou, o que é pior, caminhar sob tutela alheia. Agostinho, decidindo-se por essa rota interior, passou por embarques e desembarques e nos deixou um legado sem igual. É o descobridor da interioridade, como descreveu De Boni (apud Contaldo, 2025, p. 142). Nessa perspectiva, pretende-se apresentar aqui importantes paragens dessa jornada empreendida por Agostinho, as quais foram decisivas no processo de sua conversão. A palavra “conversão”, procedente do verbo latino convertere, tem suas amplitudes. Há um sentido usual no trânsito de veículos: virar à esquerda ou à direita, mudar o rumo. A conversão a um partido, a uma seita, a uma religião também implica esse movimento de alterar a rota de pensamento, de filiar-se a ideologias, de professar novas crenças, de alterar fins. Santo Agostinho fez, com efeito, muitas conversões, porém em direção ao mesmo fim – encontrar-se e repousar em Deus: “Quem me fará repousar em ti? Quem fará com que venhas ao meu coração e o inebries para eu esquecer os meus males e te abraçar em ti, meu único bem?” (Confissões, I, v, 5).
Suas obras são o resultado desses muitos movimentos de conversão que o levaram a alcançar a meta final. Cartas, sermões, tratados, autobiografia, diálogos são a expressão de sua jornada espiritual, de um processo de conversão cuja duração foi uma vida inteira.
2. Mônica
Agostinho foi um homem de grandes amizades e de grandes amores. Um deles é Mônica: “Toda [sua] obra é permeada pela presença de Mônica, sua mãe […]. Enquanto ele tomava caminhos tortuosos, ela o seguia com lágrimas e orações, certa de que um dia ele haveria de se encaminhar por outras veredas” (De Boni apud Contaldo, 2025, p. 30).
De fato, Mônica estava certa, e os primeiros ensinamentos que dela recebeu, ainda que não lhe agradassem, não foram em vão: “Ela fazia tudo para que tu fosses meu Pai, meu Deus, mais do que ele, e tu a ajudava nisto a vencer o marido, a quem melhor servia, porque também nisto te servia a ti e assim o ordenavas” (Confissões, I, xi, 17).
A espécie humana, de emaranhada complexidade, depende, para sua sobrevivência, do leite materno. Como outras espécies do reino Animalia, o ser humano é um mamífero, da classe Mammalia. Esse alimento, recebido desde o nascimento, não se esvai. Pela vida afora permanece nutrindo – metaforicamente. Agostinho, por diversas vezes, vale-se dessa metáfora para indicar que esse alimento nutriu e fortaleceu sua jornada, apesar de nem sempre ter reconhecido seu sabor e seu valor. Por exemplo, durante sua estadia em Cartago, ele relembra que o maniqueísmo lhe oferecia “iguarias, bandejas de ficções brilhantes, ficções vãs, manjares que mais debilitava que nutriam” (Contaldo, 2025, p. 82):
e eu inflamava-me e ardia de desejo, e em tão grande fervor só uma coisa me desalentava, é que o nome de Cristo não estava lá, porque este nome, segundo a tua misericórdia, Senhor, este nome do meu Salvador, teu filho, tinha-o piedosamente bebido o meu tenro coração com o leite de minha mãe, e o retinha no mais profundo de si, e tudo aquilo que houvesse sem este nome, embora douto, polido e verídico, não arrebatava todo o meu ser (Confissões, III, iv, 8, grifo nosso).
Ponto de partida, força nutriz que o alimentou ao longo de sua jornada espiritual, Mônica permanecerá na pavimentação do longo caminho que Agostinho teria pela frente: “eu, iniciante em teu amor genuíno, catecúmeno em férias numa casa de campo […] e minha mãe nos acompanhando com atitude feminina [muliebri habitu], fé viril, segurança de anciã, caridade de mãe e piedade cristã!” (Confissões IX, iv, 8).
3. Tagaste/Madaura
Madaura, cidade bem próxima à sua Tagaste, foi muito importante no percurso de Agostinho. Para lá iam os garotos para sua primeira formação escolar. Em Madaura, Agostinho tomou gosto pelos estudos, pois na base curricular, se é que podemos dizer assim, estavam autores cujas obras, tanto literárias quanto filosóficas, eram porta de entrada para novas aprendizagens que avivariam seu gosto pela poesia, pela retórica, fontes basilares que sustentaram muitos de seus escritos. Agostinho se encantou com a poesia de Virgílio (70-19 a.C.), com as fábulas do escritor e médico Apuleio (124-170 d.C.), com as odes de Horácio (65-8 a.C.), com as peças teatrais de Terêncio (185-159 a.C.), com os textos de história e de política de Salústio (86-34 a.C.), com as sentenças filosóficas de Sêneca (4 a.C.-65 d.C.) e de Cícero (106-43 a.C.), entre outros. Nessa etapa inicial de sua formação, aprendeu muito e tão bem, que seu pai, Patrício, se empenhou em levar adiante o projeto da educação do filho, tendo economizado ainda mais para que Agostinho fosse para Cartago, capital intelectual da África romana.
Em várias passagens de suas Confissões, Agostinho registra aquele período de sua adolescência inquieta, movida por paixões próprias da juventude, paixões pela vida, e sobre as quais ele, anos depois, iria refletir, ponderando o valor daquelas experiências juvenis. De sua terra natal, foi para Cartago, onde, como ele afirmou, recorrendo a um trocadilho, “fervia a sartago” (frigideira, em latim).[2] Naquela cidade, a segunda mais importante do Império Romano, a vida estralejava em redor de Agostinho. Ali ele sofreria mudanças profundas em sua cidadela interior (Contaldo, 2025, p. 80).
4. Cartago
A longa estadia em Cartago foi significativa nas muitas conversões de Agostinho. Nesse caso, foi uma conversão ousada, na qual ele trafegou por quase nove anos. Percebendo-se a si mesmo como uma região de indigência, expressão com a qual encerra o Livro II de Confissões, Agostinho joga-se por inteiro em um novo caminho que, a princípio, julgaria ser o mais acertado para pôr fim à sua jornada espiritual. Não duvidava, a princípio, que a seita maniqueísta lhe daria algum refrigério:
E eram as bandejas em que me serviam, em vez de ti, a mim que tinha fome de ti, o sol e a lua, obras tuas, belas, mas no entanto tuas, não tu, nem sequer as primeiras […]. Mas eu tinha fome e sede, não daquelas obras, mas de ti mesma, de ti, ó verdade, em que não há mudança nem sombra de movimento (Confissões, III, vi, 10).
Como sói acontecer, há na juventude certa pressa de tudo descobrir e entender, acarretando equívocos que só mais tarde, com o amadurecimento, serão desfeitos, à luz de muita reflexão. Toma-se aqui a palavra “reflexão” no seu sentido genuinamente filosófico, o de pensar sobre o já pensado, flexionar-se – flectere – sobre o próprio pensamento. Agostinho exercitou-se à exaustão:
Ainda não amava, mas amava amar e, tomado por uma carência mais profunda, teria detestado ser menos carente. Amando amar, queria algo para amar e odiava a tranquilidade e o caminho sem armadilhas, porque dentro de mim havia fome por falta de comida interior, por falta de ti, meu Deus; mas não estava faminto dessa fome, não tinha desejo por alimentos incorruptíveis, não porque estivesse cheio deles, mas porque, quanto mais debilitado, mais me enjoava (Confissões, III, i, 1).
O que fazer? Interromper a jornada, desistir, desvencilhar-se da bagagem que, ao longo do percurso, foi sendo enriquecida? Para Santo Agostinho, não; ao contrário:
Quem desatará esse emaranhado de complicadíssimos e intricadíssimos nós? É feio: não quero olhar para ele, não quero vê-lo. Quero a ti, justiça e inocência bela e decorosa, com olhares honestos e insaciável saciedade. Junto de ti há repouso completo e vida imperturbável. Quem entra em ti entra no gozo de seu senhor, não terá medo e estará otimamente no ótimo. Eu escorri para longe de ti na adolescência e vaguei, meu Deus, muito longe de tua estabilidade, e me tornei para mim mesmo uma região de indigência (Confissões, II, x, 18).
Era chegada a hora de prosseguir convertendo e revertendo, num movimento incessante de encontrar-se e perder-se no caminho que o próprio Agostinho decidira para si.
5. Roma e Milão
Fim do século IV, ano 383. Agostinho seguiu então para Roma e, um ano depois, já estava em Milão. Travessia arriscada, em muitos sentidos. Não só pela viagem marítima, mas, sobretudo, pelos inúmeros desafios que se impunham entre sua matriz cultural, a Numídia, e a urbe romana, ainda que sua inteligência inventiva e aguçada, desde a infância, lhe permitisse ultrapassar fronteiras: “Assim, quando crianças, mesmo tendo nascido e crescido no interior, já conseguíamos imaginar o mar ao ver a água, mesmo num pequeno copo; enquanto o sabor dos morangos e das cerejas-do-brejo jamais nos ocorreria antes de os provarmos na Itália” (Carta 7, 3,6).
Naquele momento, no entanto, não se tratava de imaginar, mas de cruzar o mar e aportar em outros ambientes, que nem sempre lhe foram favoráveis. Em Roma, ainda ceticamente desiludido, recusava outras fontes de conhecimento. Carregava consigo a experiência que a todos nós é muito familiar. Se somos atendidos por um mau profissional, tendemos a recuar diante do bom profissional, a generalizar – o que pode nos causar sérios prejuízos. É o que Agostinho expressa:
como costuma acontecer com quem faz a experiência de um mau médico e receia se entregar inclusive ao bom, assim era a doença de minha alma, que certamente não podia sarar senão crendo, mas recusava se curar por medo de crescer o falso, e resistia às tuas mãos, de ti, que confeccionaste os remédios da fé e os espalhaste sobre as doenças do mundo e atribuíste a eles tanta autoridade (Confissões, VI, iv, 6).
De Roma a Milão, mais uma conversão, dessa vez em busca de um cargo importante que lhe conferisse status e reconhecimento profissional. Em vão, pois sua bússola espiritual insistia para que caminhasse mais e mais, apontando outra direção. Ele se sentia desorientado e semelhante a um viajante que, mesmo exauridas as forças, sente e sabe que deve prosseguir: “Por isso, confidenciando-lhe eu as minhas inquietações [a Simpliciano], queria que ele me mostrasse qual era o modo adequado a uma pessoa, assim perturbada como eu estava, para andar no teu caminho” (Confissões, VIII, i , 1).
Àquela altura, Agostinho, homo viator, vivia também mais uma de suas rixas interiores – rixa interioris –, conforme ele mesmo diagnosticara: “Então naquela rixa violenta de minha morada interior, que engajara ferozmente contra minha alma em nosso aposento, meu coração, eu perturbado no rosto e na alma…” (Confissões, VIII, viii, 19).
Haveria remédio? Haveria paradeiro para tamanha perturbação? (A pergunta faz recordar outra, dos versos da linda canção Paradeiro: “Haverá paradeiro / para o nosso desejo / dentro ou fora de um vício?/ Haverá paraíso sem perder o juízo e sem morrer?”).[3] Sim, houve o paradeiro, nos jardins de sua casa em Milão. O episódio de sua conversão não só foi descrito e analisado sob os mais diversos ângulos e interpretações, como foi também retratado por pintores geniais, como o fiorentino Benozzo Gozzolla (1420-1497). É de fato relevante que esse acontecimento, fundamentalmente estruturante na vida de Agostinho, tenha sido resultado de um itinerário cujo horizonte estava sempre um pouco mais adiante. Foi, portanto, ponto de chegada, após desvios e obstáculos; no entanto, tornar-se-ia igualmente ponto de partida para “a segunda parte da sua vida”, expressão que tomamos de empréstimo a Guimarães Rosa: “[…] como a minha vida mudou para uma segunda parte. Amanheci mais”.[4]
Agostinho amanheceu mais em Cassicíaco, uma vila perto de Milão, para onde foi na companhia de sua mãe, Mônica, de seu filho, Adeodato, dos amigos Alípio, Licêncio e Trigésio e de seu irmão, Navígio. Lá puderam vivenciar o otium liberale, conforme o próprio Agostinho definiu (Sobre a ordem, I, ii, 4). Também foi sob aquela linda paisagem dos Alpes italianos que Agostinho não deu tréguas à sua jornada espiritual: “E aguilhões internos me pungiam, para que eu permanecesse inquieto até te tornares uma certeza para minha vista interior” (Confissões, VII, viii, 12).
Não associemos a palavra “aguilhões” a sofrimentos físicos – embora Agostinho também tivesse lá os seus. Trata-se de referência às suas inquietações, que são a matéria-prima de sua obra. O batismo em Milão, após a temporada em Cassicíaco, deu-lhe caminho e direção e também agudizou suas inquietações. E agora, para onde seguir?
Há quem aprecie a conversão dos santos como a chegada ao cume da montanha. Alcançado o cimo, já não haveria nada a fazer. Ao convertido Agostinho, contudo, não bastava o cimo; importavam também os caminhos, as veredas. Sua jornada espiritual em busca da fonte não desprezou nem riachos nem ribeiras, e em cada um deles Agostinho se deteve, como bom perscrutador da alma humana.
Foi sob esses aguilhões que Santo Agostinho retornou à África e lá prosseguiu seu caminho por mais quarenta anos, realizando longas viagens interiores, que continuam a ser, para nós, ensinamentos preciosos. Por exemplo, de sua jornada espiritual que resultou em sua conversão ao cristianismo, deriva a lição de que a vida nos é dada como jornada, sem sistema de navegação por satélite:
Eu, a quem vedes, com a graça de Deus, como vosso bispo, cheguei a esta cidade quando moço, como sabem muitos de vós. Estava à procura de um local em que instalar um mosteiro, para viver com meus “irmãos”. Havia perdido toda a esperança neste mundo. O que poderia ter sido, eu não o queria ser, e nem tampouco buscava ser o que sou agora. Pois eu preferia ser humilde na casa do meu Senhor a viver nas tendas dos pecadores. Mantinha-me afastado de todos os que amavam o mundo, mas não me considerava à altura dos que presidiam congregações. Na Festa do Senhor, não ocupei uma posição mais elevada, porém escolhi um lugar interior e mais retirado; e aprouve ao Senhor dizer: “Levanta-te” (Sermão 355,2, grifo nosso).
6. Fim do caminho?
Quanto mais nos aprofundamos na leitura dos textos e das obras de Santo Agostinho, mais nos damos conta de que não haverá ponto final. Entenda-se bem. Cada obra, carta ou sermão, cada opúsculo tem princípio, meio e fim, ao mesmo tempo que não dá por encerrado, em definitivo, o assunto ou o tema em pauta. Lembremo-nos também de que Santo Agostinho trata, seguidamente, dos mesmos assuntos em diversas obras, as quais, por sua vez, foram escritas em contextos distintos. Não busquemos, pois, em Agostinho a palavra final. Busquemos as tessituras de sua jornada espiritual, as quais, traduzidas em prece, como a que se segue abaixo, poderão trazer um pouco de luz e de graça aos desastrosos e danosos caminhos que temos percorrido:
Dá-te a mim, ó meu Deus, devolve-te a mim: eis que te amo, e, se é pouco, que te ame com mais força. Não posso medi-lo, de modo a saber quanto me falta de amor para o que é suficiente, para que a minha vida corra para os teus abraços e se não aparte, enquanto se não esconder no refúgio do teu rosto. Sei apenas que, sem ti, me sinto mal, não apenas fora de mim, mas também dentro de mim mesmo, e que toda a abundância, que não é o meu Deus, é para mim indigência (Confissões, XIII, viii, 9).
Concluímos a proposta de leitura desta composição triádica – conversão, jornada espiritual e graça – nessa perspectiva. Desdobrando-se em conversões feitas em amorosas caminhadas, Santo Agostinho reitera quão importante é perseverar nesse caminho – sem fim, mas com a graça de Deus, em busca de nós mesmos.
Referências bibliográficas
AGOSTINHO, Santo. Confissões. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2000.
AGOSTINHO, Santo. Confissões. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
AUGUSTINI, A. Opera omnia. [S. l.]: Nuova Biblioteca Agostiniana: Città Nuova, [20–]. Disponível em: http://www.augustinus.it/. Acesso em: 29 maio 2026.
BRACHTENDORF, J. Confissões de Agostinho. São Paulo: Loyola, 2008.
CONTALDO, S. M. Cor inquietum: as Confissões de Agostinho. São Paulo: Inmensa Editorial, 2025.
FITZGERALD, A. D. (org.). Agostinho através dos tempos: uma enciclopédia. São Paulo: Paulus, 2019.
GROSSI, V. Agustín de Hipona: vida, escritos, legado histórico. Madrid: BAC, 2022.
TRAPÉ, A. S. Agostino: introduzione alla dottrina della grazia. Roma: Città Nuova, 1990.
Profa. Dra. Silvia Maria de Contaldo*
*Silvia Maria de Contaldo é doutora em Filosofia Medieval pela PUC-RS. De 1977 a 2023 foi professora da PUC-Minas. Desde 2008 é professora da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje), onde também coordena o estágio docente supervisionado. E-mail: [email protected]

