Brenio Matheus de Souza Machado*
*Seminarista da Etapa de Síntese Vocacional da Diocese de Osasco-SP. Cursando Pós-Graduação – Lato Sensu em Animação Vocacional pela UNILASALLE. Participa do Grupo de Estudos Ir. Annette pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro; Grupo de Pesquisa Teologia e Cultura, Profecia e Sociedade TCPS, PUC-SP; Grupo de Pesquisa – Povo, Povo de Deus, Teologia e Sociedade (PODETEOS – CNPq), PUC-SP e do Grupo de Pesquisa Religião e Política no Brasil Contemporâneo, PUC-SP. Projeto de Pesquisa: Evangelização e Conversão Pastoral (Concílio Vaticano II, Documento de Aparecida e Evangelii Gaudium), PIBIC – CNPq. Graduado em Teologia – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC-SP (2025) e em Filosofia pelo Instituto Superior de Filosofia Sede da Sabedoria – IFISS, Osasco-SP (2021).
A Jornada Vocacional é uma iniciativa anual promovida pelo Seminário Diocesano São José e pelo Serviço de Animação Vocacional da Diocese de Osasco, por meio da qual seminaristas e religiosos(a), visitam as paróquias, participam das celebrações eucarísticas e promovem momentos de encontro, formação, testemunho e animação vocacional. Em 2026, a proposta foi ampliada mediante uma participação mais efetiva de religiosos, religiosas e membros das diferentes congregações presentes na Diocese, fortalecendo a comunhão entre as diversas formas de vocação existentes na Igreja. Inspirada no tema do 5º Congresso Vocacional do Brasil, “Comunidades Vocacionais: encontro, testemunho e missão”, a experiência procura ajudar as comunidades a reconhecerem sua responsabilidade no despertar, discernimento, acompanhamento e cultivo das vocações. Além das visitas e dos momentos realizados antes ou depois da Santa Missa, a Jornada possibilita a divulgação de encontros vocacionais promovidos pelas congregações, favorecendo a continuidade do acompanhamento dos jovens. Este artigo apresenta a experiência da Jornada Vocacional na Diocese de Osasco, sua fundamentação bíblica e eclesial, a contribuição da Vida Religiosa Consagrada e a importância de construir comunidades que ajudem cada pessoa a descobrir o chamado de Deus e a responder-lhe com liberdade, generosidade e esperança.
INTRODUÇÃO
Numa Igreja em saída, a promoção vocacional não pode ser compreendida apenas como um conjunto de iniciativas voltadas ao surgimento de novas vocações específicas, deve ser entendida como um caminho por meio do qual cada batizado é ajudado a reconhecer que sua vida é um chamado de Deus e que seus dons, capacidades e carismas podem ser colocados a serviço da Igreja e da sociedade. A Igreja é uma comunidade de vocacionados, na qual todos são chamados a seguir Jesus Cristo como discípulos missionários. Como recorda o Apóstolo Paulo, “há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo; diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo” (1Cor 12,4-5). Cada vocação nasce do mesmo amor de Deus, ainda que se manifeste em diferentes estados de vida, ministérios, serviços e carismas.
Foi com essa convicção que o Serviço de Animação Vocacional da Diocese de Osasco propôs, em 2026, uma ampliação significativa da Jornada Vocacional. A iniciativa, que já fazia parte da caminhada diocesana, passou a contar com uma participação mais efetiva da Vida Religiosa Consagrada, favorecendo a presença de religiosos, religiosas e representantes das congregações nas visitas missionárias realizadas nas paróquias. A Jornada Vocacional é uma iniciativa anual promovida pelo Seminário Diocesano São José, durante sua realização, os seminaristas das diferentes etapas formativas visitam as paróquias da Diocese, participam da Celebração Eucarística e levam a imagem e a relíquia de São João Maria Vianney, patrono dos sacerdotes, para a veneração dos fiéis. Ao longo dos anos, essa experiência tem aproximado o seminário das comunidades e recordado que a promoção das vocações é responsabilidade de toda a Igreja.
Inspirada pelo tema do 5º Congresso Vocacional do Brasil, “Comunidades Vocacionais: encontro, testemunho e missão”, a Jornada de 2026 passou a apresentar de forma ainda mais evidente a diversidade das vocações e dos carismas existentes na Igreja. O lema bíblico do Congresso, “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas” (At 2,46), ajuda a compreender que a vocação nasce, cresce e amadurece no interior de uma comunidade reunida pela Palavra, pela fraternidade, pela Eucaristia e pela missão. Mais do que uma programação de visitas, a Jornada torna-se um verdadeiro encontro entre vocações. Seminaristas, sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos caminham juntos, partilhando suas experiências e ajudando crianças, adolescentes, jovens e adultos a compreenderem que Deus continua chamando e que toda vida pode transformar-se em resposta, serviço e missão.
1. A JORNADA VOCACIONAL E A CONSTRUÇÃO DE UMA CULTURA VOCACIONAL
A Sagrada Escritura apresenta a vocação como uma iniciativa divina que pede uma resposta humana. Deus chama Abraão a deixar sua terra e caminhar em direção a uma promessa: “Sai da tua terra, da tua família e da casa de teu pai, e vai para a terra que eu te mostrar” (Gn 12,1). Abraão não recebe antecipadamente todas as respostas sobre seu futuro, mas coloca-se a caminho, confiando naquele que o chama.
Deus também chama Moisés no meio da sarça ardente e o envia para libertar seu povo da escravidão (cf. Ex 3,1-12). Chama Samuel durante a noite, ensinando-o, com a ajuda do sacerdote Eli, a responder: “Fala, Senhor, que teu servo escuta” (1Sm 3,10). Antes mesmo do nascimento de Jeremias, o Senhor lhe declara: “Antes de formar-te no ventre materno, eu te conheci; antes de saíres do seio de tua mãe, eu te consagrei” (Jr 1,5).
Essas narrativas mostram que a vocação não começa somente com uma decisão humana. Ela nasce do olhar amoroso de Deus, que conhece cada pessoa, chama-a pelo nome e confia-lhe uma missão. A resposta, porém, necessita de escuta, liberdade, discernimento, coragem e disponibilidade. No Novo Testamento, Jesus continua passando pela vida das pessoas e chamando-as. Aos primeiros discípulos, dirige o convite: “Vinde e vede” (Jo 1,39). A Pedro e André, que lançavam as redes ao mar, declara: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens” (Mt 4,19). Ao jovem rico, depois de olhá-lo com amor, afirma: “Vem e segue-me” (Mc 10,21).
Em cada um desses encontros, a vocação nasce de uma relação pessoal com Jesus Cristo e se transforma em missão, o discípulo é chamado para permanecer com o Senhor, aprender dele e, posteriormente, ser enviado. A vocação não é um privilégio particular, mas uma maneira concreta de colocar a vida a serviço do Reino de Deus. São João Paulo II recordou que toda vida é vocação, isso significa que ninguém existe por acaso ou sem finalidade. Cada ser humano é desejado, amado e chamado por Deus. Antes de perguntar qual vocação específica uma pessoa deverá assumir, é necessário ajudá-la a reconhecer que sua própria existência já é um chamado à comunhão, ao amor, à santidade e ao serviço.
A promoção vocacional não pode, portanto, limitar-se à busca por candidatos ao sacerdócio ou à Vida Religiosa Consagrada. Ela deve ajudar cada batizado a descobrir a beleza de sua vocação, seja no matrimônio, na família, na vida laical, nos ministérios e serviços eclesiais, no sacerdócio, na vida consagrada ou em outras formas de entrega e missão. Papa Francisco recordou que o Dia Mundial de Oração pelas Vocações convida o povo de Deus a reconhecer o precioso dom do chamado dirigido pelo Senhor a cada pessoa, permitindo-lhe participar do projeto divino de amor e manifestar a beleza do Evangelho nos diferentes estados de vida.
Na mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações de 2025, Francisco apresentou a vocação como uma peregrinação de esperança e como um convite a doar generosamente a própria vida. A pessoa chamada não é afastada do mundo, mas enviada para levar esperança às realidades que necessitam do amor, da misericórdia e da presença de Deus.
A carta de apresentação da Jornada Vocacional de 2026 parte justamente dessa compreensão. Nela, a Igreja é apresentada como uma comunidade de vocacionados, na qual todos os batizados são chamados à amizade com Jesus, à santidade e à partilha de seus dons e carismas. A proposta deseja contribuir para a organização de um Serviço de Animação Vocacional integrado aos planos pastorais e à vida cotidiana das comunidades. O grande desafio consiste em despertar comunidades e pessoas para que se tornem verdadeiras comunidades vocacionais. Uma comunidade vocacional não é aquela que apenas realiza campanhas ou atividades ocasionais. É aquela que desenvolve uma cultura permanente de escuta, oração, acolhimento, acompanhamento e missão.
Na construção dessa cultura, toda comunidade possui algo a acolher e aprender, mas também algo a oferecer e ensinar. As primeiras comunidades cristãs tornam-se fonte de inspiração a partir de suas forças e fragilidades. Onde se experimentam o encontro, o testemunho e a disponibilidade para a missão, surge um ambiente favorável para despertar, discernir, acompanhar e cultivar as vocações. O Serviço de Animação Vocacional não pode ser avaliado somente pelo número imediato de pessoas que ingressam em uma casa de formação. Ele é uma experiência que se realiza no caminho e pelo caminho. Há sementes que germinam rapidamente, enquanto outras precisam de tempo, acompanhamento, oração e amadurecimento.
São Paulo oferece uma imagem importante para essa compreensão ao afirmar: “Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é quem fazia crescer” (1Cor 3,6). Aos animadores vocacionais compete lançar as sementes, cuidar do terreno e acompanhar os primeiros passos, o crescimento, contudo, pertence ao mistério da graça de Deus e à liberdade de cada pessoa. A Jornada Vocacional procura colocar em prática essa missão. Sua proposta não se limita à visita com a imagem e a relíquia de São João Maria Vianney, mas procura encontrar as comunidades e despertá-las para o chamado vocacional, considerando especialmente as diferentes realidades juvenis. Uma comunidade torna-se vocacional quando ajuda os jovens a descobrir, desenvolver e oferecer seus dons, recordando que “há mais felicidade em dar do que em receber” (At 20,35).
A presença da imagem e da relíquia do Santo Cura d’Ars possui, nesse contexto, um significado especial. São João Maria Vianney viveu o ministério sacerdotal como entrega cotidiana, serviço humilde e amor ao povo que lhe havia sido confiado. Sua vida mostra que a vocação não se realiza na busca por reconhecimento, poder ou prestígio, mas na disponibilidade para servir.
Sua conhecida afirmação de que o sacerdócio é o amor do coração de Jesus continua ajudando as comunidades a compreenderem a grandeza do ministério ordenado. Ao mesmo tempo, seu testemunho convida os fiéis a rezarem por aqueles que são chamados ao sacerdócio, pelas pessoas que estão em processo de discernimento e por aqueles que já exercem seu ministério.
Uma verdadeira cultura vocacional nasce quando a comunidade inteira assume a responsabilidade de rezar, chamar, acompanhar e sustentar. Jesus mesmo pediu aos discípulos: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie trabalhadores para sua messe” (Mt 9,37-38). A oração pelas vocações deve acompanhar todas as ações da Jornada. Não basta organizar visitas, produzir materiais ou realizar encontros. É preciso colocar-se diante do Senhor da messe, reconhecendo que toda vocação é graça, dom, mistério e iniciativa divina.
Ao mesmo tempo, a oração deve transformar-se em compromisso, uma comunidade que pede vocações precisa estar disposta a acolher e acompanhar aqueles que respondem. Precisa valorizar as famílias, apoiar os seminários e as casas religiosas, incentivar os jovens, promover espaços de discernimento e oferecer testemunhos coerentes de vida cristã.
2. ENCONTRO, TESTEMUNHO E MISSÃO NAS COMUNIDADES
O 5º Congresso Vocacional do Brasil convida a Igreja a redescobrir sua identidade como uma verdadeira assembleia de chamados. O tema “Comunidades Vocacionais: encontro, testemunho e missão” evidencia que a vocação não pode ser compreendida como um projeto isolado ou individualista. Ela nasce dentro de uma comunidade, é discernida com o auxílio dos irmãos e se transforma em serviço ao povo de Deus.
O lema “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas” (At 2,46) apresenta a comunidade cristã como lugar de comunhão, oração e partilha. O livro dos Atos dos Apóstolos relata que os discípulos “eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações” (At 2,42).
Eram comunidades reunidas em torno da Palavra, da Eucaristia, da fraternidade e da missão. Nelas, cada pessoa encontrava espaço para partilhar seus dons, colocar a própria vida a serviço e experimentar concretamente a presença de Cristo. É nesse horizonte que a Jornada Vocacional percorre as regiões pastorais da Diocese de Osasco. A proposta prevê a visita às paróquias, principalmente durante os finais de semana, buscando alcançar diferentes comunidades e realidades locais. Os grupos são formados por seminaristas das diversas etapas da formação presbiteral, sob a responsabilidade dos seminaristas da Síntese Vocacional.
Mais do que uma programação de visitas, a Jornada tornou-se um verdadeiro encontro entre vocações. Em cada comunidade visitada, antes ou depois da Santa Missa, são promovidos momentos de formação, testemunho, partilha e experiência vocacional. Esses encontros permitem que crianças, adolescentes, jovens e adultos conheçam diferentes maneiras de seguir Jesus Cristo. A proximidade com os fiéis favorece perguntas, conversas e testemunhos que dificilmente aconteceriam somente por meio de uma palestra formal ou de um material impresso.
A evangelização acontece, nesses momentos, por meio da convivência. Um seminarista que conta sua história, uma religiosa que apresenta o carisma de sua congregação, um religioso que fala sobre sua missão ou um leigo que testemunha sua experiência de serviço ajudam as pessoas a perceberem que o chamado de Deus pode manifestar-se em histórias concretas e próximas. Ao longo da Jornada, percebe-se que o despertar vocacional acontece muitas vezes na simplicidade de um testemunho sincero. Um jovem que escuta como Deus conduziu a história de outra pessoa começa também a contemplar sua própria vida com novos olhos.
Não se trata somente de apresentar funções, tarefas ou estruturas da Igreja. Trata-se de revelar que seguir Jesus pode dar unidade, sentido, beleza e direção à existência. O testemunho não substitui o discernimento, mas pode provocar a pergunta inicial: “Senhor, o que queres de mim?”.
Santa Teresa de Calcutá ensinava que nem todos podem realizar grandes coisas, mas todos podem fazer pequenas coisas com grande amor. Essa compreensão ajuda a perceber que a vocação se concretiza na fidelidade diária, nos pequenos serviços, na compaixão, no cuidado e na disponibilidade.
Muitas vezes, o chamado de Deus não se manifesta em acontecimentos extraordinários. Ele pode aparecer no desejo constante de servir, no amor pela oração, na sensibilidade diante do sofrimento, na alegria de evangelizar ou na disponibilidade para ajudar outras pessoas.
Santa Teresinha do Menino Jesus também encontrou sua vocação ao contemplar a diversidade dos membros da Igreja. Depois de desejar ser missionária, apóstola e mártir, compreendeu que, no coração da Igreja, sua vocação seria o amor.
Sua descoberta ilumina toda animação vocacional. Ninguém é chamado simplesmente para ocupar uma função ou preencher uma necessidade institucional. Toda pessoa é chamada, primeiramente, a amar e a tornar presente o amor de Cristo no mundo.
A participação na Celebração Eucarística ocupa um lugar central na Jornada. Ela não constitui um elemento secundário da programação, mas o espaço no qual todas as vocações se encontram em torno do mesmo altar. É diante de Cristo, que parte o pão e entrega a própria vida, que o vocacionado aprende o verdadeiro sentido da doação. As palavras pronunciadas por Jesus na Última Ceia, “Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim” (Lc 22,19), revelam a dinâmica profunda de toda vocação: receber a vida como dom e oferecê-la como serviço.
A Eucaristia reúne os diferentes estados de vida e manifesta que todos pertencem ao único Corpo de Cristo. Embora existam diferentes ministérios, missões e carismas, é o mesmo Senhor quem chama e envia. Como ensina São Paulo: “Vós sois o corpo de Cristo e, individualmente, sois membros desse corpo” (1Cor 12,27). Ao redor da mesa eucarística, ninguém realiza sua vocação isoladamente. Cada chamado encontra sentido na comunhão com o Corpo inteiro. Por isso, uma ação vocacional ligada à celebração ajuda a comunidade a compreender que a vocação nasce do encontro com Cristo e se dirige ao serviço dos irmãos.
A própria metodologia da Jornada prevê que, antes da Celebração Eucarística, os seminaristas se encontrem com grupos, pastorais e movimentos presentes na realidade local, conduzindo um breve momento formativo, de partilha e experiência vocacional. A finalidade é colaborar de modo especial com o despertar vocacional da juventude. Essa metodologia demonstra que a animação vocacional não precisa acontecer somente em grandes eventos. Um encontro simples, realizado com proximidade, cuidado e verdade, pode abrir caminhos importantes no coração de uma pessoa.
Uma palavra pode despertar uma pergunta; uma pergunta pode provocar uma busca; uma busca acompanhada pode conduzir a uma resposta. A Jornada procura criar justamente esses espaços iniciais de encontro e abertura. Em um tempo marcado por questionamentos, dispersão e incertezas, iniciativas como essa recordam que Deus continua chamando. Cabe à Igreja criar espaços de silêncio, escuta, oração, encontro e testemunho para que esse chamado seja reconhecido e acolhido.
3. A COMUNHÃO ENTRE O SERVIÇO DE ANIMAÇÃO VOCACIONAL E A VIDA RELIGIOSA CONSAGRADA
Em 2026, a Jornada Vocacional ganhou um horizonte mais amplo com a participação efetiva de religiosos, religiosas e congregações presentes na Diocese de Osasco. A iniciativa manteve sua identidade e seus objetivos, mas passou a apresentar com maior clareza a diversidade dos carismas que o Espírito Santo suscita na Igreja.
A presença da Vida Religiosa Consagrada permite que as comunidades conheçam outras formas de seguimento de Jesus, além do ministério presbiteral. Cada religioso e religiosa leva consigo não apenas sua história pessoal, mas também a espiritualidade, o carisma, a missão e a experiência comunitária de sua família religiosa. Há congregações dedicadas à educação, ao cuidado dos enfermos, à missão entre os pobres, à catequese, à juventude, à vida contemplativa, ao anúncio da Palavra, à assistência social e a tantas outras expressões do Evangelho.
Cada carisma nasce como uma resposta particular do Espírito Santo às necessidades da Igreja e do mundo. A diversidade não fragmenta a missão eclesial, mas a enriquece. Como ensina São Paulo: “Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo” (1Cor 12,4). Ao testemunharem suas experiências, os membros das congregações não apresentam simplesmente uma instituição ou uma obra. Eles apresentam uma maneira específica de contemplar, seguir e servir Jesus Cristo.
Uma congregação pode destacar Cristo pobre, outra Cristo mestre, outra Cristo misericordioso, missionário, servidor, contemplativo ou cuidador dos enfermos. Cada carisma evidencia uma dimensão do único mistério de Cristo e coloca essa dimensão a serviço do povo de Deus. A parceria entre o Serviço de Animação Vocacional e o Núcleo Osasco da Conferência dos Religiosos do Brasil possibilitou organizar a participação das congregações ao longo das visitas missionárias. Essa integração fortaleceu os vínculos entre o seminário diocesano e a Vida Religiosa Consagrada.
Mais do que uma colaboração pontual, trata-se de um testemunho concreto de comunhão e corresponsabilidade. Seminaristas e membros da Vida Consagrada não aparecem como representantes de caminhos concorrentes, mas como irmãos e irmãs chamados pelo mesmo Senhor e enviados para a mesma missão. A carta de apresentação da Jornada já previa a possibilidade de os encontros contarem com a colaboração de religiosos, religiosas e leigos presentes na Diocese. Essas pessoas poderiam oferecer ferramentas, testemunhos e subsídios importantes para os momentos de formação e partilha vocacional.
A ampliação realizada em 2026 concretiza essa proposta e reafirma que a animação vocacional não pertence somente à equipe do SAV, aos formadores ou aos seminaristas. Ela é responsabilidade de toda a comunidade eclesial. Essa comunhão possui uma profunda fundamentação bíblica e eclesial. Jesus enviou os discípulos “dois a dois” (Mc 6,7), mostrando que a missão deve ser vivida na comunhão. Ninguém é enviado para agir de maneira completamente isolada.
O chamado de Deus é pessoal, mas não individualista. A vocação possui sempre uma dimensão comunitária. A pessoa é chamada dentro de uma comunidade, é acompanhada por ela e é enviada para servir a mesma comunidade e o mundo. A presença conjunta de sacerdotes, seminaristas, religiosos, religiosas e leigos torna-se, assim, uma expressão concreta de sinodalidade. Todos caminham juntos, cada qual conservando a identidade de sua vocação e de seu carisma, mas participando da mesma missão evangelizadora.
A experiência demonstra que uma pastoral vocacional mais integrada consegue apresentar um rosto mais completo da Igreja. Quando somente uma vocação aparece, corre-se o risco de reduzir a compreensão do chamado de Deus. Quando diferentes vocações testemunham juntas, a comunidade percebe a riqueza do Corpo de Cristo. Essa integração também ajuda os jovens a discernirem com maior liberdade. Um jovem pode sentir-se atraído pelo sacerdócio diocesano, pela Vida Religiosa Consagrada, pelo matrimônio, pela missão laical ou por alguma forma específica de serviço. Quanto mais claros e próximos forem os testemunhos, maiores serão as possibilidades de um discernimento consciente.
A Jornada também possibilita divulgar iniciativas vocacionais promovidas pelas congregações. Entre elas, encontram-se encontros masculinos e femininos de discernimento, visitas às comunidades religiosas, experiências missionárias, retiros e momentos de acompanhamento.
Nesse sentido, foi divulgada não apenas uma convocação geral para a Jornada, mas também o Encontro Vocacional Feminino previsto para o mês de setembro. Essa divulgação oferece às jovens uma possibilidade concreta de conhecer a Vida Religiosa Consagrada e continuar o processo de busca e discernimento. Assim, a Jornada não termina quando a equipe deixa uma paróquia. Ela pode continuar por meio do contato com os responsáveis vocacionais, da participação em encontros específicos, da direção espiritual e da aproximação com as casas de formação.
O primeiro testemunho desperta a pergunta. O encontro vocacional permite aprofundá-la. O acompanhamento ajuda a pessoa a interpretar os sinais de Deus em sua história e a responder com maior liberdade. A colaboração com as congregações, portanto, amplia a Jornada sem alterar sua essência. A proposta continua sendo despertar as comunidades para o chamado de Deus, mas passa a fazê-lo apresentando de modo mais concreto a pluralidade das vocações.
Essa comunhão também recorda que as vocações não devem competir entre si. Uma comunidade verdadeiramente vocacional alegra-se com o chamado de cada pessoa, independentemente da forma específica que esse chamado assuma. O importante não é conduzir todos ao mesmo caminho, mas ajudar cada um a reconhecer a vontade de Deus e a responder-lhe com sinceridade. Como afirma o profeta Isaías: “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8).
4. JUVENTUDE, DISCERNIMENTO E ACOMPANHAMENTO VOCACIONAL
A juventude ocupa um lugar especial na Jornada Vocacional. Isso não significa que somente os jovens sejam chamados por Deus, mas que essa etapa da vida possui características importantes para o discernimento, como a busca por identidade, sentido, pertencimento, missão e projeto de vida.
A CNBB, no Documento 85, Evangelização da juventude: desafios e perspectivas pastorais, recorda que a Igreja não trabalha com os jovens apenas para encontrar vocações que garantam sua própria continuidade. A Igreja procura despertar a riqueza que os jovens trazem consigo e ajudá-los a descobrir sua vocação para o serviço do Reino e para a transformação da Igreja e da sociedade.
Essa perspectiva impede que os jovens sejam vistos apenas como destinatários passivos ou como possíveis candidatos às estruturas eclesiais. Eles são protagonistas da missão e carregam sonhos, perguntas, capacidades, inquietações e uma sensibilidade particular diante dos desafios contemporâneos. A comunidade vocacional precisa escutar os jovens e caminhar com eles. Não basta oferecer respostas prontas ou fazer convites genéricos. É necessário criar vínculos, conhecer suas histórias, acolher suas dúvidas e ajudá-los a encontrar-se pessoalmente com Jesus Cristo.
O relato dos discípulos de Emaús constitui uma imagem privilegiada desse acompanhamento. Jesus aproxima-se dos discípulos desanimados, caminha com eles, pergunta sobre aquilo que estão vivendo e escuta suas frustrações (cf. Lc 24,13-24). Somente depois de escutá-los, Jesus ilumina suas experiências com a Palavra e parte o pão diante deles. Seus olhos se abrem, seus corações voltam a arder e eles retornam à comunidade para anunciar que encontraram o Senhor (cf. Lc 24,25-35).
A animação vocacional deve seguir essa mesma pedagogia: aproximar-se, caminhar, escutar, iluminar, celebrar e enviar. Antes de dizer ao jovem qual caminho deverá seguir, é necessário ajudá-lo a ler a própria história à luz da Palavra de Deus. O discernimento vocacional não acontece instantaneamente. Ele exige tempo, oração, liberdade, silêncio, orientação, participação comunitária e contato com a realidade concreta das vocações.
O Papa Francisco ensina que a descoberta da vocação nunca é um percurso completamente solitário. Ela se desenvolve no interior do povo de Deus e por meio do acompanhamento de pessoas que ajudam o vocacionado a interpretar os movimentos do coração e os acontecimentos de sua vida. Na mensagem de 2025, Francisco convidou especialmente os jovens a serem peregrinos de esperança, reconhecendo que a vocação é um dom que conduz à doação da vida. O chamado não retira a pessoa de sua realidade, mas a envia para torná-la melhor por meio do amor e do serviço.
O Papa Leão XIV, na mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações de 2026, apresentou a vocação como a descoberta interior do dom de Deus. Segundo a mensagem, a vocação não é uma realidade estática, mas um processo dinâmico de amadurecimento, favorecido pela intimidade com Jesus, pela ação do Espírito Santo e pela capacidade de reler a vida à luz do dom recebido. Esse ensinamento ajuda a compreender a importância dos momentos vocacionais realizados antes ou depois das celebrações. Ainda que sejam encontros breves, eles podem abrir espaços de interioridade e despertar perguntas profundas.
Uma palavra, um testemunho ou uma conversa podem tornar-se a semente por meio da qual Deus fará germinar uma resposta. Nem sempre o fruto será percebido imediatamente, mas o encontro poderá permanecer na memória e no coração. A Palavra de Deus demonstra que o Senhor frequentemente chama por meio da mediação de outras pessoas. Foi o sacerdote Eli quem ajudou Samuel a compreender que era Deus quem o chamava. Depois de perceber o que estava acontecendo, Eli orientou-o: “Se alguém te chamar, responderás: ‘Fala, Senhor, que teu servo escuta’” (1Sm 3,9).
André encontrou seu irmão Simão e o conduziu até Jesus (cf. Jo 1,40-42). Filipe, depois de encontrar o Senhor, convidou Natanael com as palavras: “Vem e vê” (Jo 1,46). Também hoje os animadores vocacionais são chamados a exercer esse serviço de mediação. Eles não substituem Deus, não decidem pela pessoa e não forçam uma resposta. Sua missão é ajudar os outros a reconhecerem a voz do Senhor.
Isso exige respeito à liberdade e ao tempo de cada pessoa. O próprio Jesus não obrigou o jovem rico a segui-lo. Ele o olhou com amor, apresentou-lhe o chamado e respeitou sua decisão (cf. Mc 10,17-22). O acompanhamento vocacional deve ser marcado pela verdade, mas também pela paciência. É necessário apresentar as exigências reais de cada vocação, sem idealizações, manipulações ou pressões.
O jovem precisa conhecer as alegrias, os desafios, as renúncias e as responsabilidades próprias do caminho que está discernindo. Um testemunho verdadeiro não esconde as dificuldades, mas mostra que a graça de Deus sustenta a fidelidade. Outro elemento fundamental é a oração. O discernimento não consiste apenas em analisar habilidades, preferências ou possibilidades. Ele exige colocar-se diante de Deus e perguntar o que Ele deseja.
O silêncio permite que outras vozes sejam diminuídas e que o chamado seja escutado com maior clareza. A Palavra de Deus ilumina os acontecimentos e ajuda a pessoa a reconhecer os sinais da ação divina. A participação na comunidade impede que o discernimento se transforme numa experiência fechada sobre si mesma. A vocação autêntica sempre conduz à comunhão, ao serviço e à missão.
Também Maria apresenta o modelo de uma resposta vocacional livre, consciente e generosa. Diante do anúncio do anjo, ela escuta, pergunta e procura compreender. Por fim, responde: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). O sim de Maria não encerra seu caminho vocacional. Ele inicia uma peregrinação marcada pela fé, pelo serviço e pela perseverança. Depois da anunciação, Maria dirige-se à casa de Isabel para servir (cf. Lc 1,39-45). Permanece junto de Jesus durante sua vida e missão, está aos pés da cruz e encontra-se com os discípulos reunidos em oração no Pentecostes. A resposta vocacional não é, portanto, um momento isolado. É uma fidelidade renovada diariamente. Cada “sim” precisa ser sustentado por muitos outros ao longo da vida.
A carta de apresentação da Jornada confia a caminhada vocacional à proteção de Nossa Senhora Aparecida, reconhecida como a vocacionada do Pai. Sob seu olhar, a comunidade pede a graça de dizer “sim” ao chamado de Deus e de ajudar os irmãos em seus próprios processos de discernimento. Por isso, a Jornada precisa conduzir ao acompanhamento. Convocar para um encontro é importante, mas não suficiente. É necessário construir um itinerário que contemple as etapas de despertar, discernir, acompanhar e cultivar.
O próprio Jesus respeitou o amadurecimento dos discípulos. Ele os chamou, caminhou com eles, ensinou-lhes o Evangelho, corrigiu suas incompreensões, confiou-lhes missões e permaneceu ao lado deles durante o processo. A Jornada Vocacional procura inserir-se nessa dinâmica. As visitas às paróquias constituem uma oportunidade de despertar, mas os encontros promovidos pelo SAV e pelas congregações permitem que a caminhada continue.
Assim, a divulgação de encontros vocacionais masculinos e femininos, especialmente do Encontro Vocacional Feminino previsto para setembro, não é um elemento externo à Jornada. A Igreja precisa estar preparada para acolher aqueles que demonstram interesse. Um jovem que faz uma pergunta ou procura um animador vocacional dá um passo importante e precisa encontrar pessoas disponíveis para escutá-lo. A ausência de acompanhamento pode fazer com que uma semente se perca. A presença cuidadosa, por outro lado, pode ajudar alguém a reconhecer o chamado e a responder com maior liberdade e maturidade.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Jornada Vocacional desenvolvida na Diocese de Osasco mostra que a animação vocacional se torna mais fecunda quando é assumida como missão de toda a Igreja. Seminaristas, sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos não realizam ações separadas, mas caminham juntos para ajudar as comunidades a reconhecerem sua identidade vocacional.
A ampliação realizada em 2026 não retirou a identidade original da Jornada. Pelo contrário, tornou mais visível a riqueza da Igreja e a diversidade dos carismas suscitados pelo Espírito Santo.
A presença das congregações religiosas permitiu que as comunidades conhecessem diferentes caminhos de seguimento de Jesus. Também possibilitou que jovens interessados tivessem acesso a encontros, experiências e processos de acompanhamento mais específicos.
A integração com a Vida Religiosa Consagrada evidencia que a promoção vocacional não deve ser fragmentada. Toda vocação é dom para a Igreja, e cada vocação precisa alegrar-se com o florescimento das demais. Quando sacerdotes, seminaristas, religiosos, religiosas e leigos testemunham juntos, tornam-se um sinal concreto de comunhão. Essa unidade não elimina as diferenças, mas as coloca a serviço da única missão.
Os momentos realizados antes ou depois da Santa Missa demonstram que a animação vocacional pode acontecer de maneira simples, próxima e profundamente eclesial. A Eucaristia torna-se o centro no qual cada chamado encontra seu sentido: receber a vida como dom e oferecê-la em favor dos irmãos. A experiência também confirma que o testemunho continua sendo uma das formas mais eficazes de promoção vocacional. As pessoas precisam escutar ensinamentos, mas também necessitam encontrar homens e mulheres concretos que demonstrem, com a própria vida, que vale a pena seguir Jesus.
A Jornada recorda que Deus continua passando pelas comunidades, famílias, escolas, grupos de jovens, pastorais e movimentos. Ele continua olhando com amor e repetindo: “Vem e segue-me” (Mc 10,21). A questão vocacional, portanto, não consiste em perguntar se Deus ainda chama, mas se as comunidades estão preparadas para ajudar as pessoas a escutar, discernir e responder.
Uma comunidade vocacional é uma casa de portas abertas, capaz de acolher perguntas; uma escola de oração, que ensina a escutar; uma família, que acompanha com paciência; e um espaço missionário, no qual cada batizado descobre a alegria de oferecer sua vida.
A Jornada Vocacional continuará percorrendo as comunidades da Diocese, levando consigo a certeza de que toda vocação nasce do encontro com Cristo, amadurece na vida comunitária e se realiza na missão. Que essa experiência inspire outras Igrejas particulares a fortalecerem uma verdadeira cultura vocacional, valorizando a riqueza dos diferentes carismas e promovendo uma comunhão cada vez maior entre todas as vocações.
Sob o olhar de Maria, Mãe das Vocações, e inspirados pelo testemunho de São João Maria Vianney e de tantos homens e mulheres que responderam generosamente ao chamado de Deus, é necessário continuar lançando as redes. Confiando na Palavra de Jesus, que chama, acompanha e envia, cada comunidade e cada vocacionado possam repetir com coragem a resposta do profeta Isaías: “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8).
REFERÊNCIAS
BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Tradução litúrgica ou edição utilizada pela instituição. São Paulo: editora correspondente.
CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Evangelização da juventude: desafios e perspectivas pastorais. Documento da CNBB, n. 85. Brasília: Edições CNBB, 2007.
CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. 5º Congresso Vocacional do Brasil: Comunidades Vocacionais — encontro, testemunho e missão. Apresentação do tema, do lema bíblico e dos objetivos do Congresso.
DIOCESE DE OSASCO. Serviço de Animação Vocacional. Carta de apresentação da Jornada Vocacional 2026. Osasco, 2026.
DIOCESE DE OSASCO. Jornada Vocacional do Seminário São José. Informações sobre a iniciativa anual, as visitas às paróquias e a presença da imagem e da relíquia de São João Maria Vianney.
DIOCESE DE OSASCO. SAV amplia Jornada Vocacional e integra congregações religiosas às visitas missionárias. Osasco, 2026.
FRANCISCO, Papa. Mensagem para o 53º Dia Mundial de Oração pelas Vocações: a Igreja, mãe de vocações. Vaticano, 2016.
FRANCISCO, Papa. Mensagem para o 60º Dia Mundial de Oração pelas Vocações: vocação, graça e missão. Vaticano, 2023.
FRANCISCO, Papa. Mensagem para o 61º Dia Mundial de Oração pelas Vocações: chamados a semear a esperança e a construir a paz. Vaticano, 2024.
FRANCISCO, Papa. Mensagem para o 62º Dia Mundial de Oração pelas Vocações: peregrinos de esperança — o dom da vida. Vaticano, 2025.
JOÃO PAULO II, Papa. Mensagem para o 38º Dia Mundial de Oração pelas Vocações: a vida como vocação. Vaticano, 2001.
LEÃO XIV, Papa. Mensagem para o 63º Dia Mundial de Oração pelas Vocações: a descoberta interior do dom de Deus. Vaticano, 2026.
TERESA DE CALCUTÁ, Santa. Ensinamentos e pensamentos sobre o amor, o serviço e a realização de pequenas coisas com grande amor.
TERESA DO MENINO JESUS, Santa. Manuscritos autobiográficos: história de uma alma. Reflexão sobre a descoberta do amor como vocação no coração da Igreja.
VIANNEY, João Maria, Santo. Ensinamentos sobre o sacerdócio, a oração e o amor ao Sagrado Coração de Jesus.
20/08/2026 
