Artigos

Publicado em Janeiro – fevereiro de 2020 - ano 61 - número 331 - pág. 22-29

Papa Francisco e os pobres

Por Elcio A. Cordeiro

Trata-se de breve reflexão sobre o papa Francisco e os pobres. São destacados alguns temas fundamentais para a vida cristã, interligando-os à realidade dos pobres, como a fé, a Igreja em saída, o evangelho, a casa comum e a missão cristã. Entrementes, almeja-se aguçar o pensamento para focar a dimensão dos preferidos de Jesus Cristo à luz da reflexão do papa Francisco, no intuito de perceber que esta é, fundamentalmente, uma missão para todos os tempos.

Papa Francisco, um nome nunca visto na história dos papas. Identificado com a rua, com os pobres, com os sapatos pretos… uma vida simples. Sua família, de migrantes italianos, instalou-se em Buenos Aires e dali jamais saiu. Na escola, Jorge comportou-se como “suficiente” – era o conceito que se dava na época. Entre o gosto pela literatura, pela química e pela medicina, decidiu entrar para o seminário para estudar “medicina da alma” (HIMITIAN, 2013).

Sempre se mostrou de fácil amizade, simples, não se destacava entre os demais, era mediano. A primeira grande decisão de sua vida foi o ingresso no seminário: “Naquela tarde de 1957 a vida de Jorge Bergoglio mudou para sempre. Tinha decidido se tornar sacerdote e comunicou isso aos amigos em um velho casarão do bairro de Flores, entre a Carabobo e a Alberdi” (HIMITIAN, 2013, p. 26).

Discreto, mas assíduo na missão, o padre, o bispo, o arcebispo jamais deixou de estar entre os mais pobres. O primeiro papa latino-americano, o primeiro papa a escolher para si o nome de Francisco, o 266º papa na história da Igreja católica, continuou ao lado dos mais pobres, como sempre fizera em sua vida.

Desde o início de seu pontificado, Francisco tem destacado a ideia de que a Igreja necessita abrir-se às realidades sofridas, ir em busca dos mais pobres. Existe grande esforço para resgatar qualidades e características da Igreja primitiva, bem como valores, pensamentos, atitudes e ações inerentes ao bem comum e à busca de vida digna para todos. Entre vários conselhos, o papa Francisco incita os cristãos a estarem atentos a uma fé segura em Jesus Cristo:

A convicção de uma fé que faz grande e plena a vida, centrada em Cristo e na força de sua graça, animava a missão dos primeiros cristãos. […]. Para aqueles cristãos, a fé, enquanto encontro com o Deus vivo que se manifestou em Cristo, era uma “mãe”, porque os fazia vir à luz, gerava neles a vida divina, uma nova experiência, pela qual estavam prontos a dar testemunho público até o fim (FRANCISCO, 2013a, p. 8).

Sobre a dimensão da fé, Francisco destaca o sentido comunitário e social à luz da qual ela precisa ser vista/entendida:

Por isso, a fé é um bem para todos, um bem comum: a sua luz não ilumina apenas o âmbito da Igreja nem serve somente para construir uma cidade eterna no além, mas ajuda também a construir as nossas sociedades de modo que caminhem para um futuro de esperança (FRANCISCO, 2013a, p. 70).

Nas relações humanas, a fé se faz e se sente, está presente com solidez no esforço concreto de todos os cristãos. Ela deve estar ligada ao contexto em que se vive, não distante, mas próximo: “A luz da fé não nos faz esquecer os sofrimentos do mundo. Os que sofrem foram mediadores de luz para tantos homens e mulheres de fé; tal foi o leproso para São Francisco de Assis, ou os pobres para a Beata Teresa de Calcutá” (FRANCISCO, 2013a, p. 78).

O papa Francisco, frequentemente, chama os cristãos a olhar para a realidade da fé à luz dos pobres:

Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem. Este é um risco, certo e permanente, que correm também os crentes (FRANCISCO, 2013b, p. 4).

Os cristãos são instigados a viver na partilha, sem excluir ninguém, sendo atrativos pelo testemunho: “Com obras e gestos, a comunidade missionária entra na vida dos outros, encurta as distâncias, abaixa-se – se for necessário – até a humilhação e assume a vida humana, tocando a carne sofredora de Cristo no povo” (FRANCISCO, 2013b, p. 22).

Constantemente, o papa do povo chama a Igreja para tomar para si o desejo de ir ao encontro dos mais pobres, falando em uma linguagem simples de “Igreja em saída” diante da realidade contemporânea:[1]

A Igreja “em saída” é uma Igreja com as portas abertas. Sair em direção aos outros para chegar às periferias humanas não significa correr pelo mundo sem direção nem sentido. Muitas vezes é melhor diminuir o ritmo, pôr à parte a ansiedade para olhar nos olhos e escutar, ou renunciar às urgências para acompanhar quem ficou caído à beira do caminho (FRANCISCO, 2013b, p. 40).

A Igreja deve ser como uma casa de todos, da qual participa, de uma forma ou de outra, a totalidade dos seres humanos. Todos são convocados a assumir um dinamismo missionário que leve a dignidade aos mais pobres.

Não devem subsistir dúvidas nem explicações que debilitem esta mensagem claríssima. Hoje e sempre, os pobres são os destinatários privilegiados do evangelho, e a evangelização dirigida gratuitamente a eles é sinal do reino que Jesus veio trazer. Há que afirmar sem rodeios que existe um vínculo indissolúvel entre a nossa fé e os pobres. Não os deixemos jamais sozinhos (FRANCISCO, 2013b, p. 42)!

O papa Francisco insiste no olhar e prontidão do discípulo missionário para agir, estar com aqueles com quem Jesus Cristo esteve; naquela atenção amigável, que percebe o outro não com indiferença, mas como pessoa humana em todas as situações: injustiças, falta de moradia e de terra, sede, fome…:

Não se pode tolerar mais o fato de se lançar comida no lixo, quando há pessoas que passam fome. Isso é desigualdade social. Hoje, tudo entra no jogo da competitividade e da lei do mais forte, onde o poderoso engole o mais fraco. Em consequência dessa situação, grandes massas da população veem-se excluídas e marginalizadas: sem trabalho, sem perspectivas, num beco sem saída (FRANCISCO, 2013b, p. 48).

Ninguém pode sobrar: há no mundo lugar para todos viverem com dignidade. Existe, no fundo, grande crise de humanidade, na qual se nega o ser humano, o que é altamente reprovável no mundo cristão. Igualdade social é imprescindível para um mundo de paz: “Deriva da nossa fé em Cristo, que se fez pobre e sempre se aproximou dos pobres e marginalizados, a preocupação pelo desenvolvimento integral dos mais abandonados da sociedade” (FRANCISCO, 2013b, p. 154).

Os pobres são os que mais necessitam do olhar atento da Igreja, são os privilegiados de Deus. Ajudá-los é uma obra libertadora:

Cada cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumentos de Deus a serviço da libertação e promoção dos pobres, para que possam integrar-se plenamente na sociedade; isso supõe estar docilmente atentos, para ouvir o clamor do pobre e socorrê-lo. Basta percorrer as Escrituras, para descobrir como o Pai bom quer ouvir o clamor dos pobres (FRANCISCO, 2013b, p. 154).

Escutar o clamor pela justiça vindo do evangelho nos impulsiona a encontrar o rosto do outro e dar-lhe vida. Mais que garantir comida, isso significa emancipá-lo:

Não se fala apenas de garantir a comida ou um decoroso sustento para todos, mas prosperidade e civilização em seus múltiplos aspectos. Isso engloba educação, acesso aos cuidados de saúde e, especialmente, trabalho, porque, no trabalho livre, criativo, participativo e solidário, o ser humano exprime e engrandece a dignidade da sua vida. O salário justo permite o acesso adequado aos outros bens que estão destinados ao uso comum (FRANCISCO, 2013b, p. 158).

No coração de Deus, os pobres ocupam o centro. Ele mesmo se fez um destes para demonstrar a todas as pessoas os valores de humanidade: “Esta preferência divina tem consequências na vida de fé de todos os cristãos, chamados a possuírem ‘os mesmos sentimentos que estão em Cristo Jesus’ (Fl 2,5)” (FRANCISCO, 2013b, p. 163). Na ação da Igreja, deve-se revelar a prática do amor aos pobres para acompanhá-los em sua libertação.

A casa comum também é tema de reflexão de Francisco para defender os mais necessitados e aproximar-se deles. Ele exorta todos ao cuidado com o mundo, ciente de que a negligência nesse zelo se reverte diretamente em consequências para os mais pobres:

As mudanças climáticas são um problema global com graves implicações ambientais, sociais, econômicas, distributivas e políticas, constituindo atualmente um dos principais desafios para a humanidade. Provavelmente os impactos mais sérios recairão, nas próximas décadas, sobre os países em vias de desenvolvimento. Muitos pobres vivem em lugares particularmente afetados por fenômenos relacionados com o aquecimento, e os seus meios de subsistência dependem fortemente das reservas naturais e dos chamados serviços do ecossistema, como a agricultura, a pesca e os recursos florestais (FRANCISCO, 2015, p. 23).

A situação de exploração irresponsável do meio ambiente traz graves consequências àqueles que dependem diretamente da terra para sobreviver. Esse olhar sobre o meio ambiente é extremamente importante, pois a terra, a água, o ar, as vegetações… necessitam de cuidados especiais para que se garanta a sobrevivência da vida humana no planeta. Do meio ambiente desrespeitado decorrem os males que afetam os mais pobres:

Um problema particularmente sério é o da qualidade da água disponível para os pobres, que diariamente ceifa muitas vidas. Entre os pobres, são frequentes as doenças relacionadas com a água, incluindo as causadas por micro-organismos e substâncias químicas. A diarreia e a cólera, devidas a serviços de higiene e reservas de água inadequadas, constituem um fator significativo de sofrimento e mortalidade infantil (FRANCISCO, 2015, p. 26).

Esse problema acarreta grande degradação social e, por consequência, constitui uma ruptura com os mais pobres. Se não se cuida do meio ambiente, indiretamente não se cuida do ser humano,[2] pois este é afetado diretamente pelos impactos negativos causados àquele.

Gostaria de assinalar que muitas vezes falta uma consciência clara dos problemas que afetam particularmente os excluídos. Estes são a maioria do planeta, vários bilhões de pessoas. Hoje são mencionados nos debates políticos e econômicos internacionais, mas com frequência parece que os seus problemas são colocados como um apêndice, como uma questão que se acrescenta quase por obrigação ou perifericamente, quando não são considerados meros danos colaterais (FRANCISCO, 2015, p. 39).

O universo, a terra, o ar, as plantas, a água… constituem uma herança comum, da qual todos precisamos cuidar; não há espaço para relativizações. Com o trabalho de nossas mãos e a reflexão de nossa mente, somos instigados a ser familiares[3] das causas natural-humanas.

Trabalhar em favor dos pobres é trabalhar pelo evangelho. O papa Francisco, em 2017, instituiu o Dia Mundial dos Pobres, celebrado no domingo antecedente à solenidade de Cristo Rei (no mês de novembro), para relembrar o compromisso evangélico que os cristãos possuem com os mais necessitados.

[…] quis oferecer à Igreja o Dia Mundial dos Pobres, para que as comunidades cristãs se tornem, em todo o mundo, cada vez mais e melhor sinal concreto da caridade de Cristo pelos últimos e os mais carentes. Quero que, aos outros Dias Mundiais instituídos pelos meus predecessores e sendo já tradição na vida das nossas comunidades, se acrescente este, que completa o conjunto de tais dias com um elemento requintadamente evangélico, isto é, a predileção de Jesus pelos pobres (FRANCISCO, 2017, p. 4).

A ideia é construir uma cultura do encontro, perceber Jesus Cristo no rosto do outro que se apresenta necessitado. O convite é para todos,[4] para que partilhem fraternalmente com momentos de encontro, diálogo, ajuda mútua…

Ser cristão é estar ao lado dos mais pobres; não há maior dimensão cristã do que prestar ajuda aos mais necessitados: “O amor não admite álibis: quem pretende amar como Jesus amou, deve assumir o seu exemplo, sobretudo quando somos chamados a amar os pobres” (FRANCISCO, 2017, p. 1).

A intenção do papa Francisco é que todos se envolvam e se engajem para mudar essa dura realidade; que estejam atentos a um estilo de vida que proporcione dignidade em todos os momentos para todos os povos.

Não pensemos nos pobres apenas como destinatários duma boa obra de voluntariado, que se pratica uma vez por semana, ou, menos ainda, de gestos improvisados de boa vontade para pôr a consciência em paz. Estas experiências, embora válidas e úteis a fim de sensibilizar para as necessidades de tantos irmãos e para as injustiças que frequentemente são a sua causa, deveriam abrir a um verdadeiro encontro com os pobres e dar lugar a uma partilha que se torne estilo de vida (FRANCISCO, 2017, p. 3).

Trabalhar pela justiça entre todos, sem interesses e manipulações individualistas; buscar a justiça para os pobres, fazer que se sintam acolhidos e amados como humanos no meio social:

Fome e sede são experiências muito intensas, porque correspondem a necessidades primárias e têm a ver com o instinto de sobrevivência. Há pessoas que, com esta mesma intensidade, aspiram pela justiça e buscam-na com um desejo assim forte. Jesus diz que elas serão saciadas, porque a justiça, mais cedo ou mais tarde, chega e nós podemos colaborar para torná-la possível (FRANCISCO, 2018a, p. 40).

Sair da comodidade e reconhecer Jesus Cristo no outro que sofre, que é explorado, que foi colocado naquela situação de injustiça;[5] situação esta fruto da injustiça social, que está em muitas circunstâncias de nosso dia a dia:

Conhecemos a grande dificuldade que há, no mundo contemporâneo, de poder identificar claramente a pobreza. E todavia esta interpela-nos todos os dias com os seus inúmeros rostos marcados pelo sofrimento, pela marginalização, pela opressão, pela violência, pelas torturas e a prisão, pela guerra, pela privação da liberdade e da dignidade, pela ignorância e pelo analfabetismo, pela emergência sanitária e pela falta de trabalho, pelo tráfico de pessoas e pela escravidão, pelo exílio e a miséria, pela migração forçada. A pobreza tem o rosto de mulheres, homens e crianças explorados para vis interesses, espezinhados pelas lógicas perversas do poder e do dinheiro (FRANCISCO, 2017, p. 4).

É necessário coragem para o cristão, pois na sociedade encontraremos muitos que preferem que a alienação e tramas políticas atrapalhem o desenvolvimento humano e social: “Para viver o evangelho, não podemos esperar que tudo à nossa volta seja favorável, porque muitas vezes as ambições de poder e os interesses mundanos jogam contra nós” (FRANCISCO, 2018a, p. 44).

O papa Francisco quer uma Igreja renovada, com novo modo de ser, diferente, corajosa e caminheira, que devolva a esperança perdida em meio às injustiças e sofrimentos.

É verdade que nós, membros da Igreja, não devemos ser esquisitos. Todos têm que se sentir irmãos e próximos, como os apóstolos, que eram estimados por todo o povo (At 2,47). Mas, ao mesmo tempo, temos que nos atrever a ser diferentes, para mostrar outros sonhos que este mundo não oferece, para testemunhar a beleza da generosidade, do serviço, da pureza, da fortaleza, do perdão, da fidelidade à própria vocação, da oração, da luta pela justiça e do bem comum, do amor aos pobres, da amizade social (FRANCISCO, 2019a, p. 22).

Não obstante, percebemos o drama dos pobres em busca daquilo que mais necessitam para sobreviver: são famílias inteiras, órfãos, jovens… Para eles não há direitos reservados, nem mesmo a possibilidade de adoecer.

Quantas vezes vemos os pobres nas lixeiras a catar o descarte e o supérfluo, a fim de encontrar algo para se alimentar ou vestir! Tendo-se tornado, eles próprios, parte duma lixeira humana, são tratados como lixo, sem que isso provoque qualquer sentido de culpa em quantos são cúmplices desse escândalo (FRANCISCO, 2019b, p. 2).

O compromisso com os pobres deve ser permanente na vida dos cristãos, pois é a essência da mensagem de Jesus Cristo. Eles são pessoas a serem encontradas. No pobre descobrimos o próprio rosto de Jesus Cristo libertador:

Mas, colocando no centro os pobres ao inaugurar o seu Reino, Jesus quer-nos dizer precisamente isto: ele inaugurou, mas confiou-nos, a nós seus discípulos, a tarefa de lhe dar seguimento, com a responsabilidade de dar esperança aos pobres. Sobretudo num período como o nosso, é preciso reanimar a esperança e restabelecer a confiança. É um programa que a comunidade cristã não pode subestimar. Disso depende a credibilidade do nosso anúncio e do testemunho dos cristãos (FRANCISCO, 2019b, p. 4).

O evangelho de Jesus Cristo e a promoção social dos pobres são duas realidades da mesma situação: é a fé que se manifesta na história, desprendendo os que precisam de libertação. A fé cristã necessita de influxo social, trazendo uma mudança de mentalidade:

Não é fácil ser testemunha da esperança cristã no contexto cultural do consumismo e do descarte, sempre propenso a aumentar um bem-estar superficial e efêmero. Requer-se uma mudança de mentalidade para redescobrir o essencial, para encarnar e tornar incisivo o anúncio do Reino de Deus (FRANCISCO, 2019b, p. 5).

Enfim, esta reflexão nunca se encerra, não termina; ela se manifesta em muitas ações, atitudes e reflexões do papa Francisco e da comunidade cristã. É louvável a audácia e o cuidado da Igreja, por meio de seu papa, de olhar para os pobres na perspectiva de Deus,[6] chegando à realidade por eles vivida; dedicar não só um dia, mas uma vida inteira para rezar pelos pobres, conscientizar-nos de sua situação e dar esperança a eles, os destinatários do anúncio do Reino de Jesus Cristo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FRANCISCO, Papa. Carta encíclica Lumen Fidei sobre a fé. São Paulo: Paulinas, 2013a.

______. Exortação apostólica Evangelii Gaudium sobre o anúncio do evangelho no mundo atual. São Paulo: Paulinas, 2013b.

______. Carta encíclica Laudato Si’ sobre o cuidado da casa comum. São Paulo: Paulinas, 2015.

______. Exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia sobre o amor na família. Disponível em: <http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20160319_amoris-laetitia.html>. Acesso em: 19 ago. 2019.

______. Mensagem para o I Dia Mundial dos Pobres, 19 nov. 2017. Disponível em: <http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/poveri/documents/papa-francesco_20170613_messaggio-i-giornatamondiale-poveri-2017.html>. Acesso em: 25 jun. 2019.

______. Exortação apostólica Gaudete et Exsultate sobre o chamado à santidade no mundo atual. Brasília, DF: CNBB, 2018a.

______. Mensagem para o II Dia Mundial dos Pobres, 18 nov. 2018b. Disponível em: <http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/poveri/documents/papa-francesco_20180613_messaggio-ii-giornatamondiale-poveri-2018.html>. Acesso em: 25 jun. 2019.

______. Exortação apostólica pós-sinodal Christus Vivit aos jovens e a todo o povo de Deus. Brasília, DF: CNBB, 2019a.

______. Mensagem para o III Dia Mundial dos Pobres, 17. nov. 2019b. Disponível em: <http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/poveri/documents/papa-francesco_20190613_messaggio-iii-giornatamondiale-poveri-2019.html>. Acesso em: 25 jun. 2019.

HIMITIAN, Evangelina. O papa do povo. Tradução de Maria Alzira Brum Lemos; Michel Teixeira. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.

[1] “Sobretudo num mundo onde frequentemente se eleva a riqueza ao nível de primeiro objetivo, o que faz com que as pessoas se fechem em si mesmas” (FRANCISCO, 2018b, p. 1).
[2] “Além disso, sabemos que se desperdiça aproximadamente um terço dos alimentos produzidos, e a comida que se desperdiça é como se fosse roubada da mesa do pobre” (FRANCISCO, 2015, p. 40).
[3] A grande família do mundo, que são todos e, também, a família do lar: “[…] as famílias magnânimas e solidárias abrem espaço aos pobres, são capazes de tecer uma amizade com aqueles que estão vivendo pior do que elas” (FRANCISCO, 2016, n. 183).
[4] “Que este novo Dia Mundial se torne, pois, um forte apelo à nossa consciência crente, para ficarmos cada vez mais convictos de que partilhar com os pobres permite-nos compreender o evangelho na sua verdade mais profunda. Os pobres não são um problema: são um recurso de que lançar mão para acolher e viver a essência do evangelho” (FRANCISCO, 2017, p. 6).
[5] Ninguém está na pobreza porque quer: “A pobreza não é procurada, mas criada pelo egoísmo, a soberba, a avidez e a injustiça: males tão antigos como o homem, mas sempre são pecados, acabando enredados neles tantos inocentes com dramáticas consequências sociais” (FRANCISCO, 2018b, p. 3).
[6] “Para onde quer que se volte o olhar, a Palavra de Deus indica que os pobres são todos aqueles que, não tendo o necessário para viver, dependem dos outros. São o oprimido, o humilde, aquele que está prostrado por terra. Mas, perante esta multidão inumerável de indigentes, Jesus não teve medo de se identificar com cada um deles” (FRANCISCO, 2019b, p. 3).

Elcio A. Cordeiro

Pe. Elcio A. Cordeiro possui graduação em Teologia pela Faculdade Missioneira do Paraná – Famipar, licenciatura em Filosofia pela Faculdade Entre Rios do Piauí – Faerpi, pós-graduação em Metodologia do Ensino de Filosofia e Sociologia pela Universidade Cândido Mendes e pós-graduação em Ensino de Filosofia pela mesma universidade. Atualmente é mestrando em Educação na Universidade do Oeste do Paraná – Unioeste-FB, onde participa do Grupo de Estudos: Sociedade, Trabalho e Educação – GESTE. É reitor do Seminário São João Maria Vianney, em Palmas-PR.