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Publicado em Março-abril de 2020 – ano 61 – número 332 - pág.: 4 -11

Tempo de ver, compadecer e cuidar: a identidade e os desafios da Campanha da Fraternidade de 2020

Por Joel Portella Amado

A CF-2020, retomando o tema da vida, chama a atenção para a cultura de morte que se implanta entre nós. Recorda que a indiferença é uma forma pecaminosa de pacto com a morte e convida a trabalhar por uma mentalidade que não olhe o outro como alguém que nos retira da zona de conforto. A compaixão é o antídoto da indiferença, e a CF-2020 indica caminhos para sua concretização.

Introdução

A Campanha da Fraternidade faz parte do modo como o Brasil vive a Quaresma. Desde 1962, quando foi iniciada, ela tem marcado a celebração quaresmal em nosso país e deixado contribuições para a Igreja e a sociedade em geral. Ensinando a olhar a conversão no seu sentido mais amplo, desde o nível pessoal até o social e, mais recentemente, o socioambiental, a CF nos ajuda a enfrentar o pecado com os pés no chão da vida. Indica-nos, a cada ano, uma situação específica para que, por meio dela, possamos ir até as causas mais profundas, tanto pessoais como estruturais.

A CF-2020 tem como tema “Fraternidade e vida: dom e compromisso” e como lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”, texto recolhido da parábola do bom samaritano (cf. Lc 10,33-34). É possível que, em vista do tema “vida”, alguém considere estarmos diante de uma repetição, pois a vida já foi tema de campanhas anteriores: 1974 (“Onde está teu irmão?”), 1984 (“Para que todos tenham vida”) e 2008 (“Escolhe, pois, a vida”). Além desses exemplos mais diretos, a temática da vida nunca deixou de aparecer na CF, pois, mesmo naqueles temas mais específicos, a questão de fundo é sempre a vida. Isso acontece porque a consequência do pecado é a morte (cf. Rm 6,23). Se queremos, portanto, enfrentar e vencer o pecado, precisamos assumir a defesa e a promoção da vida em todas as suas instâncias, desde a fecundação até a morte natural, passando por diversas situações – por exemplo, o empenho pela preservação do planeta, nossa casa comum. É por isso que, mais do que afirmar que a vida retornou como tema central da CF, melhor será reconhecer que ela nunca deixou de estar presente, recebendo algumas vezes maior explicitação, como é o caso agora da CF-2020.

1.       A globalização da indiferença

Exatamente com base no retorno do tema da vida é que podemos encontrar a peculiaridade da CF-2020 e acolher a interpelação que nos é feita. O ponto de partida é a pergunta pelo motivo de esse tema ter novamente recebido destaque. Ocorre, bem sabemos, que, apesar de tanta insistência na defesa e na promoção da vida, esta se encontra cada vez mais ameaçada. Pobreza e exclusão, devastação ambiental, violência, combate e destruição são realidades que vemos crescer a cada dia ao nosso redor. Junto com esses fatos, deparamos com um risco que, em determinadas situações, está se tornando regra. Trata-se da indiferença em face de tanta dor, tanta maldade, tanto pecado. Ficamos com a impressão de que nosso tempo perdeu boa dose de sensibilidade para a dor que está ao lado, clamando nas portas de nossas casas, como o pobre Lázaro acolhido pelos cachorros, que se mostraram mais sensíveis do que o homem que ali residia (cf. Lc 16,19-31).

Depois de várias campanhas que abordaram, direta ou indiretamente, o tema da vida, deveríamos ficar impactados não só pelo fato de que ela permanece agredida, como também pelo significativo aumento dos índices de agressão. Ocorre, porém, que não se trata apenas do aumento nos índices de destruição da vida. Vemos crescer em paralelo uma mentalidade que, nos casos mais agudos, já não manifesta a menor preocupação com a dor alheia, com os rumos da sociedade e com o futuro do planeta. Parece que nos anestesiamos diante do sofrimento, talvez como mecanismo de defesa, não percebendo, entretanto, que tais mecanismos acabaram se transformando numa mentalidade, num jeito de ver a realidade e lidar com ela, numa cultura profundamente marcada pela violência e pela indiferença, esta também uma forma de violência. Desse modo, podemos dizer que a CF-2020 é uma campanha de síntese, pois ela recolhe o que vem sendo objeto de reflexão ao longo de seis décadas. Mostra que o pecado é sempre uma agressão à vida e, vice-versa, que toda agressão à vida é sempre pecado. Nisso se inclui a indiferença.

2. A indiferença se fez mentalidade

É por isso que a CF-2020 quer ampliar a interpelação quaresmal. Fala, sem dúvida, aos corações, questionando-os a respeito do pecado. Fala à sociedade, lembrando as inúmeras situações que agridem o ser humano e a vida em geral. Fala também a uma mentalidade que vai encontrando justificativas para já não se preocupar com a vida, sobretudo com a vida ameaçada, agredida e destruída. No desejo de dar um passo a mais, a CF-2020 questiona não apenas os níveis pessoal e estrutural do pecado, mas também quer chegar ao que podemos chamar de nível cultural, ou seja, à mentalidade que vem sendo gerada e que, entre outros aspectos, traz a marca da indiferença. Há, desse modo, no tema da CF-2020, uma dimensão pessoal, uma socioambiental e uma sociocultural. Uma vez que essas dimensões se encontram articuladas no dia a dia, elas devem, consequentemente, ser abordadas também em articulação. É preciso mostrar que a pessoa é indiferente, a sociedade traz situações e estruturas que se alimentam da indiferença e a nutrem, e a mentalidade estabelece as conexões dentro de todo esse processo.

Trata-se de campanha profundamente interpelada pelo que o papa Francisco, logo no início do seu pontificado, chamou de “globalização da indiferença”. De frente para a África, na ilha de Lampedusa, em julho de 2013, tendo diante de si a situação dos refugiados, o papa alertava o mundo de que estamos diante de uma mentalidade que se esforça por se firmar cada vez mais. Pouco depois, na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, Francisco não deixava dúvidas sobre o que estava falando:

Para se poder apoiar um estilo de vida que exclui os outros ou mesmo entusiasmar-se com esse ideal egoísta, desenvolveu-se uma globalização da indiferença. Quase sem nos dar conta, tornamo-nos incapazes de nos compadecer ao ouvir os clamores alheios, já não choramos à vista do drama dos outros, nem nos interessamos por cuidar deles, como se tudo fosse uma responsabilidade de outrem, que não nos incumbe. A cultura do bem-estar anestesia-nos, a ponto de perdermos a serenidade se o mercado oferece algo que ainda não compramos, enquanto todas estas vidas ceifadas por falta de possibilidades nos parecem um mero espetáculo que não nos incomoda de forma alguma (EG 54).

É, portanto, para enfrentar essa situação tão angustiante que a Campanha da Fraternidade retoma o tema da vida, alertando-nos de que está se criando em nosso mundo, ainda que sob diferentes formas, uma cultura de morte. Para ela, o outro e a outra já não são vistos como irmãos e irmãs. Algumas vezes – como lembrado na menção feita à parábola do homem que não percebia um ser humano sofrendo à sua porta –, nem sequer vemos as pessoas. E, quando as vemos, corremos o risco de as considerar competidoras e, mais grave ainda, inimigas a serem combatidas, destruídas, mortas. Ora, uma mentalidade que, direta ou indiretamente, tem a morte como valor está em situação de pecado. Precisa ser alertada, despertada, chamada de volta a ter a vida como valor maior: a vida de cada pessoa, de todas as pessoas e do planeta.

3. Converter muros em pontes

Essa mentalidade tem encontrado no “muro” uma imagem muito expressiva. Ao mesmo tempo que protege das ameaças externas, o muro também impede de ver quem está do outro lado. Considerando, pois, que o que os olhos não veem o coração não sente, fecha-se o circuito da indiferença e, mais grave ainda, pode-se considerar um pedido de ajuda vindo do outro lado do muro como ameaça e iniciar uma postura de combate, de destruição. É por isso que cumpre ultrapassar a mentalidade que ergue muros para assumir a mentalidade que constrói pontes. Vivemos num tempo de mudanças profundas, estamos desejosos de que uma nova época surja no mundo, trazendo paz, justiça, solidariedade, fraternidade e reconciliação. E isso não se consegue erguendo muros. Isso se faz, ao contrário, construindo pontes, estabelecendo relações de fraternidade e de diálogo.

Essa é a razão pela qual a Campanha da Fraternidade não perde sua identidade quaresmal. Na verdade, ela quer ser um instrumento de radicalização do clamor por conversão sincera e profunda, conversão que abrange, entre outros aspectos, abandonar uma mentalidade indiferente à vida e, nos casos mais graves, inimiga da vida. Trata-se, portanto, de redirecionar o olhar para o próximo, identificar ali um irmão ou irmã e se comprometer com esse próximo, estabelecendo pontes de relacionamento, que libertam tanto os que sofrem quanto os que a eles são indiferentes. Olhar as vítimas, os indiferentes, os causadores das diversas formas de violência e a sociedade violenta e indiferente.

4. A Palavra proclamada

Para cumprir essa finalidade, a CF-2020 começa com a proclamação da Palavra de Deus. A partir do lema, o texto-base é iniciado com o anúncio da Boa-nova. A CF-2020 convida pessoas, grupos, comunidades e o país inteiro a ouvir e difundir a parábola do bom samaritano, um texto tão conhecido e de tão fácil compreensão: uma violência, uma vítima, dois indiferentes e um solidário. Por mais conhecido que seja, esse texto não se torna ultrapassado. Ao contrário, sua atualidade é grande, pois estamos diante de um quadro social, ambiental e cultural de aguda violência, com risco de morte, mas também da indiferença que passa ao largo e de um coração generoso que vem, compadece-se e cuida. O texto não nos diz quem era o homem agredido e deixado para morrer na estrada. Diz apenas que era uma vítima, e isso basta para despertar a sensibilidade que o Criador plantou em nós. O texto não fala de conhecimento prévio entre a vítima e aquele que a socorreu. Diz apenas que a vítima estava ali e o samaritano passava pelo mesmo caminho. Não existem, portanto, outras razões que não sejam se sensibilizar com a dor alheia e, por meio de gestos imediatos, testemunhar outra mentalidade, outro jeito de ver a vida. O samaritano, com sua atitude, testemunhou ser possível pensar, sentir e agir diferente. Ele não se deixou levar pela mentalidade do muro. Ele foi ponte para a vida.

Esta é a proposta da CF-2020: olhar a realidade com o olhar dos discípulos missionários (DAp 19). O texto-base não deixa de seguir os costumeiros passos ver-julgar-agir. Explicita, no entanto, que o faz, em cada passo, com base na contemplação da Palavra de Deus – no caso, a parábola do bom samaritano. O discípulo missionário sabe conectar Palavra e existência, fé e vida, oração e ação. Em tudo isso, sabe que deve fazer sua parte para vencer o pecado em si e na realidade à sua volta. Na parábola, é possível identificar exatamente esses três passos do método que vem marcando a CF ao longo dos anos: o samaritano viu o homem deixado na estrada para morrer, julgou segundo o critério da compaixão e agiu, socorrendo de imediato e tomando, em seguida, outras providências em vista da preservação da vida.

5. Um ver para além dos muros

No ver, o texto-base identifica, à semelhança do homem semimorto na estrada de Jerusalém a Jericó, algumas situações de vida ameaçada em nossos dias. São exemplos que podem ser completados por outros, recolhidos do cotidiano das comunidades. Não se trata de lista exaustiva, e sim convidativa, para que cada comunidade descubra como a vida está ameaçada e como a mentalidade da indiferença se manifesta. Alguns exemplos estão indicados em virtude da presença em praticamente todas as realidades. Neles, a morte se faz presente desde o extremo do homicídio, em suas variadas formas, até o suicídio, situação que aumenta a cada dia, especialmente entre jovens e adolescentes. Grupos de extermínio, geradores de jogos para adolescentes, corruptos e associados, devastadores ambientais, bem como algumas situações ocorridas recentemente em nosso país, são traduções, para os nossos dias, daqueles dois homens que, independentemente dos motivos, passaram direto, sem socorrer o que jazia quase morto na beira da estrada. São exemplos de como estamos nos tornando indiferentes à vida, brincando com ela, como se pouco ou nenhum valor tivesse. O indiferente é também um gerador de morte, pois, quando a vida está ameaçada, o nada fazer já é uma contribuição para a morte. Trata-se do pecado da omissão.

6. Um julgar segundo a compaixão

É por isso que, no julgar, a compaixão emerge com todo o vigor. Ela é o critério maior a reger as relações humanas e sociais quando o sofrimento se manifesta. A compaixão é o antídoto da indiferença. O perdão de Deus – busca quaresmal por excelência – deve se traduzir no que Jesus disse ao homem que o havia provocado, com o desejo de testá-lo e garantir um legalismo justificador da indiferença. O homem perguntara: “Quem é o meu próximo?” (Lc 10,29), e Jesus, ao final, disse, em conclusão, ao homem e a nós: “Vai e faze o mesmo” (Lc 10,37). Desse modo, o julgar compassivo nos convida a romper com a indiferença, a ter justiça e misericórdia no coração, bem como ternura e caridade nas atitudes.

Quando, portanto, olhamos as marcas da indiferença em nosso mundo, recordamo-nos da resposta dada por Caim quando Deus lhe perguntou sobre a vida do irmão, Abel: “Por acaso sou responsável por meu irmão?” (Gn 4,9). Os indiferentes de todos os tempos se esquecem de que, se Deus é Amor e se quem ama viu a Deus (cf. 1Jo 4,8), é por meio da relação com o próximo que mediamos nossa relação com Deus. A salvação passa necessariamente pelo amor, e o amor é a Deus e ao próximo como a nós mesmos (cf. Mt 22,34-40). Somos efetivamente seres de alteridade, e a indiferença agride frontalmente o mais profundo de nossa existência. Quem se fecha ao próximo que vê fecha-se também ao Deus que não vê (cf. 1Jo 4,20). A indiferença é, desse modo, doentia e pecaminosa, pois fomos criados para Deus e para o próximo. Em Cristo, fomos redimidos para o amor e a fraternidade. Com esse olhar, julgamos a realidade. Não com o olhar de quem alimenta a indiferença ou estimula a violência, mas com o mesmo olhar do bom samaritano.

7. A globalização do cuidado

Por fim, o agir traduz, para nossos dias, as atitudes do samaritano: cuidado imediato e acompanhamento do problema até o feliz resultado. Assim como no julgar, também no agir são indicados alguns exemplos que não esgotam a criatividade de cada local. O texto-base indica os quatro níveis em que o agir pode acontecer: pessoal, familiar, comunitário e social. Um nível não exclui o outro. Todos os níveis são indispensáveis. Importa, de acordo com a situação encontrada, discernir em qual nível agir. O bom samaritano cuidou primeiro das feridas, no próprio local onde encontrou o homem semimorto. Só depois o levou para um lugar em que pudesse dar continuidade aos cuidados. Ele não teceu lamúrias a respeito da insegurança nas estradas entre Jerusalém e Jericó. Tampouco agiu erguendo muros para a própria proteção, mas sendo ponte para que a vida não fosse destruída.

Também no campo do agir, o texto-base apresenta algumas sugestões. Várias já são implementadas, e não se trata de inventar o que já existe, e sim de acelerar sua implantação e avançar no que já vem sendo feito. A CF-2019 nos apresentou o desafio das políticas públicas como resultado do esforço comum para a superação das tristes situações de pobreza e exclusão. Muitas sugestões foram então indicadas. Algumas não tiveram condições de ser implantadas em apenas um ano. Devem, por isso, receber continuidade, na certeza de que o tema de uma CF não anula o anterior. Pelo contrário, há uma sequência que precisa ser compreendida e levada à concretização.

8. Um gesto de todos para muitos

Um dos gestos bem concretos da CF é a coleta feita no domingo de Ramos. Lembrando as pessoas que, em meio aos sofrimentos, depositavam as esperanças no Filho de Davi (cf. Mt 21,9), que entrava em Jerusalém, somos convidados a expressar nossa generosidade mediante a ajuda financeira. De tudo que é recolhido, 60% ficam na própria diocese, para o Fundo Diocesano de Solidariedade, e 40% vão para o Fundo Nacional de Solidariedade, administrado por uma comissão da CNBB. A essa comissão cabe analisar cada pedido, verificar os detalhes técnicos e discernir para onde vão os recursos. Os critérios de avaliação seguem os princípios evangélicos e as normas atuais para a concessão de recursos.

São aproximadamente 200 projetos atendidos a cada ano. Esses projetos são divididos em três grandes eixos: formação, defesa de direitos e geração de renda. Alguns acabam integrando mais de um eixo. O valor total da ajuda varia a cada ano, de acordo com o resultado da coleta. Em sua maioria, os projetos são atendidos com valores pequenos, deixando a comissão gestora impressionada com o que a criatividade, a generosidade e a honestidade são capazes de fazer com poucos recursos. Assim, a CF acaba realizando uma grande partilha. Já não é o recurso de uma ou outra pessoa, mas uma única doação realizada por todos.

9. Uma vida no céu

Para expressar inequivocamente a possibilidade de uma vida que, não sendo indiferente, fez a diferença, a CF-2020 dá destaque à vida e à santidade de irmã Dulce, nossa Santa Dulce dos Pobres. Apesar de sua fragilidade, ela nunca deixou de ouvir os clamores de quem a procurava. E, como a dizer que isso não bastaria para expressar o amor de Deus, ela saía em busca de outros que também estivessem em situação de penúria, pois o bom pastor sai em busca das ovelhas em situação de perigo (Lc 15,3-5; Jo 10,11). Santa Dulce foi mensagem do céu aos que sofriam na Bahia de seu tempo e, canonizada, tornou-se mensagem a todos os que desejam inspiração e intercessão para superar a indiferença.

Na identidade visual da CF-2020, encontramos irmã Dulce na rua, em meio a um grupo de necessitados. Os que ali estão não são os únicos a clamar por compaixão em nossos dias. Cada comunidade poderá se lembrar de outras situações que lhe sejam mais próximas. O importante é perceber que Santa Dulce, no desenho, não se encontra na proteção de uma casa, pois seu coração não foi o de quem passa ao largo do sofrimento. Ao contrário, sem perder o amor por Jesus – o amor que a levou à vida consagrada –, Santa Dulce percorreu as ruas de Salvador, vendo, compadecendo-se e cuidando. Na medida em que nós nos alegramos com sua canonização, devemos transformar essa alegria em compromisso de vencer a indiferença e trabalhar por uma mentalidade e uma sociedade cada vez mais solidárias. Essa é a proposta da CF-2020.

Joel Portella Amado

Dom Joel Portella Amado é doutor em Teologia, professor de Antropologia Teológica na PUC-Rio, bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB.